Tese investiga práticas, atitudes e identidades linguísticas entre jovens moçambicanos plurilíngues
Tese investiga práticas, atitudes e identidades linguísticas entre jovens moçambicanos plurilíngues
A tese de doutorado intitulada “As línguas não ocupam espaço dentro de nós”: práticas, atitudes e identidades linguísticas entre jovens moçambicanos plurilíngues foi recentemente defendida por Letícia Cao Ponso, aluna do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem da Universidade Federal Fluminense (UFF), sob a orientação da Profª Drª Cláudia Roncarati (in memoriam), do Prof. Dr. Xoán Lagares e coorientada pelo Prof. Dr. Gregório Firmino.
Confira abaixo o resumo da tese.
RESUMO Esta tese investiga as atitudes, as práticas e as identidades linguísticas de uma comunidade de estudantes do curso de Letras na cidade de Maputo (Moçambique) acerca do estatuto das línguas autóctones moçambicanas e do português, língua ex-colonial em processo de nativização. A partir de uma pesquisa etnográfica, realizada durante o ano de 2012, proponho-me a descrever e a analisar os estatutos atribuídos às línguas pelos falantes plurilíngues, bem como relacioná-los às experiências particulares e concretas dos sujeitos da pesquisa nos âmbitos em que hoje se articulam movimentos de persistência e emancipação plurilinguísticas: a radiodifusão em línguas locais, as práticas religiosas, o comércio nos mercados, a educação bilíngue, os ritos tradicionais, as vivências familiares. Busco compreender os significados sócio-simbólicos de “ser plurilíngue” segundo os valores e as relações culturais específicas dessa comunidade, nas práticas sócio-históricas que as tornaram possíveis em meio ao cenário de colonização e descolonização linguística ocorrida em Moçambique nas últimas décadas. O aporte teórico advém da Etnografia da Fala e da Sociolinguística Interacional de base interpretativa (Hymes, 1962; Hymes, Gumperz, 1964; Goffmann, 1979; Blom; Gumperz, 1972; Gumperz, 1982a, 1982b). Valho-me também da reflexão feita por teóricos da pós-colonialidade (Fanon, 1968; Wa Thiong’o, 1986; Bhabha, 1994 e 1998; Mignolo, 2003 e 2010; Santos; Meneses, 2010; Santos, 2004, 2006 e 2011, Ramose, 2011) para tecer uma discussão desse objeto de tese em meio aos processos de minorização das línguas efetuados pelo encontro colonial em África e seus desdobramentos na construção de identidades linguísticas híbridas. A contribuição deste estudo é propor uma metodologia quali-quantitativa de base etnográfica para os estudos contatuais (especialmente de atitudes linguísticas) nos contextos multilíngues pós-coloniais.
Baixe a tese aqui: PONSO_2014_DO_plurilinguismo_atitudes_Mocambique
Edital para promoção da internacionalização das universidades do Bloco Mercosul
Edital para promoção da internacionalização das universidades do Bloco Mercosul
Com o objetivo de estimular a produção e reflexão de conhecimento da Educação Superior vinculada à integração, a Revista Digital Integração e Conhecimento (NEPES MERCOSUL) convoca pesquisadores, consultores, docentes e estudantes de mestrado e doutorado da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela para a apresentação de artigos de interesse acadêmico com o objetivo de construir a terceira publicação da revista digital mencionada. Os eixos para publicação são apresentados no edital.
Acesse aqui informações sobre o NEPES MERCOSUL e aqui o Edital completo.
