Projecto 8 no XVII congresso da ALFAL em 2014

Projecto 8 : “Políticas da linguagem na América Latina”

As políticas de linguagem na América Latina tem sua origem numa rede de investigadores a partir de um congresso organizado na UBA( universidade de Buenos Aires) em 1996. Desde então, estudiosos da maior parte dos países da América Latina e da União Europeia iniciaram intensa troca de conhecimentos e pesquisa na área de política linguística, abrangendo os mais diversos temas.

Nó XVII  congresso da ALFAL( Associação de Linguística e Filologia da América Latina) em 2014 terá como tema central o Projecto 8 : “Políticas da linguagem na América Latina” políticas de linguagem nas ciências e na educação superior. Serão três mesas temáticas no congresso cada uma abordando diversos aspectos politico-linguisticos.

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ONU promove concurso multilinguístico para jovens

Participantes terão que escrever ensaio em uma das seis línguas oficiais da organização, que inclui o árabe. Texto não pode ser feito na língua materna do candidato. Vencedores irão a Nova Iorque.

A iniciativa Impacto Acadêmico da Organização das Nações Unidas (UNAI) abriu o concurso “Muitas Línguas, Um Mundo”, voltado para jovens universitários que falem mais de um idioma. Os participantes devem escrever um ensaio sobre cidadania e entendimento global e o papel que as habilidades linguísticas podem exercer para fortalecer estas relações.

O texto, de até duas mil palavras, deve ser escrito em uma das seis línguas oficiais da ONU: árabe, espanhol, inglês, francês, russo ou chinês. O idioma escolhido pelo candidato, no entanto, não pode ser sua língua materna nem a língua oficial da instituição na qual estuda. Os vencedores viajarão a Nova Iorque, nos Estados Unidos, de 25 a 29 de junho de 2014, para participar de uma série de eventos.http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2009/08/sede-onu.jpg

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CPLP quer mobilidade de estudantes e professores

O secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa(CPLP), Murade Murargy, propôs hoje, em Lisboa, a criação de um programa para promover a mobilidade de estudantes, professores e investigadores entre os Estados-membros.

Murade Murargy, que falava na abertura da 2.ª Conferência Internacional sobre a Língua Portuguesa no Sistema Mundial, que decorre hoje e quarta-feira, em Lisboa, defendeu uma “reflexão conjunta sobre o espaço do ensino superior, ciência e tecnologia da CPLP”.”Mantemos a prioridade de atuação futura na criação do espaço de ensino superior da CPLP”, intenção aprovada há cerca de dez anos, disse Murade Murargy.

“Os desafios são gigantescos. Para a concretização do objetivo estratégico de construir um espaço de ensino superior para a CPLP são chamadas as universidades dos Estados-membros”, sustentou. Leia mais

I Colóquio de Línguas Nacionais em Angola

O primeiro colóquio de Línguas Nacionais começou na quarta-feira, 30/10, no campus da Universidade Jean Piaget de Angola, (UNIPIAGET), informou a Rádio Luanda.

Durante o colóquio estão sendo abordados os temas: Escola Primária Bantu no Contexto Angolano, Ortografia das Línguas Nacionais e suas Implicações Pedagógicas e a Sabedoria Popular no uso dos Provérbios em Línguas Nacionais.

O professor Carlos Muhongo da comissão organizadora, disse que um dos objetivos desta atividade é reacender o debate em torno das línguas nacionais no meio acadêmico.

“Constituem motivações para este colóquio fazer com que haja reaparição do debate no meio acadêmico em torno deste tema, que são as línguas nacionais. Outra motivação é contribuir para a promoção e para o reconhecimento dos valores culturais, em particular pelos estudantes”, informou.

Fonte: http://www.rna.ao/radioluanda/noticias.cgi?ID=80355

OUTRAS NO

Pela promoção das diversas línguas no espaço da CPLP

“A língua portuguesa deve ser capaz de preservar as línguas nacionais e maternas”  da CPLP, diz  o ministro Antônio Correia e Silva, durante a II Conferência em Lisboa. Esta convocação reforça as recomendações da Carta de Maputo (cf. www.iilp.org.cv)

O ministro do Ensino Superior, Ciência e Inovação de Cabo -Verde,  António Correia e Silva destacou em sua apresentação realizada na II Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, que a língua portuguesa “deve ser capaz de preservar as línguas nacionais” e é preciso, “antes de mais, globalizar o espaço lusófono”.

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Na sua intervenção, Correia e Silva defendeu  que o novo ensino da língua portuguesa exige a aceitação da presença de outras línguas maternas no espaço lusófono, necessitando de uma nova metodologia para formar um novo perfil de cidadão, fomentando a inclusão social.

Disse ainda, que “a pretensão de ter uma língua mundial de influência precisa saber contornar obstáculos. Tal objectivo exige novos falantes e matizes de língua portuguesa, em estados díspares de desenvolvimento, comunidades diasporizadas e articulação da diversidade de actores”.

Contudo, advertiu que “o peso da língua no sistema mundial depende da intensidade cooperativa no interior do próprio espaço lusófono. É incontornável e não há fuga em frente”, referiu Correia e Silva, lembrando que “a comunidade é resultante da cooperação dos povos”.

