Breve viagem às línguas dos Estados Unidos da América
Os EUA são um país muito mais diverso do que parece de longe. Há várias maneiras de olhar para essa diversidade — uma delas são as línguas que por lá se falam.
Cá pela Europa velha e cheia de línguas, tendemos a olhar para os nossos primos além-Atlântico como um país muito, digamos assim, monolingue. Enfim, sabemos que há por lá quem fale espanhol, mas será a excepção que confirma uma paisagem linguística muito monótona.
A realidade é sempre mais interessante que os nossos simplismos. Basta pensar que Nova Iorque, a cidade mais importante nesse território imaginariamente monolingue, é provavelmente o território do mundo com maior densidade de línguas diferentes.
Mas há mais. Para começar, os Estados Unidos não têm uma língua oficial — nada na Constituição ou na lei afirma que o inglês é a língua dos Estados Unidos. Não é nada de extraordinário: o Reino Unido também não tem língua oficial. Aliás, tecnicamente, o inglês é língua oficial da União Europeia, mas não é nem do Reino Unido nem dos Estados Unidos…
Que o governo federal dos EUA não tem uma língua oficial é daquelas curiosidades técnicas com pouca relevância prática. Mais interessante é pensar que há vários estados dos EUA com outras línguas oficiais. O Havai tem o inglês e o havaiano como línguas oficiais. O Dacota do Sul reconhece o inglês e o sioux como línguas oficiais. Há mais uns quantos casos aqui e ali…
Se o inglês é a língua mais importante, o espanhol (por lá, ninguém usa o correspondente inglês à nossa palavra «castelhano») é, de longe, a segunda língua dos EUA. A sua importância por lá é subestimada por muitos portugueses. Vemos o espanhol em muitos contextos (é fácil encontrar boletins de voto em inglês e espanhol) e é língua materna de larguíssimos milhões de norte-americanos. Há, provavelmente, mais falantes de espanhol nos EUA do que em Espanha… Existe, mesmo, uma Academia Norteamericana de la Lengua Española, que é tida em conta, em pé de igualdade, em todas as discussões sobre a norma da língua em que participam as academias dos vários países de língua castelhana.
UFRR abre 30 vagas para curso de intérprete de línguas indígenas
As inscrições podem ser feitas até 16 de janeiro, por meio de formulário online. Para participar, é necessário falar e escrever ao menos uma língua indígena.
Por G1 RR — Boa Vista
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Universidade Federal de Roraima (UFRR) — Foto: Pedro Barbosa/Arquivo G1 RR
A Universidade Federal de Roraima (UFRR) abriu 30 vagas para o curso de formação básica de intérprete de línguas indígenas do estado. As inscrições podem ser feitas até 16 de janeiro, por meio de formulário online.
O curso será ofertado na modalidade à distância, no período de 18 de janeiro a 5 de fevereiro, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 12h.
A proposta, conforme a UFRR, é garantir os direitos linguísticos dos povos indígenas, com objetivo de facilitar o acesso dessas populações aos serviços sociais de saúde, justiça, educação e imigração.
Para se inscrever, os interessados devem preencher os seguintes pré-requisitos: falar e escrever ao menos uma língua indígena e português/espanhol; ter no mínimo o ensino médio concluído; ter acesso a internet, equipamento (celular, tablet ou computador) com o programa Zoom instalado; e habilidade básica em informática.
A classificação dos inscritos será feita obedecendo aos seguintes critérios: experiência prévia em tradução e interpretação de línguas indígenas nas áreas da saúde, administração, justiça, imigração e serviços sociais (entrevista); conhecimento dos sistemas normativos e de saúde indígena; computador para realizar as atividades do curso.
Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail fobilir@gmail.com ou WhatsApp: (21) 92003-1522.
