Políticas Linguísticas no Brasil: o reconhecimento das línguas brasileiras e as demandas por ações articuladas e inovadoras
A implantação, pela primeira vez no Brasil, de uma política nacional de reconhecimento das línguas brasileiras através do Inventário Nacional da Diversidade Linguística, INDL (Decreto 7.387, de 09 de dezembro de 2010), aliada à crescente política de cooficialização de línguas por municípios em diferentes regiões do país – atualmente temos 09 línguas cooficiais em 11 municípios, sendo 5 indígenas e 4 de imigração, marcam um novo papel do Estado no trato de suas línguas e daqueles que as falam, e ao mesmo tempo suscita um salutar debate sobre os desafios que se colocam para a construção de políticas públicas participativas, que respeitem e promovam o direito às línguas em sua diversidade.
Considerando estes desafios, o texto A Carta de Maputo e as Políticas Linguísticas no Brasil. argumenta sobre a necessidade de se pensar iniciativas articuladas e de largo alcance, vindo a dialogar ativamente com todos os interessados em ações de promoção das línguas.
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