HISTÓRIAS DE LUTA PELA TERRA NO BRASIL (1960-1980) | E-BOOK
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Autor: Alessandra Gasparotto e Fabricio Teló (Orgs.)
Categoria: eBooks
Idioma: Português
Páginas: 56
Editora: Oikos
Nasceu uma Biblioteca Pública do Médio Oriente em Arroios

©Joana Freitas Biblioteca de São Lázaro
Árabe, persa, hebraico, turco e urdu. São estas as línguas dos livros da nova Biblioteca Pública do Médio Oriente, instalada na mais antiga biblioteca municipal de Lisboa.
Foi na bonita Biblioteca Municipal de São Lázaro que se instalou a primeira Biblioteca Pública do Médio Oriente, com livros escritos em árabe, persa, hebraico, turco e urdu. Além de encontrar “grandes vultos da cultura do Médio Oriente”, a biblioteca também disponibiliza traduções de autores portugueses para essas línguas.
Acolhido pela Junta de Freguesia de Arroios, o projecto tem por objectivo dar a conhecer a cultura dos países do Médio Oriente, além de promover a interculturalidade na cidade de Lisboa, especialmente no território de Arroios, a freguesia mais multicultural de Lisboa.
A Biblioteca Pública do Médio Oriente tem como parceiro o Instituto Camões e tem recebido diversas doações de entidades que representam países do Médio Oriente, como a Embaixada dos Emirados Árabes Unidos em Portugal. Todas as instituições, universidades e particulares que queiram participar também podem fazer as suas doações e enriquecer o catálogo da nova biblioteca.
Apesar de já estar aberta ao público desde 15 de Março, em Maio haverá uma inauguração oficial da biblioteca e nessa altura será apresentado um programa cultural, que irá incluir colóquios, conferências ou cursos de línguas e culinária do Médio Oriente.
Como 23 judeus expulsos de Recife ajudaram a fundar Nova York

Mapa do Brasil mostra capitanias em 1630. CRÉDITO,BIBLIOTECA DO CONGRESSO DOS EUA
A bordo do navio Valk, cerca de 600 judeus deixaram Recife, em Pernambuco, expulsos pelos portugueses. Era o fim da ocupação holandesa no Brasil e também da liberdade de praticar sua religião.
Eles queriam voltar à terra natal — a Holanda, onde o culto do judaísmo era permitido devido ao calvinismo. De lá haviam chegado mais de duas décadas antes, quando os holandeses conquistaram parte do Nordeste brasileiro — de olho na produção e comércio do açúcar.
Mas uma tempestade desviou-os do caminho e o navio foi saqueado por piratas.
O grupo foi resgatado por uma fragata francesa e levado à Jamaica, então colônia espanhola, e acabou preso por causa da Inquisição espanhola.
Mas, graças à intervenção do governo holandês, foram libertados e, por motivos financeiros, parte deles seguiu para um destino mais próximo do que a Europa: a colônia holandesa de Nova Amsterdã, atual Nova York, então um mero entreposto comercial.
Ali formaram a primeira comunidade judaica da América do Norte e contribuíram para o desenvolvimento da cidade. Atualmente, Nova York é a segunda cidade com o maior número de judeus no mundo, atrás apenas de Tel Aviv, em Israel.

Vista de Mauritsstad (Recife) em 1645. CRÉDITO,WIKICOMMONS
Mas essa história rocambolesca não começa em 1654, ano em que Portugal derrotou os holandeses e retomou o controle do Nordeste, provocando, por consequência, a expulsão dos judeus, temerosos com a Inquisição.

Cerco holandês a Olinda e ao Recife. CRÉDITO,WIKICOMMONS
Imigração judaica
A imigração judaica ao Brasil remonta à época do descobrimento, com os chamados “cristãos novos”, judeus que foram obrigados a se converter ao cristianismo na Península Ibérica devido à perseguição pela Igreja Católica.
Na então maior colônia portuguesa, alguns deles abdicaram das práticas judaicas. Outros as mantinham às escondidas.