El Gobierno boliviano impulsa la creación del Instituto Iberoamericano de las Lenguas Indígenas
Bolivia. Martha Ruiz impulsa la creación del Instituto Iberoamericano de las Lenguas Indígenas
El Estado Plurinacional de Bolivia, a través de la Supraestatal, Martha Ruiz, impulsa la creación del Instituto Iberoamericano de las Lenguas Indígenas con miras a declarar al decenio 2022-2032 como un tiempo para instar a gobiernos de países hermanos a tomar acciones urgentes referentes a la necesidad.
El Estado Plurinacional de Bolivia, a través de la Supraestatal, Martha Ruiz, impulsa la creación del Instituto Iberoamericano de las Lenguas Indígenas con miras a declarar al decenio 2022-2032 como un tiempo para instar a gobiernos de países hermanos a tomar acciones urgentes referentes a la necesidad.
Durante la reunión de Coordinación del Comité Directivo Interinstitucional del Año Internacional de las Lenguas Indígenas, realizada este lunes, la Coordinadora de las y los Parlamentarios Supraestatales, Martha Ruiz, expresó su compromiso por ser parte activa y propositiva en la elaboración y ejecución del Plan Maestro Nacional e Internacional para concretar la iniciativa boliviana.
“Con la finalidad de reiniciar las actividades para el Año Internacional de las Lenguas Indígenas y proyectar la declaración del Decenio 2022-2032, paralizada durante el gobierno transitorio (…) debemos apoyar y buscar alianzas estratégicas a nivel de los parlamentos internacionales desde el Parlamento Andino, Latinoamericano, Amazónico, Indígena, MERCOSUR y la UIP, para concretar los objetivos trazados por el Estado Boliviano”, señaló la Supraestatal Ruiz.
El 2016, con el objetivo de sensibilizar a la opinión pública sobre los riesgos a los que se enfrentan estas lenguas y su valor como vehículos de la cultura, los sistemas de conocimiento y los modos de vida; la Organización de las Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura (UNESCO) proclamó el 2019 Año Internacional de las Lenguas Indígenas y estableció ser la instancia coordinadora del mismo.
Para la UNESCO, las lenguas indígenas desempeñan un papel crucial para que las comunidades de hablantes asuman su destino y participen en la vida económica, cultural y política de sus países.
Inuit, Métis groups welcome hiring of Commissioner of Indigenous Languages

Natan Obed, president of the Inuit Tapiriit Kanatami, said it is a ‘really big deal’ that an Inuk was included in the selection committee for Canada’s first Commissioner of Indigenous Languages. In this file photo, Prime Minister Justin Trudeau looks on as Mr. Obed speaks during a press conference in Iqaluit, Nunavut on March 8, 2019.
SEAN KILPATRICK/THE CANADIAN PRESS
The national organizations representing Inuit and Métis people in Canada say they welcome the federal government’s move to hire the country’s first Commissioner of Indigenous Languages.
The federal government is currently recruiting one commissioner and up to three directors for the Office of the Commissioner of Indigenous Languages. The job posting, which closes Jan. 11, says the commissioner is expected to be a “national champion” for Indigenous languages, who will promote public awareness, conduct research and write annual reports on the effectiveness of the government’s initiatives on the file.
Natan Obed, president of the Inuit Tapiriit Kanatami, said it is a “really big deal” that an Inuk was included in the selection committee. He said the government has promised that one of the three directors being hired to support the commissioner will also be Inuk.
“We are thankful for Minister [Steven] Guilbeault and his willingness to include Inuit all throughout the process,” Mr. Obed said.
“We’ve also been promised that there will be an Inuk director along with First Nations and Métis and that also is a step forward from past practices of seeing Indigenous peoples as a melting pot and not necessarily considering the huge distinctions between First Nations, Inuit and Métis.”
David Chartrand, the national spokesperson for the Métis National Council, said he has also been told that one of the directors will be Métis.
He praised the Indigenous Languages Act, which passed last year and established the office for the first time. The goal of the act and the office is to prevent further erosion of Indigenous languages in Canada, as part of the broader effort toward reconciliation.
“This languages legislation means a lot to us,” Mr. Chartrand said.
