Saiba quais serão as Línguas mais faladas no futuro

Os dialetos chineses têm, em conjunto, mais falantes do que qualquer outra Língua – Foto: Luong Thai Linh/EPA.
Saiba quais serão as Línguas mais faladas no futuro
Catarina Pedro
A Língua Portuguesa está, atualmente, entre as dez mais faladas no mundo. A Francesa, que nas últimas décadas tem estado em decadência na Europa, poderá voltar a emergir. Saiba quais são os idiomas do futuro.
Hoje em dia, os dialetos chineses têm, em conjunto, mais falantes do que qualquer outra Língua, seguidos pelo Hindi e Urdu. O Português tem atualmente 193 milhões de falantes, mais do que o Francês ou o Alemão. Partindo deste princípio, o jornal norte-americano “The Washington Post” questionou quais seriam as Línguas do futuro.
Material de preservação de línguas indígenas será distribuído para as aldeias

O cacique Akiaboro Kayapó diz que os índios fizeram a pesquisa e os jovens vão aprender as tradições culturais nas aldeias – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.
Material de preservação de línguas indígenas será distribuído para as aldeias
Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil
Lideranças indígenas receberam hoje (21) os kits do Programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas, uma parceria entre a Fundação Nacional do Índio (Funai), o Museu do Índio e a Unesco no Brasil, com o objetivo de formar pesquisadores indígenas e não indígenas, além de criar arquivos digitais e centros de documentação nas aldeias e no museu.
O material será distribuído para as comunidades e escolas indígenas, como fonte de pesquisa e aprendizagem. O trabalho de registro e salvaguarda do patrimônio cultural indígena durou sete anos e envolveu 30 mil indígenas de 35 etnias e 14 estados. Trabalharam no projeto 200 pesquisadores, que fizeram 331 oficinas e produziram 70 mil fotografias digitais, 1,6 mil horas de filmagem e 425 horas de gravações em áudio. O produto final rendeu 32 filmes, 42 publicações, 14 dossiês linguísticos, 30 galerias virtuais e 25 exposições temporárias.
Brasil pede apoio à Unesco para evitar extinção de línguas indígenas

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasil pede apoio à Unesco para evitar extinção de línguas indígenas
O governo brasileiro entregou nesta segunda-feira [21/09] à diretora geral da Unesco, Irina Bukova, o resultado de um trabalho de preservação de línguas indígenas que se estendeu por sete anos, e aproveitou o ato para pedir apoio para evitar o desaparecimento de cerca de 30 línguas ameaçadas de extinção.
Notícia relacionada: Museu do Índio/Funai e Unesco juntos na proteção das culturas indígenas
“O trabalho deixou claro a iminência que, se não fizermos nada, nos próximos 10 ou 15 anos o número de línguas ameaçadas pode chegar a 30% ou 40% das cerca de 160 existentes”, afirmou o presidente do Museu do Índio, José Carlos Levinho, no ato de entrega dos trabalhos à Unesco.
Educação Indígena: Prefeitura contribui para o resgate da língua materna em escolas municipais

Escolas municipais indígenas ensinam Língua Materna – Foto: Vitória Barreto.
Educação Indígena: Prefeitura contribui para o resgate da língua materna em escolas municipais
Ceiça Chaves
“Yontonon, esenupan, esenyaka’ma e pemonkon”. É provável que muitos não compreendam nenhuma dessas palavras, que em língua macuxi significam família, estudar, trabalhar e homem. Preservar a língua materna, as tradições e os costumes de cada etnia tem sido um desafio na maioria das comunidades indígenas de Roraima. Pode-se dizer que o contato muito próximo com os não índios e com a língua oficial do país tenha contribuído para tal situação.
Consulta pública: MEC propõe conteúdo básico que alunos devem aprender

O documento de referência da BNC foi apresentado pelo Ministério da Educação nesta quarta-feira, 16 de setembro – Foto: Mariana Leal/MEC.
MEC propõe conteúdo básico que alunos devem aprender
Consulta pública
Documento norteará o Ensino Básico no Brasil. A proposta final deverá ser entregue até abril ao Conselho Nacional de Educação
O Ministério da Educação (MEC) divulgou na quarta-feira (16) a proposta da Base Nacional Comum Curricular (BNC), que deverá nortear o Ensino Básico no País. Entre 25 de setembro e 15 de dezembro, o governo receberá contribuições para o documento, disponível para consulta pública. A Base Nacional apresenta os conteúdos para as áreas de linguagem, matemática, ciências da natureza e ciências humanas em cada etapa escolar do estudante.
As línguas que a América do Sul quer salvar

Um grupo de crianças indígenas em uma escola em Qemkuket, Paraguai – Foto: EFE.
As línguas que a América do Sul quer salvar
Mais de 400 idiomas, em sua maioria de origem indígena, estão sob ameaça de extinção
Dora Luz Romero / Natasha R. Silva
Acesse aqui o mapa das línguas em perigo (em espanhol).
No fim do mundo, lá na Patagônia, há uma língua que está a ponto de morrer: o tehuelche. Os falantes que restam, segundo dados da Unesco, podem ser contados nos dedos de uma mão. São palavras, sons, uma cultura inteira que corre o risco de desaparecer. Não é o único caso na região. Existem na América do Sul 420 línguas ameaçadas, de acordo com o Atlas Mundial da Unesco das Línguas em Perigo. A organização calcula que existam entre 8,5 milhões e 11 milhões de pessoas que falam esses idiomas.