V Seminário Internacional Acolhendo as Línguas Africanas (SIALA)
V Seminário Internacional Acolhendo as Línguas Africanas (SIALA)
O V Seminário Internacional Acolhendo as Línguas Africanas (SIALA) a ser realizado nos dias 22 a 26 de setembro de 2014 na Universidade do Estado da Bahia – UNEB, pela Pró-Reitoria de Extensão – PROEX, organizado pelo Núcleo de Estudos Africanos e Afrobrasileiros em Línguas e Culturas, tem como tema central Línguas e Culturas Negroafricanas, Africanias e Novas Tecnologias, procura despertar na comunidade acadêmica brasileira o interesse maior pelos estudos das línguas e culturas africanas, e ampliar o conhecimento dos seus legados por intermédio de uma informação atual e tecnológica, discutindo sobre a igualdade, reconhecimento e valorização racial da história, cultura e identidade dos descendentes afrobrasileiros e africanos tendo como marco legal a Lei 10.639/2003. O tema proposto também pretendente dialogar com as tecnologias da informação e comunicação como proposição para contribuir no ensino e aprendizagem da história e da cultura afrobrasileira e africana, com intenção de trocar experiências sobre a diversidade étnico social racial e mostrar a internet como ferramenta de apoio ao processo de disseminação desse conhecimento, a fim de promover políticas públicas embasadas na inclusão digital de jovens e adultos nas escolas e centros culturais, transformando-os em agentes ativos na cadeia de criação, produção e circulação de informação.
Nesse sentido o evento tem como objetivo:
- Despertar na comunidade acadêmica brasileira o interesse maior pelos estudos das línguas e culturas africanas.
- Promover reflexões de como utilizar a tecnologias da informação e comunicação para construção de conhecimentos sobre a história e cultura afrobrasileira e africana.
- Fortalecer o intercâmbio acadêmico e cientifico entre professores, estudantes, comunidades religiosas, tradicionais e público geral.
Para maiores informações acesse aqui o site do evento.
EUA: seus Estados onde o inglês é língua oficial
States where English is the official language
By Hunter Schwarz
Five states are considering legislation this year to make English their official language. If passed, they would join the 31 states with existing official language laws.
In some states, an official language is treated similar to how official flowers, birds, or trees are treated: as just a designation without any particular guidelines for what to do about it. In Illinois, for example, its English law states simply, “The official language of the state of Illinois is English.”
In Missouri, it’s even more vague, more of an observation than a designation: “The general assembly recognizes that English is the most common language used in Missouri and recognizes that fluency in English is necessary for full integration into our common American culture.”
La lingüística computacional de Twitter revela la existencia de superdialectos globales
La lingüística computacional de Twitter revela la existencia de superdialectos globales
El primer estudio de los dialectos en Twitter revela patrones globales que nunca se han observado antes.
Un dialecto es una forma particular de lenguaje limitado a una región específica o a un grupo social. Los lingüistas están fascinados por los dialectos porque revelan las clases sociales, los patrones de inmigración y cómo los grupos han influenciado mutuamente en el pasado.
Pero el estudio de los dialectos es un trabajo duro. Tradicionalmente, los lingüistas hacen por entrevistar a un número relativamente pequeño de personas, por lo general unos pocos cientos, y pedirles que llenaran cuestionarios. Luego, los investigadores utilizan los resultados para crear los atlas lingüísticos, pero estos son, naturalmente, limitadas por la elección de los lugares y personas que han sido estudiados.
Indígenas criticam cobertura tendenciosa da mídia catarinense
Índios dão versão sobre as terras no Morro dos Cavalos, em Palhoça
Junto com representante da Funai, Caciques falaram com a imprensa nesta terça-feira
A pedido do Cacique Marco Guarani, da Terra Indígena do Maciambu, uma coletiva de imprensa foi organizada nesta terça-feira (12/08), na sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) em São José, para dar resposta a algumas afirmações feitas em uma matéria divulgada na última semana. No encontro, os índios demostraram indignação e rebateram acusações que encararam como racismo midiático.
Entre os presentes estavam, além do Cacique Marco e do coordenador da Funai Regional Litoral Sul, João Maurício Farias, o Cacique Hyral Moreira, do território indígena de Biguaçu; a Cacica Eunice Antunes, do Morro dos Cavalos; e Leonardo da Silva Gonçalves, índio Guarani e funcionário da Funai. Eles defenderam a área do Morro dos Cavalos como legitimamente indígena, e argumentaram que nunca deixaram de dialogar com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).



