II Conferência Internacional: “O Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial”
A II Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, que se segue à I Conferência de 2010, em Brasília, ocupará a Universidade de Lisboa entre os dias 29 de outubro e 01 de novembro de 2013 e vai reunir numerosos especialistas e e responsáveis políticos e institucionais dos países lusófonos

O IILP, um dos organizadores do evento, apresentará aos convidados e ao público presente o que foi desenvolvido ao longo da gestão da atual direção executiva, como as Cartas de Maputo, da Praia, de Guaramiranga e de Luanda formuladas nos quatro colóquios internacionais organizadas pela instituição em 2011 e 2012 e que servem de contribuição do instituto para o Plano de Ação de Lisboa para a Promoção, Difusão e Projeção da Língua Portuguesa.
Na II Conferência serão lançados, também, as primeiras versões do Portal do Professor de Português Língua Estrangeira (PPPLE), plataforma que disponibilizará recursos didáticos gratuitos dos diversos Estados Membros da CPLP para o ensino e aprendizagem da língua e do Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC), integrado por diversos vocabulários ortográficos nacionais, construídos segundo uma metodologia comum consensuada.
Veja a programação completa, clique aqui
Fonte: http://iilp.wordpress.com/
Cursos de línguas em aeroportos brasileiros
Aeroportos da Infraero têm cursos de idiomas para a Copa do Mundo 2014

foto: canaldointercambio.com
Nesta semana, os aeroportos de Congonhas (SP) e de Fortaleza (CE) iniciam as atividades. Em São Paulo, o curso começa nesta segunda-feira (21) e terá duração de seis meses, totalizando 180 horas de aula. Já na capital cearense, as aulas serão iniciadas na próxima quinta-feira (24), qualificando 119 alunos, com a carga horária de 160 horas. Os estudantes serão divididos em seis turmas e terão aulas duas vezes por semana.
Para a psicóloga do Aeroporto de Fortaleza, responsável pela área de Treinamento, Luana Santos do Nascimento, aprender um novo idioma traz mais segurança aos funcionários. “Esta é uma oportunidade que o governo está dando para quem trabalha direto com os estrangeiros. Conhecer uma nova língua melhora o atendimento ao passageiro porque traz também segurança aos colaboradores que lidam com o público”.
O objetivo da ação é capacitar os colaboradores em idiomas para atender aos visitantes de outros países durante os jogos, que acontecem entre os dias 12 de junho e 13 de julho do ano que vem. Os cursos são realizados nas dependências dos aeroportos, com o uso de recursos audiovisuais.
“Pra mim é uma ótima oportunidade. Aprender uma nova língua me ajudará não somente no ano que vem durante a Copa do Mundo, mas me tornará um profissional mais completo”, disse o funcionário da Livraria LaSelva, do Aeroporto de Congonhas, Carlos Alberto Soares, de 25 anos.
A expectativa da Infraero é que, até o final do ano, novas turmas de línguas estrangeiras ainda sejam formadas nos outros aeroportos das cidades-sede. Nos aeroportos de Santos Dumont (RJ), Confins (MG), Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR), os cursos já estão em andamento e a previsão é que sejam concluídos no primeiro semestre do ano que vem.
Sobre o Pronatec
O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego é uma iniciativa de capacitação profissional do Governo Federal estabelecida em 2011 com o objetivo de ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica. No âmbito do Ministério do Turismo, o programa contempla 44 atividades ligadas ao setor turístico, além de cursos em inglês, espanhol e na Língua Brasileira de Sinais (Libras). No momento, a parceria entre o Ministério e a Infraero contempla a oferta de cursos de idiomas aos colaboradores da comunidade aeroportuária.
Fonte: Portogente.com.br (escrito por Infraero)
Há 250 línguas ameaçadas na Europa e metade vai desaparecer em duas gerações

Mais de metade das 250 línguas minoritárias na Europa vão desaparecer no espaço de uma a duas gerações, concluíram cerca de cem investigadores, presentes no Congresso Internacional sobre Línguas Ameaçadas, que se está a realizar hoje em Minde.
