Portugal e Luxemburgo vão assinar acordo para organizar formação profissional em português

José Luís Carneiro esteve hoje reunido com o ministro do Trabalho do Luxemburgo, Nicolas Schmit.
Foto: Guy Jallay

Os Governos de Portugal e do Luxemburgo deverão assinar até final de março um acordo que vai permitir a organização de formação em língua portuguesa para trabalhadores imigrantes, sobretudo no setor da construção.

O anúncio foi feito hoje pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, após um encontro com o ministro do Trabalho do Luxemburgo, Nicolas Schmit. “O objetivo é estabelecer um quadro de oferta de formação profissional em língua portuguesa, com materiais de apoio em português”, para permitir aos trabalhadores portugueses no Luxemburgo o acesso à “formação contínua, formação profissional e reconhecimento das competências técnicas específicas”. Continue lendo →

Língua assobiada com 2500 anos está prestes a desaparecer

A língua começou a ser utilizada como forma de conversar a longa distância através de vales

Só seis pessoas em todo o mundo a sabem assobiar. São habitantes de uma pequena aldeia no canto sudeste da ilha grega de Evia que nem sequer aparece no Google Maps. A língua é conhecida por sfyria.

Estima-se que exista há 2500 anos. A língua assobiada conhecida por sfyria é uma das mais raras do mundo e está prestes a desaparecer. É, de acordo com o Atlas das Línguas em Perigo da UNESCO, a língua — assobiada ou não — com menos falantes vivos. Os únicos que existem vivem em Antia, uma pequena aldeia no canto sudeste da ilha grega de Evia, que nem sequer aparece no Google Maps. Continue lendo →

O falar paraense – a mistura mais evidente entre a língua portuguesa e línguas indígenas

O que você sabe sobre o falar paraense? Égua, vamos descobrir? Aqui, uma breve análise do modo de falar do Pará.

Eu devo admitir que pouco sei sobre o Pará, além do que estudei na escola, muitos anos atrás. O Pará é um estado que nunca visitei, e também infelizmente não conheço nenhuma pessoa de lá. Mas, para dar um pouco de contexto e informação básica, aqui vai:  Continue lendo →

Documentário narra como criança judia foi salva do Holocausto por falar ladino

O documentário “Salvo pela Língua,” que narra como uma criança judia bósnia se salvou do Holocausto por falar ladino, será apresentado à comunidade judaica portuguesa na quinta-feira, em Lisboa, disse hoje um dos produtores do filme.

“Eu morei em Sarajevo, na Bósnia, entre 2000 e 2001, e foi lá que conheci o senhor Moris Albahari, que me contou como utilizou o ladino para salvar a sua vida durante a II Guerra Mundial”, declarou à Lusa Susanna Zaraysky, uma das produtoras e realizadoras do documentário.

A produtora afirmou que Moris Albahari lhe contou que tinha apenas 11 anos e estava com a sua família e outros judeus jugoslavos num comboio com destino aos campos de extermínio nazis, quando escapou com a ajuda de um coronel italiano, com quem se comunicou em ladino. Continue lendo →

Licenciatura em Língua Portuguesa para formar docentes vai iniciar-se em 2018

Licenciatura em Língua Portuguesa para formar docentes vai iniciar-se em 2018

Ao todo, são dez as universidades que dinamizam o ensino do Português. Uma oferta que será alargada em 2018, com a abertura de um curso de licenciatura voltado para a formação de professores na Universidade Pedagógica Experimental Libertador (UPEL) em Maracay.

Há, atualmente cerca de mil alunos a aprender Português em instituições de ensino superior venezuelanas, distribuídos entre cursos de licenciatura em Língua Portuguesa e cursos livres, estes últimos “oferecidos por universidades que não conduzem a nenhum grau académico”, como explica Rainer Sousa. Continue lendo →

Milhares falavam sua língua na Amazônia. Agora, ele é o único

A tribo Taushiro desapareceu nas selvas da bacia amazônica no Peru há gerações atrás, e Amadeo agora é o último falante nativo de sua língua BEN C. SOLOMON/NYT

O taushiro, idioma antes falado por uma tribo que desapareceu na selva da bacia amazônica no Peru, é um mistério para linguistas e antropólogos

Amadeo García García navegou apressado rio acima em sua canoa, entrando no acampamento escondido e protegido por armadilhas em que o irmão Juan agonizava.

Juan se contorcia de dor e tremia de forma incontrolável enquanto a febre subia, lutando contra a malária. Quando Amadeo o consolou, o enfermo murmurou algumas palavras que ninguém mais na Terra entendia.

Je- intavea-, disse ele naquele dia sufocante em 1999. “Estou muito doente.”   Continue lendo →

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