According to the 2016 census, 4.9 per cent of the Canadian population were Indigenous, with more than half being First Nations people. There are hundreds of First Nations communities with their own distinct languages and cultures living in their traditional territories in what is now known as Canada.
Inuit, who live mainly in Nunavut, northern Quebec and the Northwest Territories, are just 4 per cent of the overall Indigenous population and leaders sometimes express concern that their unique needs can be overshadowed by larger Indigenous communities in the south.
The 2016 census also reported 70 Indigenous languages were in use. According to a Statistics Canada analysis, the number of people who could speak an Indigenous language grew by 8 per cent between 1996 and 2016. But that rate of growth was far lower than the rate of growth for the Indigenous population as a whole, which means the share of Indigenous people who can speak an Indigenous language has fallen.
Statistics Canada attributed the population growth rate largely to more people identifying themselves as Indigenous to census-takers, and said most of the language growth rate was from people learning it as a second language.
The federal government drafted the Indigenous Languages Act in collaboration with First Nations, Métis and Inuit, and has continued consultations throughout the year on the act’s implementation.
Heritage Minister Steven Guilbeault, who has responsibility for protecting Indigenous languages, said the issue is one that he “cares for and feels very deeply” about.
“This is something we’re moving along, but it doesn’t get the same attention that [tackling] web giants gets,” Mr. Guilbeault said.
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Órgãos públicos deverão ter tradutor e intérprete, determina projeto
Todos os órgãos públicos que prestam atendimento direto ao cidadão deverão contar com a presença obrigatória de tradutor e de intérprete comunitário para auxiliar as pessoas que não falam português brasileiro. É o que estabelece o Projeto de Lei (PL) 5.182/2020, em tramitação no Senado.
De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), o texto determina que a obrigatoriedade da inserção de um tradutor será aplicada a todos os setores públicos de atendimento, a exemplo de serviços sanitários e médicos, jurídicos, penitenciários, educacionais, de assistência social e de fronteiras, além de todos os espaços institucionais em que sejam praticados atos civis diversos.
O projeto ainda determina que a profissão de tradutor e de intérprete comunitário seja regulamentada e sejam definidos os princípios básicos do exercício da atividade em espaços institucionais públicos, estabelecendo as diretrizes para formação, capacitação, avaliação e certificação dos profissionais a serem habilitados à função.
Na justificativa do projeto, Paim argumenta que, mesmo imperceptíveis para a maioria da população, muitos habitantes do país não têm proficiência em português do Brasil, por falarem línguas indígenas ou estrangeiras ou por serem analfabetos ou analfabetos funcionais, surdos, mudos ou cegos. Ele ressalta a grande presença de imigrantes, refugiados e apátridas que escolhem o Brasil como local de destino ou de passagem e que necessitam igualmente de mediação linguística por tradutores e intérpretes para terem acesso aos direitos civis.
“É imprescindível pôr em pauta os direitos dessas pessoas de estarem linguisticamente presentes nas situações em que o idioma é elemento fundamental, como em consultas médicas e hospitalizações, na relação com a Polícia Federal para regularização de documentação, no acesso à educação, em casos de detenção em estabelecimentos prisionais (incluindo os cenários em que o acusado/réu precisa dialogar com seu defensor em particular), em fronteiras na chegada ao país, quando muitos em situação de perseguição e necessidade de proteção não conseguem explicar os antecedentes que os forçaram a sair de seus países e em outras diversas circunstâncias em que o idioma é elemento básico para a devida compreensão e atendimento, entre outras situações”, exemplifica Paim.
Orçamento
A proposta também estabelece que sejam criados instrumentos para previsão orçamentária, contratação e remuneração dos tradutores e intérpretes pelos setores a serem atendidos ou por núcleos especializados, que poderão atuar como centros de informação, treinamento, implementação e monitoração dos serviços de tradução e interpretação comunitária oferecidos pelas instituições públicas, sejam elas federais, estaduais ou municipais.
Ainda não há data prevista para a análise da proposta pelos senadores.
Fonte: Agência Senado



