Facilidade com língua e vagas de trabalho fazem angolanos virem para o Brasil
Facilidade com língua e vagas de trabalho fazem angolanos virem para o Brasil
Isabela Vieira
Bilongo Lando Domingos, 32 anos, é cabeleireiro e há 13 anos mora no Rio de Janeiro. Angelina Sissa João, 26 anos, é estudante e desembarcou há dois anos na cidade para estudar marketing. Cabingano Manuel é jornalista, com especialização em administração, e chegou há quatro anos para trabalhar como correspondente de uma emissora de TV. Todos são angolanos e escolheram o Brasil em busca de melhores condições de vida e de oportunidades profissionais.
De acordo com o Ministério da Justiça, vivem no Brasil cerca de 12,5 mil angolanos, sendo 3,7 mil residentes. Boa parte chegou ao Rio e a São Paulo durante a guerra civil naquele país, entre 1990 e o início de 2000, quando o Brasil concedia refúgio àqueles que deixavam o país. É o caso de Bilongo, que saiu de Luanda, capital de Angola, para não ser recrutado.
Brasil e Angola firmam acordo para facilitar concessão de visto
Brasil e Angola firmam acordo para facilitar concessão de visto
Os governos brasileiro e angolano firmaram acordo para facilitar a concessão de visto entre os dois países. O protocolo foi publicado na edição do dia 5 de janeiro do Diário Oficial da União.
O acordo foi assinado no âmbito da reunião entre o presidente José Eduardo dos Santos e a presidenta Dilma Rousseff, no mês de junho, em Brasília
Pelo acordo, os vistos de negócios são válidos para múltiplas entradas em um período de dois anos, permitindo ao seu titular a permanência de até 90 dias não prorrogáveis, em cada período de um ano. Os vistos serão concedidos no prazo máximo de dez dias a contar da data do pedido.
Por meio do protocolo, são beneficiários dos vistos os cidadãos que desejem fazer prospecção de mercado, participar de reuniões de negócios, assinar contratos e atividades financeiras, de gestão e administrativas, negociar projetos de investimento, além de empresários e investidores, exceto nas situações às quais se aplicam vistos de trabalho ou permanentes, que requerem autorização específica. Os vistos concedidos nos termos do acordo não permitem o exercício de qualquer atividade remunerada.
Países sul-americanos esperam estímulo ao crescimento no novo governo de Dilma
Países sul-americanos esperam estímulo ao crescimento no novo governo de Dilma

Presidenta Dilma Rousseff posa para foto oficial durante reunião da cúpula extraordinária de Chefes de Estado da UNASUL, em 29 de junho de 2012 em Mendoza, na Argentina – Foto: Roberto Stuckert Filho.
Não só os brasileiros vão estar atentos ao segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. O comportamento da economia brasileira terá impacto direto no desempenho econômico dos países vizinhos. Ao mesmo tempo, a prioridade que o governo brasileiro dará à sua política externa também vai marcar o rumo da integração regional.
Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires
Se a China é o motor dos emergentes de um modo global, o Brasil é o motor da América do Sul. Quando esse motor funciona, ele facilita a integração regional. Mas esse motor ficou em ponto morto durante o primeiro mandato da presidente Dilma. O crescimento econômico brasileiro desacelerou e os principais sócios comerciais no Mercosul entraram em recessão. E o projeto mais ambicioso de integração regional, o Mercosul, recuou. A expectativa em 2015 é que o Brasil faça reformas estruturais para voltar a crescer e estimular, assim, o crescimento dos países vizinhos.
Alunos da rede pública criam aplicativos de celular
Alunos da rede pública criam aplicativos de celular
Adolescentes do 8º ano apresentaram apps voltados à alimentação, saúde e combate ao bullying na final do Projeto Ismart Online, em SP
Por Filipe Prado
“Nós não apoiamos a automedicação, mas achamos importante informar sintomas e tratamentos para o paciente poder questionar o médico”, explica Gabrielli Fonseca, 13 anos, integrante da equipe Democráticos, que criou o aplicativo Médico Virtual para o Projeto Ismart Online. Ela conta que o app já teve 257 downloads e traça planos para aperfeiçoar o produto. “Queremos melhorar o app, queremos que seja útil. A gente quer pensar em uma alguma parceria ou patrocínio para essa segunda versão para alcançar mais usuários”.
Influência de uma língua mede-se pela capacidade de ligar línguas distantes
Influência de uma língua mede-se pela capacidade de ligar línguas distantes
Ana Gerschenfeld

Na rede de ligações linguísticas derivada do Twitter, o português é das línguas mais influentes a nível global.
Leia também: Opinião: “Assim (não) se vê a influência da língua portuguesa”
Nem o número de falantes, nem a riqueza económica são o que mais condiciona a influência de uma dada língua a nível global, conclui estudo com participação portuguesa.
Está a pensar em aprender chinês (ou melhor, mandarim) ou a aconselhar os seus filhos a optarem por essa segunda língua estrangeira? É certo que, quando olhamos para o astronómico número de pessoas que fala hoje chinês – e para o crescente poderio económico da China –, temos tendência para pensar que, a par (ou talvez em vez) do inglês, o chinês é que será a língua do futuro. Porém, a acreditar nas conclusões de um estudo realizado por uma equipa internacional, entre os quais um cientista português, essa escolha poderá não ser a mais acertada… A língua franca do futuro poderá ser outra – e as mais importantes no ranking mundial também poderão ser outras.
Os resultados, publicados na última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), mostram que, ao contrário do que se poderia pensar, influência global de uma língua mede-se principalmente pelo seu nível de ligação com outras línguas. E em particular, pela sua capacidade de mediar a comunicação entre línguas que de outra forma não conseguiriam “falar” entre si.
Moradores tentam resgatar dialetos ‘esquecidos’ no sul do país
Moradores tentam resgatar dialetos ‘esquecidos’ no sul do país
Felipe Bächtold

Aula em escola municipal em Serafina Corrêa (RS), onde o talian passará a ser ensinado nos colégios – Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress.
Em uma pequena cidade do Rio Grande do Sul, funcionários da prefeitura são orientados a falar “sorasco” em vez de “churrasco” e “sinele” no lugar de “chinelo”.
Por enquanto, isso ocorre uma vez ao ano: na semana em que se comemora a emancipação da cidade de 16 mil habitantes. Por enquanto.
Ameaçado de extinção, o talian, uma espécie de variação do italiano, só agora começa a ter gramática, dicionário e aulas. E a cidade de Serafina Corrêa, na serra gaúcha, virou um bastião na luta para preservar esse idioma.
Mas não é a única. Outras comunidades pelo Sul do país também se mobilizam para manter vivos dialetos europeus hoje quase restritos a regiões rurais e a idosos.




