Comunidade surda comemora o 24 de abril – Dia Nacional da Libras

REDAÇÃO – O dia Nacional do Surdo é o dia 26 de setembro e o principal objetivo desta data é desenvolver a reflexão sobre os direitos e inclusão das pessoas com deficiência auditiva na sociedade.

Mas, uma das principais conquistas dos surdos ao longo dos anos, o reconhecimento nacional da LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), através da lei nº 10.436, se deu em 24 de abril de 2002 e do Decreto nº 5.626/2005, que é comemorado pela comunidade surda de todo país.

Atualmente, estima-se que existam aproximadamente 45 milhões de brasileiros com algum grau de deficiência auditiva e a inclusão do aluno surdo na escola regular e disponibilidade de um tradutor de LIBRAS junto a ele na escola possibilita ao aluno um aprendizado melhor e maior inteiração com a classe e o professor

No dia 24 de abril é celebrado como o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (Líbras), a segunda língua oficial do Brasil.

A data comemorativa está prevista no projeto de lei (PL 6428/09) do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), sancionado em dezembro de 2014.

Na lei, o conceito de líbras é descrito como forma de comunicação e expressão dessa comunidade. A Lei também serviu de alicerce para uma série de políticas públicas. Entre elas, a inserção do curso de graduação em Língua de Sinais Brasileira nas universidades públicas e algumas universidades já aderiram a essa proposta.

As línguas de sinais são as línguas naturais das comunidades surdas. Ao contrário do que muitos imaginam, as línguas de sinais não são simplesmente mímicas e gestos soltos, utilizados pelos surdos para facilitar a comunicação. São línguas com estruturas gramaticais próprias.

LIBRAS nas escolas

A partir da Promulgação da Lei de LIBRAS 10.436, a necessidade de um intérprete na escola para o aluno surdo teve seudireito adquirido, porém, a presença do mesmo não garante a inclusão totaldesse aluno pelo fato de, ainda, viver deslocado dentro de uma sala, onde alíngua majoritária (portuguesa) ainda impera.

Além disso, não basta que se almeje ainclusão; toda escola e comunidade escolar devem estar envolvidas nesseprocesso; metodologia, currículo e práticas acadêmicas devem ser adaptáveis,afinal educação se faz para os alunos, respeitando suas especificidades elimites.

Dentre as escolas públicas de Manhuaçu, a Escola Estadual Maria de Lucca Pinto Coelho conta com professores de apoio para os alunos especiais, no caso dos alunos surdos, um interprete da Língua Brasileira de Sinais – (LIBRAS).

“A inclusão leva a reconhecer a importância da LIBRAS no âmbito escolar, profissional e da sociedade em geral, e foi possível perceber que esta lei é de grande importância pois traz parâmetros para o desenvolvimento no processo de aprendizagem da pessoa surdo”, relata professorMarcelo de Carvalho Mendes, diretor escolar.

A gestão educacional pontuada para resultados eficazes passa pelo ensino e vivencia cotidiana, deparando-se no contexto analisado com professores que buscam sempre dar o melhor para seus alunos com a consciência de melhorar a técnica de ensino de Libras numa abordagem de qualificação, ao aperfeiçoamento a fim de que realize sua função da melhor maneira com o intuito de melhores resultados do educando.

“A inclusão do aluno surdo na escola regular possibilitou também o crescimento do convívio social destes alunos com outros alunos na comunidade escolar e a presença do interprete de LIBRAS na sala de aula, não só proporcionou ao aluno surdo um aprendizado mais eficaz, como também despertou nos outros alunos, o interesse pela LIBRAS como segunda língua”, comenta o diretor.

Segundo o Professor Fernando Portes, especialista educação inclusiva e interprete de LIBRAS, espera-se que no futuro o valor das pessoas surdas, seja ainda mais reconhecido além de que a atuação atualmente delimitada ao contexto dos surdos ainda possa ser mais efetivada de forma global e irrestrita. “Que não fique somente nas legislações, posto que os mesmos já perderam muito do seu tempo sendo segregados durante anos a fio em escolas especializadas, que só serviram de pano de fundo para a grande discriminação que assola o país, além de não acrescentar nada ao processo de desenvolvimento do surdo enquanto pessoa ou como cidadão, a Lei 10.436 veio justamente para proporcionar ao surdo, mais que apenas uma inclusão, mas sim uma valorização maior destas pessoas e o reconhecimento de que todos somos capazes”, salienta Fernando Portes.

Os estudantes surdos precisam ser acompanhados nas suas potencialidades individuais para garantir o sucesso da aprendizagem, fazendo as adequações necessárias para atingir o objetivo proposto.A lei também deixa claro que os alunos com surdez têm o direito de serem alfabetizados nas duas línguas, em Libras e em Português. “trabalhar numa proposta bilíngue significa dar o direito e condições ao aluno surdo de poder utilizar duas línguas para uma melhor aprendizagem e, assim, poder participar de todas as atividades propostas em sala de aula, bem como em atividades extraclasse, nesse momento cabe ao aluno escolher a língua que irá utilizar em determinado momento para uma aprendizagem real”, ressalta.

O ensino das crianças surdas deve ocorrer por meio da Libras como primeira Língua ou da língua Portuguesa como segunda Língua, para pode fazer parte da sociedade e assim ser inserida em sua totalidade.

O Dia Nacional da LIBRAS, o seja, o 24 de abril veio para mostra que todos devem agir juntos para garantir a inclusão em sua totalidade. Seria bom que não tivéssemos que recorrer às leis para fazer valer os direitos da inclusão. Torna-se muito desgastante quando temos que ir a uma estância maior para fazer valer o que este previsto em leis, ou seja, garantir os direitos da inclusão. Muitas vezes as famílias desses alunos não têm conhecimento das leis, muito menos dos seus diretos.

Jailton Pereira

Fonte: Portal Caparaó

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