“Estão identificadas 250 línguas ameaçadas em toda a Europa e, a cada duas semanas, há uma que desaparece, quando se perde o último falante”, disse à agência Lusa a presidente do Centro Interdisciplinar de Documentação Linguística e Social (CIDLeS), Vera Ferreira, que organiza o congresso.
“Em todo o Mundo existem 6700 línguas e vamos perder mais de metade dessas línguas no espaço de uma a duas gerações. Identificá-las, estudá-las, preservá-las e divulgá-las é o que nos move, enquanto comunidade científica preocupada em intervir e defender a paleta da pluralidade linguística mundial”, advogou.
O Centro Interdisciplinar de Documentação Linguística e Social, com sede em Minde, Alcanena, organizou o primeiro congresso dedicado a línguas ameaçadas na Europa (ELE 2013 – Endangered Languages in Europe), que reúne, desde quinta-feira, cerca de uma centena de investigadores e linguistas de todos os países europeus e dos “quatro cantos do Mundo”, da Austrália ao Gana, Sri Lanka, Uganda e Nepal, para debaterem e partilharem o estado atual e o futuro das línguas ameaçadas e minoritárias.
“Foi o primeiro Congresso realizado nestes moldes em toda a Europa, e foi um sucesso, desde logo com o cruzamento da informação trabalhada a este nível, em todo o mundo, e aferir aquilo que se faz, não se faz, ou se pode fazer para preservar as línguas minoritárias”, disse a linguista à agência Lusa.
“Uma das conclusões do congresso é sobre a importância premente de investir na tecnologia da linguagem e na linguística documentacional, ou seja, como tratar e desenvolver material didático e de investigação”, apontou.
“É importante dar condições e meios à comunidade falante para preservar, divulgar e ensinar a língua ameaçada, desenvolvendo métodos, técnicas e tecnologias da linguagem para chegar aos jovens em ambiente escolar – no nosso caso ensinando o minderico”, defendeu.
O minderico, ou Piação dos Charales do Ninhou (língua dos habitantes de Minde), está hoje sob a ameaça de extinção, apresentando uma comunidade de mil falantes passivos, 250 falantes ativos, 25 dos quais fluentes e dez não falantes, numa população total de 3293 habitantes.
“É uma língua claramente ameaçada”, notou Vera Ferreira, tendo referido que o minderico está a ser alvo de alguns projetos de revitalização, através de aulas para as várias faixas etárias, formação contínua de professores, criação do primeiro dicionário bilingue acompanhado de uma versão multimédia, ou a utilização do minderico em festas, ementas, placas e preçários da vila.
O Congresso organizado pelo CIDLeS, fundado em 2010 por um grupo de investigadores e linguistas, resultou em convites para estabelecimento de parcerias com várias universidades europeias.
“O ELE [congresso] permitiu a criação de ‘pontes’, e esta iniciativa vai continuar, talvez já em 2014, com projetos e convites de parcerias solicitados por várias universidades europeias, [entre as quais] a universidade de Toulouse, França, a universidade de Vigo, em Espanha, e a SOAS [School of Oriental and African Studies], da Universidade de Londres, que estuda essencialmente as línguas ameaçadas no continente africano”, revelou Vera Ferreira.
O ELE 2013 encerra esta noite com a realização de um Festival de Bandas de Línguas Ameaçadas, na Fábrica da Cultura de Minde, no concelho de Alcanena, em que participam projetos representando as línguas nativas de seis países.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.