Capa do livro de Daniela Levy. CRÉDITO,DANIELA LEVY
Alunos do IFMS fazem site para guardar patrimônio cultural das línguas Guarani e Terena
Projeto está sendo desenvolvido por estudantes, de Dourados; pela inovação, tornou-se um dos finalistas da 19ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia
O que os alunos do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul fazem em prol de um patrimônio cultural brasileiro é exemplar. Eles trabalham para evitar a extinção de duas línguas indígenas que são predominantes na região de Dourados. Trata-se do projeto Guaruak, mistura dos nomes Guarani e Aruak.
O projeto consiste em gravar em áudio termos das línguas Guarani e Terena e disponibilizá-los online, por site e aplicação web. Pela inovação, também concorre como um dos finalistas da 19ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE 2021), que começou segunda-feira (15) e vai até o dia 26 pela Plataforma FEBRACE Virtual.
O Guaruak já possui mil termos gravados – 600 deles obtidos no ano passado (nos anos anteriores, os estudantes estavam mais focados em desenvolver a base de dados, o site e a aplicação). “É um trabalho importante porque as gerações indígenas que dominam esses idiomas estão deixando de ensinar a língua materna aos novos; isso, porque não querem que seus filhos enfrentem dificuldades de falar português nas escolas”, conta Andressa Camargo Rocha, uma das estudantes que integram atualmente o projeto.
Geralmente, os áudios são captados por alunos indígenas, em suas aldeias. As turmas de estudantes que tocam o projeto se revezam anualmente. Assim, garantem a continuidade do projeto e a preservação deste patrimônio cultural. Mais informações: http://www.guaruak.com.br/
Na FEBRACE, esse projeto é um dos 345 finalistas, desenvolvidos por 716 estudantes de 295 escolas do ensino fundamental, médio e técnico de todo o País, com a participação de 482 professores. Os projetos serão julgados e premiados pela criatividade e rigor científico. A cerimônia de premiação será no dia 27/3 com transmissão pelo Youtube.
Serviço
Conheça os finalistas no site da FEBRACE
Visite a FEBRACE pela Plataforma Virtual (de 15 a 26/3)
Acompanhe a cerimônia de premiação pelo Youtube da FEBRACE (27/3, a partir das 15h)
Chamada para artigos| Dossiê Línguas Minoritárias no Brasil
Chamada Revista Norte@mentos – UNEMAT (Campus Sinop-MT)
Dossiê Línguas Minoritárias no Brasil
Está aberta a chamada de artigos originais e inéditos que tenham por foco línguas minoritárias no contexto brasileiro. Estima-se que ainda existam, atualmente, em torno de 274 línguas indígenas (IBGE, 2010) e 56 língua de imigração (ALTENHOFEN, 2013). Considerando o valor dessas línguas como conhecimento em si e patrimônio imaterial, pretende-se com esta edição especial da Revista Norte@mentos contribuir para dar maior atenção e espaço a essa área de estudos. Serão aceitas contribuições vindas de todos os campos de estudo da Linguística (Dialetologia, Geolinguística, Sociolinguística, Onomástica, Linguística Aplicada, Política Linguística, entre outras abordagens teóricas), bem como de áreas afins que se ocupem da pesquisa de línguas minoritárias, seja de línguas de imigração, de povos tradicionais, de povos originários (indígenas/autóctones), de fronteira, seja ainda de língua de sinais e de variedades do português em situação de minoria, em diferentes espaços geográficos e contextos sociais. A edição tem sua publicação prevista para meados de outubro. Os artigos devem ser encaminhados, exclusivamente, pela plataforma da Revista, no seguinte endereço: http://sinop.unemat.
Prazo de submissão: 28 de maio de 2021
Em caso de dúvidas, favor contatar os organizadores:
Prof. Dr. Fernando Hélio Tavares de Barros (CNPq/DAAD – Universität Bremen) – tavaresd@uni-bremen.de
Profª. Dra. Grasiela Veloso do Santos Heidmann (UFMT) – grasinhasnp@gmail.com
Profª. Dra. Carolin Patzelt (Universität Bremen) – cpatzelt@uni-bremen.de
Prof. Dr. Cléo Vilson Altenhofen (UFRGS) – cvalten@ufrgs.br





