Línguas Indígenas

Estado e município terão de garantir ensino da língua Ofayé-Xavante em escola

Ação movida pelo MPF tem a finalidade é evitar risco iminente da morte da língua e da cultura do povo Ofayé-Xavante

A Sexta Turma do Tribunal Regional Federal (TRF-3), por maioria, negou provimento ao recurso do estado do Mato Grosso do Sul e manteve sentença que o obriga a compartilhar com o município de Brasilândia a responsabilidade de assegurar o ensino da língua Ofayé-Xavante. A sentença, em ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), determina que caberá ao estado e ao município garantirem o resgate escrito e imediato da língua Ofayé para sua permanente preservação, por meio de linguistas a serem contratados.

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Como nasce um filme: mergulho na realidade dos povos indígenas

Prática do etnoturismo por uma aldeia indígena próxima de Manaus, em 2011: etnias dessana, tukana e tuyuka ofereciam aos turistas alguns rituais e explanações sobre sua cultura | Guaralice Paulista/Divulgação

Cineasta goiano narra a história de fundo que deu origem ao curta-metragem “O Turista no Espelho”, selecionado para a mostra competitiva do IV Fronteira – Festival Internacional do Filme Documentário e Experimental, em Goiânia

Em 2013, participei da “II Oficina de Ava­lia­ção das Macrorregio­nais de DST, AIDS e He­patites Vi­rais” junto às populações indígenas, no Mato Grosso, cu­jo relatório, pos­teriormente, me deu um norte para a construção do argumento de meu documentário mais recente, “O Turista no Es­pelho”. O filme bus­ca a realidade dos povos nativos da Amazônia e dialoga com a situação de marginalidade de comunidades campesinas do país.

As oficinas de que participei, so­bre a política de equidade do Sis­te­ma Único de Saúde (SUS) junto aos in­dígenas, me fizeram sentir como um estrangeiro, observando uma nova organização social. Continue lendo

Língua indígena começa a ser ensinada no Centro de Línguas do Acre

Joaquim Mana ministrou a oficina para cerca de 30 professores do CEL (Foto: Cedida)

Como parte do planejamento para as aulas de línguas indígenas no estado, o Centro de Estudo de Línguas (CEL) realizou nesta segunda-feira, 26, uma oficina sobre a Hãtxa kui, língua matriz do povo Huni Kui. Cerca de 30 professores do CEL participaram da aula, ministrada pelo professor-doutor em linguística Joaquim Mana Kaxinawa.

Mana explica que serão ofertadas ao público cinco oficinas de 20 horas, mostrando a cultura e a língua de cinco povos acreanos: Huni Kui, Jaminawa, Madija, Ashaninka e Manchineri. Na oficina de ontem, foi apresentada a estrutura do idioma Hãtxa kui, que Mana estuda e está ajudando na elaboração de livros.

Para o professor e pesquisador, “a escrita surge para fixar todo o conhecimento da convivência de um povo”, por isso é tão importante a organização e propagação de sua língua. Entusiasta da ideia de fortalecer a educação e cultura indígena do Acre, o governador Tião Viana está garantindo todo o apoio para a produção dos livros didáticos e para o ensino da língua, como está ocorrendo no CEL. Continue lendo

No Festival de Berlim, indígenas lançam manifesto contra intolerância

O documento foi lido após a exibição do documentário “Ex-Pajé”, de Luiz Bolognesi, sobre a evangelização de povos indígenas.

Ex-Pajé

Dirigido por Luiz Bolognesi, “Ex-Pajé” foi produzido por Laís Bodanzky e os irmãos Caio e Fabiano Gullane

A magia da floresta veio para o frio de Berlim, e junto com a magia vieram também o drama da violência do etnocídio, do proselitismo religioso e da destruição da Amazônia. Foi exibido no sábado 17 de fevereiro, na sessão Panorama do Festival de Cinema de Berlim, o filme Ex-Pajé, de Luiz Bolognesi, produzido por Laís Bodanzky e os irmãos Caio e Fabiano Gullane (time que volta a Berlinale depois do sucesso de Como Nossos Pais, de Laís, ano passado), um belíssimo documentário que mostra a violência do etnocídio dos povos indígenas no Brasil.

O filme acompanha Perpera, um antigo xamã do povo Paiter-Suruí que foi convertido ao evangelismo, tendo que abandonar não só os poderes espirituais, como toda a transmissão de conhecimento ligada as práticas xamãnicas. Estavam junto na sessão em Berlim os indígenas Ubiratã e Kabena Suruí, mãe e filho — Perpera permaneceu no Brasil por não viajar de avião. Após a sessão, o diretor Bolognesi leu um manifesto contra o etnocídio escrito por lideranças indígenas, que reproduzo na íntegra abaixo. Continue lendo

Processo Seletivo Simplificado da Licenciatura Indígena

Foi realizada este inicio de semana a publicação do Edital PSSLIN 06/2018
(Processo Seletivo Simplificado da Licenciatura Indígena).

Da versão enviada anteriormente, houve apenas algumas correções e mudanças pontuais e o acréscimo de alguns critérios no anexo 2 para prever as diversas realidades sociolinguísticas da região.

O período de pré-inscrição através de entrega de um formulário e cópias de CPF e RG iniciaram na segunda-feira dia 29/1 e ao final haverá a publicação da lista dos pré-inscritos.
A FOIRN está realizando a divulgação dos formulários de pré-inscrição e do edital PSSLIND 2018. Desse modo, em março haverá as inscrições online dos pré-inscritos, bem como de outros candidatos que não fizeram a pré-inscrição e queiram se inscrever nesse período. A FOIRN se dispôs a dar o devido apoio a quem precisar realizar as inscrições online no site da COMPEC/UFAM. Vejam o cronograma das atividades referentes a esse processo, que finaliza meados de junho, para matrícula ainda em junho se possível.
As provas serão em São Gabriel (sede) [Turma Yegatu], em Tunui – Rio Içana [Baniwa] e em Taracuá – Rio Waupés [Tukano].
As línguas do pólo Tukano foram ampliadas devido às reinvindicações de grupos que pediram que suas línguas pudessem fazer parte do processo. Na verdade isso já ocorreu no PSSLIND 2015. O que fizemos foi dar mais formalidade a isso.

Baixe o EDITAL

Fonte: divulgação interna.

Papa pede reconhecimento de indígenas e fim da violência

Durante missa em região dos mapuches, Francisco diz que luta pelo reconhecimento não deve ser baseada na violência. Região chilena é palco de conflito entre comunidades indígenas e empresas agrícolas.O papa Francisco defendeu nesta quarta-feira (17/01) em Temuco, na região chilena da Araucanía, berço de origem dos índios mapuches, o reconhecimento das culturas indígenas, mas instou os mapuches a abandonar a violência. Araucanía é palco de um conflito entre comunidades indígenas, que exigem terras ancestrais, e empresas agrícolas. Continue lendo

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