Educação escolar indígena

Nota de repúdio do CIMI ao veto presidencial referente ao Projeto de Lei Nº 5.954-C de 2013

Sempre foi máxima inalteravelmente praticada em todas as Nações, que conquistaram novos Domínios, introduzir logo nos povos conquistados o seu próprio idioma, por ser indisputável, que este é um dos meios mais eficazes para desterrar dos Povos rústicos a barbaridade dos seus antigos costumes (Diretório dos Índios, 1755).

Fonte: CIMI

O Cimi (Conselho Indigenista Missionário) vem a público manifestar veemente repúdio ao Veto Presidencial ao Projeto de Lei nº 5.954-C emitido na Mensagem 600, em 29 de dezembro de 2015 pela Presidência da República. O referido projeto, de autoria do Senador Cristovam Buarque, visa assegurar às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas, bem como de processos próprios de aprendizagem e de avaliação que respeitem suas particularidades culturais, na educação básica, na educação profissional e na educação superior. Trata-se, na verdade, do reconhecimento da abrangência de direitos já assegurados constitucionalmente, uma vez que o Art. 210, § 2º da Constituição Federal de 1988 estabelece que “o ensino fundamental será ministrado em língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem”. O Art. 231, por sua vez, afirma que “são reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens”. Constata-se, pois, que as línguas indígenas constituem bens que, tanto como os outros, devem ser protegidos pela União, acrescido da incumbência de fazer com que se respeitem esses bens! Dessa forma, o Veto constitui uma violação aos direitos linguísticos já garantidos na Constituição e na Lei 9.394 de 1966, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN).

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Quero acreditar que a Presidente da República vetou, por erro, projeto que melhora a educação indígena no país

Por

Luis Donisete Benzi Grupioni

No apagar das luzes de 2015, a Casa Civil fez a Presidência da República “pisar na bola” com os povos indígenas. E cometer um erro. Quero muito acreditar nisso.

No dia 29 de dezembro de 2015, a Casa Civil da Presidência da República enviou ao Senado Federal a mensagem de no. 600 vetando integramente o Projeto de Lei 5.954 de 2013 (No. 186 de 2008 no Senado Federal), aprovado pelo Congresso Nacional, após ouvir o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), por contrariedade ao interesse público.

A pergunta que não quer calar: Que interesse público esse projeto contraria? Continue lendo

III Simpósio sobre ensino e aprendizagem de línguas indígenas da América Latina

ohioindigenaO Centro de Estudos Latino Americanos da Ohio State University e a Associação para o Ensino e Aprendizagem de Línguas Indígenas da América Latina (ATLILLA) promovem o I Simpósio internacional de línguas e culturas indígenas da América Latina (ILCLA) e o III Simpósio sobre ensino e aprendizagem de línguas indígenas da América Latina (STLILLA), que terão lugar nos dias 13, 14 e 15 de outubro de 2016 em Columbus, Ohio, EUA.

Confira aqui a chamada para trabalhos completa 
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Banca examinadora da UFT-Araguaína vai até aldeia Krahô e aprova tese de doutoranda

Defesa de tese da doutoranda Marcilene de Assis Alves Araújo ocorreu diante da comunidade indígena.

Defesa de tese da doutoranda Marcilene de Assis Alves Araújo ocorreu diante da comunidade indígena.

Banca examinadora da UFT-Araguaína vai até aldeia Krahô e aprova tese de doutoranda

Tese de Marcilene de Assis Alves Araújo, intitulada “Eventos de Interação nos Ritos Krahô (Jê): Implicações para o Ensino Bilíngue na Aldeia Manoel Alves Pequeno”, focou na investigação de caráter intercultural, bilíngue e multidisciplinar, sobre a educação escolar Krahô.

Fernando Almeida |  Fotos: Arquivo pessoal

Um feito raro marcou a história do mundo acadêmico, no último dia 1º/12 no Norte do Tocantins. A banca examinadora da Universidade Federal do Tocantins (UFT), campus de Araguaína, deslocou-se até aldeia Manoel Alves Pequeno, da etnia Krahô em Goiatins (TO), para avaliar a tese da doutoranda Marcilene de Assis Alves Araújo.

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Colección “Con nuestra voz” reúne y entrelaza textos plurilingües escritos en lenguas indígenas y en castellano

con-nuestra-voz“Con nuestra voz” – Textos plurilingües (libros para descargar)

El Ministerio de Educación de la Nación (Argentina) presenta la colección “Con nuestra voz” que reúne y entrelaza textos plurilingües escritos en lenguas indígenas y en castellano por alumnos, alumnas, docentes y miembros de pueblos originarios de unas 120 escuelas de todo el país y agrupados en 19 universos lingüístico-culturales. Así, en cada uno de los seis tomos que conforman este trabajo hay textos que pertenecen a variedades de una lengua, a lenguas próximas o a pueblos relacionados lingüística, histórica o culturalmente. Son producciones creadas desde las escuelas y las comunidades para que circulen por toda la comunidad educativa como material para el conocimiento, el debate y el disfrute, y como recurso de enseñanza.

Para descargar los libros:
Estamos | Creamos | Recordamos | Enseñamos | Compartimos | Cantamos

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Carta do IV Seminário dos Povos Indígenas do Sudeste Paraense

iv-semCarta do IV Seminário dos Povos Indígenas do Sudeste Paraense

Divulgamos nesta postagem a Carta do IV Seminário dos Povos Indígenas do Sudeste Paraense, que teve como tema “Construindo a política de Educação Escolar Indígena”. O Seminário foi realizado entre os dias 26 e 28 de novembro de 2015, na cidade de Marabá-PA.

Clique aqui para baixar o pdf com o texto da Carta

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