Por Agência Lusa
publicado em 19 Out 2013 – 18:36
Da repressão das línguas para a promoção da diversidade linguística
Uma em cada quatro línguas indígenas do Brasil corre risco de desaparecer, diz estudo. Além disso, Unesco também classifica 97 línguas indígenas como vulneráveis e 45 em situação de extremo perigo
Nacionalismo
Das 6.500 línguas do mundo, calcula-se que metade estará extinta no final do século. “Temos um processo positivo em curso, de crescimento de muitas línguas, como o mandarim, o português, o russo, e temos também um decréscimo de muitas línguas. A estrutura continua sendo desigual”, aponta Gilvan Muller de Oliveira, diretor-executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa.
Agência Pública
Uma em cada quatro línguas indígenas do Brasil corre o risco de desaparecer
“As línguas realmente minorizadas, as línguas indígenas ou de minorias de países, continuam no mesmo grau de ameaça que na estrutura anterior dos Estados-nação. Temos hoje a extinção de uma língua a cada dois meses”, completa Oliveira.
Durante o século XX, segundo o professor, prevaleceu o pensamento de que cada Estado-nação deveria ter uma só língua, mesmo que isso significasse enfiar o idioma nacional goela abaixo dos seus cidadãos. Inspirado no modelo francês, que reprimiu a pluralidade linguística em seu território, o Brasil teve muitas línguas que foram perseguidas, e não apenas as indígenas.
“O momento mais específico dessa repressão ocorreu no Estado Novo de Getúlio Vargas, num movimento político que se chamou Processo de Nacionalização do Ensino, quando as escolas em outras línguas foram fechadas, os materiais didáticos proibidos e os professores, despedidos”.
“O Brasil reprimiu e conseguiu, com sucesso, eliminar grande parte dos falantes de alemão, italiano, japonês, árabe, russo, polonês, ucraniano. Mesmo o espanhol, que foi corrente no Rio Grande do Sul no final do século XIX e começo do século XX, foi eliminado. E agora precisamos investir de novo na diversidade linguística para catapultar o país para um novo patamar de inserção internacional”, comenta. Para ele, a dificuldades em encontrar pessoas fluentes em outras línguas prejudica, por exemplo, o programa Ciência Sem Fronteiras, do governo federal.
IV Jornada de Estudos de Linguagem
No dia 24 de setembro ocorre, na Universidade Federal Fluminense, a IV Jornada de Estudos de Linguagem, organizada Pela pós-graduação em Estudos de Linguagem e pelo Instituto de Letras da UFF. Em sua terceira edição, chamada “Fronteiras e interfaces”, vem com o objetivo de promover discussões tanto sobre as relações entre os diversos ramos e perspectivas dos estudos de linguagem, quanto acerca das suas conexões com outros âmbitos disciplinares.
A Profª. Drª. Rosângela Morello, coordenadora do IPOL, participará da mesa Política linguística: novas questões e ações, apresentando as potencialidades e os desafios da construção de uma política para o Inventário Nacional da Diversidade Linguística do Brasil (INDL). Junto com ela apresentam Louis-Jean Calvet, da Universite Aix en Provence, com o trabalho “Planificação linguística e sua operacionalização” e Carlos Alberto Faraco, da UFPR, com “O labirinto das políticas linguísticas do governo brasileiro”.
As inscrições estão abertas desde o dia 02 de setembro e poderão ser feitas até o dia do evento.
A programação completa pode ser acessada neste no site do evento.
Políticas linguísticas em debate
No dia 24 de setembro acontecerá no Instituto de Letras da Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro, a IV Jornada de Estudos de Linguagem: Linguagem e sociedade. O programa contempla uma mesa-redonda sobre Política linguística: novas questões e ações da qual participará a coordenadora do IPOL, profa. Dra. Rosângela Morello, trazendo para o debate a política do Inventário Nacional da Diversidade Linguística no Brasil (INDL). Desta mesa também participarão os doutores Louis-Jean Calvet (Universite Aix en Provence) e Carlos Alberto Faraco (UFPR). Confira a programação em
http://www.posling.uff.br/index.php?option=com_content&view=article&id=19&Itemid=22