O governante cabo-verdiano recordou que a língua portuguesa, em muitas sociedades, lembra o colonialisno, a escravatura, os professores da escola que inferiorizavam os alunos. Mas, refere, “os povos apropriaram-se dessa língua, que foi também o processo da antecâmara para a autonomia e independências”. E “ela [a língua portuguesa] serviu também para criticar e conspirar contra o império”.

Lembrou Amílcar Cabral, Mário Pinto de Andrade, Marcelino dos Santos e Agostinho Neto, que o fizeram a partir de dentro da Casa do Império e também escritores como Eugénio Tavares, Jorge Barbosa ou outros que usaram a língua portuguesa para denunciar o poder colonial. Por isso, Amílcar Cabral disse que “a língua não é a prova de mais nada senão a prova dos homens se relacionarem”, acrescentou que “a língua portuguesa é a melhor herança do colonialismo”.

Correia e Silva apelou ainda à intervenção das universidades para a mudança porque os Governos, por si só, são insuficientes para este processo. Ao mesmo tempo, sugere a criação de uma universidade aberta, federada, de língua portuguesa, entidade com vocação para criar cursos à distância. “Urge que as universidades dos nossos países concebam materiais didácticos, sendo necessário criar o conceito de recursos educativos abertos com online. Isso é que dá corpo a um espaço lusófono plano”, referiu.

Fonte: Jornal A Semana/OL
Posted on Outubro 31, 2013por 

 

 

 

As receitas da imigração italiana: língua, culinária e memória no foco do IPOL

Equipe visita propriedade no bairro Tiroleses e conhecem a história de vida dos imigrantes locais.

Fotos: Elisabeth Germer

Fotos: Elisabeth Germer

No mês de setembro aconteceu mais uma roda de conversa entre a equipe técnica de produção do Projeto Receitas da Imigração e os moradores do Médio Vale do Itajaí. Segundo a historiadora timboense, Elisabeth Germer, que está acompanhando os profissionais neste trabalho, no dia 27 de setembro a equipe técnica do IPOL Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Línguística  esteve em Timbó. “A equipe busca informações, através de deliciosas conversas sobre histórias, memórias e tradições culinárias com descendentes dos imigrantes que se instalaram no Vale do Itajaí e que trouxeram consigo suas marcas culturais, identitárias e linguísticas”, explica Elisabeth ao contar que este está sendo o trabalho da equipe de produção do Projeto Receitas da Imigração. De acordo com a historiadora, os registros do Projeto, são carregados de emoção e vem acompanhados de depoimentos nas línguas brasileiras de imigração ainda hoje muito faladas nas cidades de Indaial, Gaspar, Blumenau, Timbó e Pomerode: polonês, italiano, pomerano e alemão.

De acordo com Elisabeth, são registros muito valiosos como o da família de Mário e Olívia Darui, moradores do bairro Tiroleses. “Estiveram presentes no encontro a filha Norma Darui, que é secretária do Consulado Italiano para o Sul do Brasil e sua filha Paola Dauri Gadotti”, observa Elisabeth ao contar que na oportunidade foram repassadas tantas lembranças das marcas trazidas pelos antepassados e das transformações que a família foi fazendo ao longo das gerações buscando adaptar-se ao novo clima, espaço, costumes e língua. O Projeto Receitas da Imigração é uma aventura gastronômica, histórica e linguística.

Na ocasião, a italiana Olívia Darui além de preparar uma “galinha caipira à moda da roça’, cozinhou uma polenta no “parolo”, sobre um fogão à lenha, tendo como acompanhamento a tradicional “fortai” e “radicci”. “Além disso, Mario e Olívia em entrevista relataram como era a vida do imigrante italiano, aqui no Médio Vale”, relata Elisabeth.

A historiadora destaca que o Projeto Receitas da Imigração, contará com as tradições culinárias das comunidades de imigrantes do Médio Vale do Itajaí como fio condutor para (re)contar a história e as memórias do estabelecimento daquelas populações na região. “Segundo eles, está previsto como principal produto deste projeto uma publicação de livro que contará a história do estabelecimento das famílias de imigrantes na região do Médio Vale do Itajaí. Essa história será contada, principalmente, através das receitas culinárias consideradas fundamentais no estabelecimento dos imigrantes na região. O livro será plurilíngue, ou seja, estará nas línguas de imigração e em português”, observa a timboense que além de ter muita história para contar sobre sua vida e da sua família, também é uma exime conhecedora da história de vida dos moradores mais antigos do Médio Vale do Itajaí, em especial dos municípios vizinhos à Timbó.

Elisabeth relata que o Projeto Receitas da Imigração é executado pelo Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística (Ipol) com o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “As informações são dos dois profissionais que estiveram em minha casa, Peter e Mariela Silveira”, observa a historiadora ao relatar que os profissionais estiveram buscando junto à ela relatos de receitas, usos e costumes dos primeiros imigrantes. Por Clarice Graupe Daronc

Fonte: Jornal do Médio Vale

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