Comunicação global sem barreiras linguísticas

Portugal lidera um projecto europeu
de comunicação global sem barreiras linguísticas

António Branco, da FCUL, é o coordenador
2014-04-29
A brancoA tradução automática é um procedimento computacional que procura fornecer a tradução de enunciados de uma língua para outra. Os resultados da investigação científica em torno deste grande desafio já permitem soluções práticas de grande utilidade. Permitem obter pelo menos um esboço do conteúdo daquilo que está a ser traduzido, ou até mesmo resultados bastante bons para alguns pares de línguas e domínios de discursos mais favorecidos, desta forma ajudando a reduzir custos e a melhorar a produtividade em negócios de âmbito internacional.

É neste enquadramento que foi concebido e se encontra em execução o QTleap, “um dos projectos de investigação científica mais ambiciosos dos últimos anos na área da tradução automática e da tecnologia da linguagem”, nas palavras do seu coordenador científico, António Branco, professor do Departamento de Informática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Na era digital e num mundo globalizado, a linguagem humana é uma das maiores barreiras comunicacionais. O projecto europeu de investigação científica “QTLeap–Quality Translation by Deep Language Engineering Approaches” procura soluções tecnológicas para se ultrapassar esta barreira sem se diminuir ou destruir a diversidade linguística.

equipe

Tem como objectivo investigar e desenvolver uma metodologia inovadora para a tradução automática que tire partido de abordagens baseadas no processamento linguístico profundo das línguas. Segundo António Branco, “este projecto explora formas inovadoras de se alcançar traduções de maior qualidade, tornadas possíveis por uma nova geração de bases de dados semânticos cada vez mais sofisticadas e por avanços recentes na área do processamento semântico da linguagem natural”.

Com uma dotação de três milhões de euros, o QTLeap vem juntar-se à lista crescente dos projectos de investigação realizados por consórcios europeus com liderança portuguesa. É coordenado pelo Departamento de Informática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que lidera um grupo de oito parceiros, da Alemanha, Bulgária, Espanha, Holanda e República Checa.

UNESCO: Leitura móvel reduz o analfabetismo nos países em desenvolvimento

25/04/2014.

 Um estudo da UNESCO revelou que os telefones móveis podem contribuir a reduzir o analfabetismo nos países em desenvolvimento. Conhece os detalhes do relatório.

O 90% das 4000 pessoas interrogadas por Unesco mostrou uma atitude positiva para a leitura móvel

Centos de milhares de pessoas utilizam hoje seus telefones móveis como meio para aceder à leitura, inclusive nos países em via de desenvolvimento. Essa é a conclusão do estudo Reading in the Mobile Era (Ler na era móvel), que foi difundido esta semana pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura(UNESCO). O organismo vaticina que a leitura móvel poderia contribuir a reduzir o analfabetismo; um problema que afeta a 774 milhões de adultos.

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 A investigação se baseou em 4 .000 entrevistas pessoais realizadas em 7 países em desenvolvimento: Etiópia, Vontade, Índia, Quênia, Nigéria, Paquistão e Zimbabue, essencialmente a menores de 35 anos. Seus resultados foram contundentes: o 90% dos interrogados mostrou uma atitude positiva para a leitura em telefones móveis quando o provaram.

 O telefone móvel: primeira porta para os livros

O telefone móvel está amplamente expandido entre a população mundial, o que supõe uma vantagem à hora de impulsioná-lo como canal de leitura. Segundo dados da ONU, umas 6000 das 7000 milhões de pessoas que vivem no mundo têm acesso a uma linha telefônica, ainda que só 4.500 milhões dispõem de um quarto balnear.

Ademais, o celular permite passar por alto a um dos grandes obstáculos da luta contra o analfabetismo: acarestia dos livros de papel em muitos países pobres. Desta forma, converte-se em método rápido e singelo para fomentar o hábito da leitura.

 As mulheres usam mais o celular para ler

Segundo o estudo, as mulheres lêem 6 vezes mais do que os homens: enquanto elas destinam a esta sã distração uma média de 207 minutos ao mês, eles só reservam 33 minutos mensais.

A UNESCO recomenda que os países com alta taxa de analfabetismo dêem prioridade às meninas e mulheres à hora de fomentar a leitura no telefone, já que elas têm menos acesso à tecnologia e demonstram mais interesse pelo tema. Também recomendam animar o hábito entre os meninos e as pessoas maiores.

Os desafios da leitura em celulares

As barreiras que ainda enfrentam quem aspiram a ler no celular são a limitada oferta de títulos para telefones sem acesso a internet (59 %) e os problemas de cobertura (53 %). O 18% dos interrogados assinalou ademais ao custo das telecomunicações como um obstáculo.

Entre as medidas propostas pela UNESCO para defrontar a estes desmandos, encontra-se a ampliação de catálogos de obras disponíveis, a tradução às línguas locais e a redução de custos da tecnologia e as conexões.

