Coleção Territórios Narrados: crianças colombianas ilustram e escrevem em línguas andinas e amazônicas
O menino Jesus arhuaco
Por Ribamar Bessa Freire
O menino-poeta se tornou visível graças ao projeto Territórios Narrados do Plano Nacional de Leitura e Escrita (PNLE) do Ministério de Educação da Colômbia
Os livros da coleção Territórios Narrados podem ser visualizados e baixados aqui.
Suspeito que o nome dele, embora difícil de ser pronunciado em português, um dia será conhecido dentro e fora da Colômbia. Bunchanawingumu é um menino de 12 anos, nascido em 8 de março de 2002, na comunidade indígena de Jewrwa, na Sierra Nevada de Santa Marta, no Departamento de Cesar. Ele é um poeta que vale por dois. Escreve em duas línguas: ikun e espanhol. Na primeira se chama Bunchanawingumu; na outra, Jesus Camilo Niño Izquierdo.
Semana passada, na Feira Internacional do Livro de Bogotá, Bunchanawingumu recitou poema de sua autoria publicado no livro bilingue Niwi úmuke pari ayunnuga – Contando desde la Sierra, que traz textos de alunos da comunidade arhuaca. Foi no lançamento da coleção editada em várias das 65 línguas indígenas da Colômbia, quando ele mostrou que além de poeta – e dos bons – é excelente ilustrador, autor dos desenhos, e um declamador performático, de voz firme, com timbre colorido e vibrante.
I Encontro de Etnologia, História e Política Indígena
Divulgamos o I Encontro de Etnologia, História e Política Indígena, que se realizará esta semana, nos dias 22 e 23/05, no Auditório I, do IFCH/Unicamp, em Campinas-SP. O Encontro é organizado pelo Centro de Pesquisa em Etnologia Indígena (CEPEI), em parceria com PPGAS/UFSCar, FCLAr-Unesp e Unifesp, e contará com transmissão ao vivo.
Sessões Temáticas:
Naturezas, socialidades – 22/05, 09:00h
Cultura, território, mobilidade – 22/05, 14:00h
Alteridades, relações, representações – 23/05, 09:00h
Políticas ameríndias – 23/05, 14:00h
Fonte: CEPEI
Comissão Nacional da Verdade recebe relatório sobre violações de direitos dos índios Aikewara
CNV recebe relatório sobre violações de direitos dos índios Aikewara, Suruí, do Pará

Maria Rita recebe os Aikewara, conhecidos também como Suruí do Pará, na sede da CNV. Foto: Juliana Tavares / ASCOM-CNV
Etnia afirma ter sido mantida sob cárcere privado na aldeia, e, sob ameaça, ter sido forçada a colaborar com o Exército na campanha de extermínio da Guerrilha do Araguaia
A Comissão Nacional da Verdade recebeu hoje [13/05] de indígenas da etnia Aikewara, também conhecidos como “Suruí do Pará”, relatório produzido ao longo do ano de 2013 sobre as graves violações de direitos humanos sofridas pela etnia, que afirma ter sido forçada a se envolver com a repressão das Forças Armadas à Guerrilha do Araguaia, na primeira metade da década de 70, no sudeste do Pará.
O relatório foi entregue hoje à Maria Rita Kehl, integrante da CNV responsável por apurar as graves violações de direitos humanos de indígenas e camponeses, pelo vice-cacique Mahu Suruí, pela jovem liderança Winorru Suruí e mais três idosos, vítimas das violações: Api, Tawé e Teriwera Suruí.
IPHAN realiza cerimônia de projeto que visa proteger os povos indígenas na fronteira Brasil-Colômbia
IPHAN realiza cerimônia do projeto MAPEO
Acontece no próximo dia 19 de maio a entrega dos produtos da primeira etapa do Projeto: MAPEO – Criando Condições para Iniciativa de registro binacional (Brasil- Colômbia) da rota de transformação dos povos indígenas do Noroeste Amazônico. O Evento é uma realização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e tem o objetivo de proteger os povos indígenas do Noroeste Amazônica, na fronteira Brasil – Colômbia.
A Iniciativa Binacional de Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial do Noroeste Amazônico: Cartografia dos Sítios Sagrados celebra o encontro dos povos indígenas do Rio Negro situados na fronteira do Brasil e da Colômbia. A experiência revelou expectativas e recomposição de fragmentos de memórias que constroem propostas importantes de preservação e proteção dos patrimônios cultural e natural da região do noroeste amazônico.
V SEREM Seminário Educação, Relações Raciais e Multiculturalismo
V Seminário Educação, Relações Raciais e Multiculturalismo
Entre os dias 14 e 16 de maio de 2014, a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) sedia o Seminário Educação, Relações Raciais e Multiculturalismo – “Comunidades tradicionais e políticas públicas” – V SEREM.
O evento, organizado pelo NEAB-UDESC sob a coordenação das professoras Luisa Tombini Wittmann e Vera Marcia Marques Santos, contará com uma programação que engloba conferências, mesas redondas, comunicações orais e apresentações culturais.
Para maiores informações, consulte o blog do evento.
Fonte: V SEREM
Aryon Rodrigues é homenageado em crônica de Bessa Freire
No final do mês de abril recebemos a notícia da morte de Aryon Rodrigues. Dentre as publicações em jornais, sites e blogs noticiando o ocorrido, destacamos a crônica em que José Ribamar Bessa Freire homenageia o professor, linguista e pesquisador com mais de meio século de vida dedicada especialmente ao estudo das línguas indígenas.
Aryon Rodrigues e a farofa de banana
José Ribamar Bessa Freire
A última vez que vi Aryon Rodrigues foi em 2 de maio de 2013 numa sala da Universidade de Brasília (UnB), quando não sei por que cargas d’água lembramos de uma farofa de banana compartilhada havia muitos anos. Eu ia dar uma aula filmada por Renato Barbieri para o documentário A Revolta da Cabanagem, com roteiro do historiador Victor Leonardi. O tema era as línguas faladas no séc. XIX pelos cabanos. De repente, chega Aryon carregando seus quase 88 anos, seguido por jovens pesquisadores do Laboratório de Línguas Indígenas. Veio assistir minha aula.





