Questões indígenas

Lançada edição online da revista do Inventário da Língua Guarani Mbya (ILG)

Lançada edição online da revista do Inventário da Língua Guarani Mbya (ILG)

Temos o prazer de lançar online a revista do Inventário da Língua Guarani Mbya (ILG), organizada pelo IPOL – Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística. Acesse aqui ou visualize abaixo:

A Revista reúne debates e depoimentos que marcaram o Encontro do ILG, realizado em Florianópolis, nos dias 26 e 27 de julho de 2011 pelo IPOL, instituição responsável por executar o Inventário da Língua Guarani Mbya em 69 aldeias dos seis estados das regiões sul e sudeste (ES, RJ, SP, PR, SC, RS). A pesquisa se iniciou em 2009, com o apoio do Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (CFDD) da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça e a parceria do IPHAN, tendo como foco conhecer os usos e as funções dessa língua, coletar e registar materiais nela produzidos e ouvir lideranças e moradores das comunidades sobre o valor que ela tem e o que esperam para ela.

No encontro, lideranças Guarani, representantes de instituições e especialistas envolvidos direta ou indiretamente no ILG, reuniram-se para discutir os resultados do estudo e seus desdobramentos para a promoção da língua Guarani Mbya. Com o Inventário, a língua Mbya foi recentemente reconhecida como referência cultural brasileira (ver notícia aqui) e passou a fazer parte dos bens imateriais reconhecidos pelo IPHAN/MinC como patrimônio da nação brasileira, gozando de políticas de salvaguarda e promoção.

Para maiores informações sobre o Encontro do ILG, acesse aqui o site do evento.

ILGjul2011

Guarani Mbya, Asurini e Talian são reconhecidos como Referência Cultural Brasileira

Três línguas são reconhecidas como Referência Cultural Brasileira

iphan

A Comissão Técnica do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (CT-INDL), que é formada por representantes do Ministério da Cultura, do Planejamento, da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Educação e da Justiça, aprovou em reunião realizada no dia 09 de setembro de 2014, na sede do IPHAN, em Brasília, a inclusão das línguas Asurini do Trocará, Guarani Mbya e Talian no INDL.

O INDL, instituído pelo Decreto nº 7387 de 2010, é um instrumento de identificação, documentação, reconhecimento e valorização das línguas portadoras de referência à identidade e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira. Objetiva contribuir na promoção da diversidade linguística no Brasil, apoiando iniciativas de preservação promovidas pelas comunidades linguísticas.

As três línguas incluídas no INDL foram inventariadas por meio de projetos-piloto apoiados pelo Iphan e que foram executados entre 2008 e 2011. O Asurini e o Guarani Mbya são, segundo a classificação de especialistas, línguas indígenas do troco Tupi, família Tupi-Guarani. Já o Talian é falado por expressivo contingente de descendentes de imigrantes italianos, sobretudo nos estados do sul do Brasil.

A cerimônia oficial de certificação dessas línguas, que será conduzida pela Ministra da Cultura Marta Suplicy, ocorrerá no Seminário Ibero-Americano da Diversidade Linguística, em Foz do Iguaçu/PR, entre os dias 17 e 20 de novembro de 2014.

Fonte: Portal do IPHAN

Peru oferece oficinas para capacitar funcionários na Lei de Línguas e Direitos Linguísticos

Peru oferece oficinas para capacitar funcionários na Lei de Línguas e Direitos Linguísticos

Em nota no seu perfil do Facebook o diretor de la Dirección de Lenguas Indígenas de Peru, Jose Antonio Vasquez Medina, comunica que sua equipe está iniciando oficinas macrorregionais em Tarapoto, Puno, Cusco e Huanuco, entre setembro e outubro, para capacitar funcionários na Lei de Línguas e Direitos Linguísticos de seu país. Depois disso, continua o diretor, outras oficinas regionais serão realizadas em Huaraz, Ayacucho, Satipo, Huancayo, Huancavelica, Iquitos, e Lambayeque Yauyo com o apoio de tradutores intérpretes.

peru

PF e Funai investigam assassinatos de índios na fronteira com o Peru

PF e Funai investigam assassinatos de índios na fronteira com o Peru

Delegados da PF na inauguração de posto de fiscalização na fronteira, em 2009.

Delegados da PF na inauguração de posto de fiscalização na fronteira, em 2009.

Cinco agentes da Polícia Federal e um servidor da Fundação Nacional do Índio (Funai) já estão na aldeia Apiwtxa, no município de Marechal Thaumaturgo (AC), por causa de quatro líderes indígenas da Comunidade Nativa Alto Tamaya–Saweto, no Peru, que foram assassinados a balas na semana passada, em território peruano, quando se deslocavam com destino para participar de uma reunião contra a exploração ilegal de madeira na região.

A equipe, que não tem data para retorno, vai investigar e prestar segurança na região de fronteira, pois as lideranças indígenas assassinadas tem forte ligação de parentesco com as lideranças da aldeia brasileira. Do outro lado da fronteira, autoridades peruanas também iniciaram as investigações sobre os assassinatos.

A região de fronteira localizada em Marechal Thaumaturgo sempre foi considerada bastante instável, principalmente pela ação de madeireiros e por ser famosa como rota dos narcotraficantes. A situação acarreta preocupação constante para os povos indígenas locais e um esforço contínuo para as instituições.

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Conheça o corajoso garoto que a Copa do Mundo ignorou

Conheça o corajoso garoto que a Copa do Mundo ignorou
por Frederick Bernas & Anne Herrberg

Wera-Jeguaka-MirimAssista aqui ao vídeo com o garoto Werá Jeguaka Mirim.

Para muitos brasileiros, a realização da Copa do Mundo foi um momento para afirmar o estatuto do país como um verdadeiro jogador no cenário global – finalmente abandonando sua marca como uma nação com grande potencial mas acompanhada por dificuldades.

Com a atenção da mídia voltada para as preocupações organizacionais do espetáculo esportivo, inúmeras histórias foram ofuscadas.

Uma delas foi a de Werá Jeguaka Mirim, um adolescente guarani que destemidamente realizou um protesto na cerimônia de abertura do torneio, um pouco antes de o Brasil começar a jogar contra a Croácia na nova Arena Corinthians, em São Paulo.

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Paraguai procura evitar desaparecimento de línguas indígenas

Paraguai procura evitar desaparecimento de línguas indígenas

Chema Orozco, da EFE

Índios ao pôr-do-sol: idiomas foram deixados de lado por instituições.

Índios ao pôr-do-sol: idiomas foram deixados de lado por instituições.

Paraguai tem como desafio preservar seus 20 idiomas originais, se não quiser perder parte de uma cultura ancestral

Assunção – O guaná, com apenas quatro falantes, é uma das línguas indígenas que correm perigo de desaparecer no Paraguai, que tem como desafio preservar seus 20 idiomas originais se não quiser perder parte de uma cultura ancestral que historicamente foi deixada de lado por suas instituições.

As cerca de 20 línguas nativas do Paraguai são divididas em cinco famílias linguísticas (guarani, mataco, zamuco, maskoy e guaicurú), cada uma com suas respectivas variantes.

Um dos fatores que as colocam em risco é sua desvantagem em relação ao castelhano e ao guarani paraguaio, a segunda língua oficial do país, que está impregnada de palavras e estruturas sintáticas do espanhol.

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