Idioma Iorubá é oficialmente patrimônio imaterial do Rio

Projeto de Lei evidencia a importância da preservação dos vestígios imateriais das presenças negras africanas no Brasil

O rei Ooni Adeyeye Enitan Ogunwiusi, Ojaja ll de Ifé, líder espiritual para o povo iorubá, autoridade religiosa e detentor de grande influência política na Nigéria, recebendo homenagens de entidades Afro no Cais do Valongo, no Rio
O rei Ooni Adeyeye Enitan Ogunwiusi, Ojaja ll de Ifé, líder espiritual para o povo iorubá, autoridade religiosa e detentor de grande influência política na Nigéria, recebendo homenagens de entidades Afro no Cais do Valongo, no Rio – Paulo Carneiro/Parceiro/Agência O Dia

Rio – O idioma Iorubá, praticado nas religiões afro-brasileiras, agora é patrimônio imaterial do Estado do Rio. O Projeto de Lei, que foi aprovado na Assembleia Legislativa (Alerj), evidencia a importância da preservação dos vestígios imateriais das presenças negras africanas no Brasil.

Segundo dados do IBGE, o Rio possui uma das maiores concentrações de descendentes e praticantes das religiões afro, em especial nagô/ioruba do Brasil. Em todo o Estado, foi preservado no espaço das Casas Tradicionais de Matrizes Africanas de origem nagô/ioruba, onde até hoje, todos os rituais e liturgias são professados nesta língua.

De acordo com o babalaô Ivanir dos Santos, membro da Comissão de Combate à Intolerância, “não podemos esquecer que o nosso país evidencia muito mais as tradições (culturais e religiosas) e contribuições europeia do que as africanas, promovendo assim um silenciamento histórico. Por essa razão, a instituição da língua Iorubá como patrimônio imaterial promove um fortalecimento real e necessário para a promoção não só do idioma, mas também de todas as culturas e tradições africanas que contribuíram significativamente para a construção da nossa nação”.

Fonte: O Dia

 

Deixe uma resposta

IPOL Pesquisa
Receba o Boletim
Facebook
Revista Platô

Visite nossos blogs
Clique na imagem
Clique na imagem
Visitantes
Arquivo