O Google e o imperialismo linguístico
Artigo
O inglês como língua pivô
O Google e o imperialismo linguístico
O imperialismo linguístico do inglês produz efeitos muito mais sutis do que permitem apreender as abordagens centradas na “guerra de idiomas”. O fato de utilizar como pivô sempre um único idioma introduz em todos os outros suas lógicas próprias, portanto, irrefletidamente, modos de pensar específicos
Frédéric Kaplan e Dana Kianfar*
No início de dezembro de 2014, quem procurasse no Google Tradutor o equivalente italiano para a sentença “Essa menina é bonita” encontraria uma frase estranha: “Questa ragazza è abbastanza”, literalmente “Essa menina é bastante”. A beleza foi lost in translation – perdida na tradução. Como um dos tradutores automáticos mais eficientes do mundo, com um capital linguístico inigualável, constituído por bilhões de frases, pode cometer um erro tão grosseiro? A resposta é simples: ele passa pelo inglês. “Bonita” se traduz por pretty, e pretty, por abbastanza.
Vídeos do Congresso Ibero-Americano de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação analisam questões linguísticas
Vídeos do Congresso Ibero-Americano de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação analisam questões linguísticas
A Organização de Estados Ibero-Aamericanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) realizou em Buenos Aires-Argentina, entre os dias 12 e 14 de novembro de 2014, o Congresso Ibero-Americano de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação, cujo tema foi “Avançando juntos em direção às Metas Educativas Ibero-Americanas 2021”.
Foram disponibilizados os vídeos de algumas mesas, conferência e entrevistas. Clique aqui para visualizá-los.
Câmara e microfone do smartphone vão ajudá-lo a entender línguas estrangeiras

Com as atualizações da aplicação Google Translate vai ser mais fácil viajar pelo estrangeiro – Foto: Britta Pedersen/EPA.
Câmara e microfone do smartphone vão ajudá-lo a entender línguas estrangeiras
Marlene Carriço
Disponíveis desde esta quarta-feira para Android e também para IOS estas atualizações à aplicação da Google Translate vão ajudá-lo a sentir-se menos “perdido” quando viaja para o estrangeiro.
“Em Roma sê romano”, mas é caso para dizer que, isso, só se perceber italiano. E a aplicação Google Translate dá-lhe uma ajuda preciosa, sobretudo com as novas atualizações, que estarão disponíveis a partir desta quarta-feira tanto para o sistema Android como também para o IOS. A tradução em tempo real será muito mais rápida e mais eficiente. Poderá conseguir uma tradução escrevendo, fotografando ou gravando a palavra ou palavras na língua de origem.
Rádio Tupinambá: cultura indígena nas ondas do ar
Rádio Tupinambá: cultura indígena nas ondas do ar
Entre os dias 19 e 25 de janeiro acontecem as oficinas de formação do projeto Rádio Tupinambá, na Aldeia Tupinambá de Olivença, região Sul da Bahia. Com apoio da Assessoria de Culturas Digitais da Secretaria de Cultura da Bahia, o projeto vai realizar produção de conteúdos radiofônicos informativos, educativos, culturais e de entretenimento que serão transmitidos pelas ondas de rádio no território indígena.
Acesse aqui a página da Rádio Tupinambá no Facebook.
A programação começa com a exibição do filme Uma onda no ar e segue com a montagem dos equipamentos da rádio. Durante toda a semana serão realizadas oficinas de formação de rádiocomunicadores indígenas, responsáveis pela operação da rádio e pela produção, gravação e edição de programas. A expectativa na aldeia Tupinambá de Olivença é de que, com a instalação da rádio, o fluxo de comunicação entre os parentes ganhe nova dinâmica, facilitada pela tecnologia, mas com a voz e o jeito dos Tupinambás, respeitando e valorizando a cultura, os saberes e as tradições indígenas.
Especialistas pretendem resgatar riqueza oral dos povos indígenas mexicanos
Especialistas pretendem resgatar riqueza oral dos povos indígenas mexicanos
Guadalajara (México) – Um grupo de especialistas vai percorrer o México com o objetivo de criar uma audioteca, compilando língua, música e os costumes de comunidades indígenas do país.
O maia, no sudeste, o tarahumara, no norte, e wixárika, no oeste do território mexicano, são algumas das línguas nativas que serão compiladas em “A rota do cervo”, um projeto “sem precedentes”, afirmou à Agência Efe um dos coordenadores do projeto.
“Esta é uma iniciativa civil, e acreditamos que seja a primeira deste tipo. Há dependências que divulgaram estas línguas, mas não há uma audioteca à qual se possa ir para conhecê-las”, explicou Ricardo Ibarra, coordenador de mídia da Rádio Indígena.
O sonho da tradução perfeita
O sonho da tradução perfeita
Virgílio Azevedo

A tradução automática do Twiter está longe da versão correta, como mostram estes exemplos de três celebridades com milhões de seguidores (clique na imagem para ampliar).
Estamos longe de uma tradução automática de qualidade, mas há projetos portugueses que querem lá chegar
Wang Ling está a fazer urna pesquisa curiosa de microblogues no L2F, o Laboratório de Sistemas de Línguas Faladas do INESC-ID, um centro de investigação ligado ao Instituto Superior Técnico (IST), em Lisboa.O estudante de doutoramento chinês trabalha, no âmbito do programa entre a Universidade Carnegie Mellon (EUA) e Portugal, com traduções de tweets em inglês de gente famosa do cinema, música, desporto e outras áreas de projeção mediática, tendo acesso a uma base de dados de três milhões de traduções manuais detetadas automaticamente por software criado para o efeito.
“O nosso objetivo é termos material de teste que possa ser usado para melhorar os sistemas de tradução automática que hoje são mais populares”, explica Wang Ling ao Expresso. Gente famosa como o cantor Justin Bieber, com 58 milhões de seguidores no Twitter, a atriz Paris Hilton (13,1 milhões) ou o rapper Snoop Dogg (11,8 milhões), fornecem matéria-prima vasta e rica para esses testes. “O problema principal que enfrentamos é que sistemas como o Google Tradutor não conseguem traduzir corretamente muita coisa.”