Descarrega o relatório completo: Reading in the Mobile Era (Lendo na era do celular)

Universidade de Coimbra vai usar Enem para ingresso de brasileiros

Enem - banner

Estudantes brasileiros poderão ingressar na Universidade de Coimbra, em Portugal, com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O exame passa a ser aceito este ano para os candidatos a vagas de graduação. É a primeira vez que uma instituição estrangeira utiliza o Enem como critério de seleção.

A Universidade de Coimbra aceitará os resultados do Enem de 2011, 2012 e 2013 e dispensará os brasileiros dos exames portugueses, que, até o mês passado, eram obrigatórios pela legislação do país. As notas no exame terão pesos diferentes de acordo com o curso ao qual o estudante pretende ingressar. No site da instituição, está uma tabela com os pesos das pontuações.

A Universidade de Coimbra é a instituição portuguesa de ensino superior mais antiga. No ano passado, foi incluída na lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Cerca de 23 mil estudantes estão matriculados na instituição. Desses, mais de 2 mil são brasileiros.

O vice-reitor da universidade, Joaquim Ramos de Carvalho, explica que o Enem é o primeiro exame internacional a ser aceito pela instituição como critério de seleção. A universidade deu prioridade pela alta procura de brasileiros. Segundo ele, a instituição estuda aceitar também o Gao Kao, uma espécie de Enem chinês.

“Temos acompanhado a evolução e o sucesso do Enem. Prova disso é o número de universidades brasileiras que aceitam o exame como forma de ingresso. São instituições que respeitamos muito”, diz Carvalho. Ele acrescenta: “O Enem tem qualificações equivalentes [às exigidas pelos os exames portugueses]. Consideramos que podemos aceitar sem necessitar passar por prova”.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), o uso do exame pela universidade portuguesa “esta é mais uma prova da consolidação do Enem como critério republicano de acesso ao ensino superior”.

No Brasil, o Enem seleciona estudantes para instituições públicas de ensino superior pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para bolsas em instituições particulares, pelo Programa Universidade para Todos (Prouni). Além disso, é pré-requisito para obter um financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e para o intercâmbio acadêmico pelo Ciência sem Fronteiras.

Em 2013, mais de 5 milhões de candidatos fizeram o exame. Neste ano, o Enem poderá ser aplicado nos dias 8 e 9 de novembro. O edital ainda não foi divulgado.

Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil

IPOL comemora 15 anos em Setembro

Em Setembro o IPOL completa 15 anos de existência. Lançamos um logo comemorativo da data. Comemore conosco!

Selo 15 Anos cor

III SIMPÓSIO NACIONAL DE LETRAS E I SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE LETRAS da UFLA

Inscrições para apresentação de trabalhos ATÉ 18/04/2014 prorrogadas até 28/04/2014

http://letport.cead.ufla.br/site/wp-content/uploads/2011/08/realizacao.png

 

1. Tema: Fronteiras, limiares e interfaces: caminhos e descaminhos das palavras.

2. Data de Realização: de 29 a 31 de maio de 2014.

3. Local: Universidade Federal de Lavras.

4. Objetivo

O simpósio tem como objetivo central fazer circular as pesquisas e estudos desenvolvidos por diferentes instituições e pesquisadores, a fim de contribuir com o avanço das áreas de Linguística, literatura e ensino.

5. Inscrições
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Tradição linguística on-line

País plurilíngue, Angola investe na preservação dos idiomas com plataformas eletrônicas

“Em média, a cada quinze dias desaparece uma língua, e África é o continente mais ameaçado”, apontou o escritor José Eduardo Agualusa num artigo de 2011 sobre a evolução das línguas em Angola. Mas ao longo do último ano foram criadas várias plataformas on-line em favor da salvaguarda das línguas nacionais do país.

Angola é um país plurilíngue, com seis línguas africanas reconhecidas como nacionais a par do português enquanto língua oficial. Para além disso, estima-se que existam 37 línguas e 50 dialetos em uso no país. O blog Círculo Angolano Intelectual reportou, no final de outubro de 2013, que 30% da população (cerca de 8,5 milhões de angolanos) “só fala as línguas nacionais que não fazem parte de nenhum programa educacional, social”, acrescentando ser isto mais um dos fatores que gera exclusão social.

Num artigo de Agualusa, publicado pelo Instituto Cultural de Formação e de Estudo sobre Sociedades Africanas em São Paulo, Casa das Áfricas, o escritor premiado versa sobre “uma proposta de paz” para a coexistência das línguas nacionais e da língua portuguesa (“língua materna versus língua madrasta”), e  questiona: “Porque é que em Angola, país de muitas línguas, os escritores apenas utilizam o português?”

Projeto Evalina
Procurando contrariar o fenômeno, ao longo do ano de 2013 surgiram várias iniciativas on-line, criadas por jovens que olham para as tecnologias como um desafio para a promoção e salvaguarda das línguas nacionais.
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