IPOL

Língua é uma das maiores barreiras entre alunos indígenas e redes de ensino convencionais

Na Escola Classe do Varjão, localizada na periferia de área nobre da capital federal, quatro novatos são a sensação entre os colegas. Pira Taporé (atrás), 13 anos, Kautsará Kaluaná (esquerda), 12 anos, Tsikão Aumari (meio), 9 anos, e Janawá Taujá (direita), 6 anos, os irmãos Kamaiurás, são disputados por crianças curiosas em descobrir mais sobre os meninos indígenas que pouco falam português.

Por um lado, o acolhimento dos alunos acabou com uma das maiores preocupações do pai das crianças, Wary Kamaiurá Sabino, e dos professores: o medo de preconceito. Matriculados desde fevereiro na escola, poucos foram os episódios de “estranheza” envolvendo os indígenas e os colegas. A curiosidade tem sido usada para promover a diversidade e o respeito.

Se a chegada dos novos alunos foi um susto, de início, para a escola, depois transformou-se em desafio e, agora, as professoras responsáveis por educá-los enxergam a presença dos indígenas como um estímulo. E um presente. Lucilene de Oliveira Campos e Dulce Ritter Contini brincam com a língua tupi-guarani para integrar os estudantes.

“Ainda sou aquela professorinha que quer buscar conhecimento, aprender. Estou muito feliz. A aula é uma riqueza”, conta Lucilene. É ela quem aprende as palavras e as histórias do povo Kamaiurá com o irmão mais velho, Pira Taporé, e repassa as informações a Dulce. Nas aulas, as duas apresentam palavras indígenas aos outros e preparam um dicionário português-tupi.

Continue lendo

Ensino de línguas estrangeiras fará parte de reforma do ensino médio

O papel que o ensino das línguas estrangeiras desempenhará na reformulação do ensino médio vai fazer parte dos seminários estaduais que a comissão pretende realizar a partir do mês de abril.

A afirmação é do presidente do colegiado, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Ele destacou que esse foi um dos pontos da reformulação do ensino médio debatido por secretários de educação de todo o país, reunidos em São Luís (MA) na semana passada. O assunto também foi tema de debate nesta terça-feira (19), em audiência pública na Câmara proposta pelo deputado Francisco Praciano (PT-AM).

Continue lendo

Biblioteca infantil reúne livros infantojuvenis em diversas línguas

São Paulo vai ganhar uma biblioteca infantojuvenil diferente. Nela, as prateleiras serão ocupadas por livros em diversas línguas: inglês, francês, japonês, alemão, italiano, espanhol, além de braile e português, entre outros idiomas.

Continue lendo

O bilinguísmo como direito na educação escolar para surdos

por João Carlos Gomes, Roseane Ribas de Souza

O presente trabalho traz uma reflexão da educação inclusiva e do bilinguismo como Políticas Públicas de acesso da comunidade surda na educação escolar. O estudo apresenta como problemática os preconceitos linguísticos da língua de sinais (Libras) e reflete o uso da língua portuguesa nos processos de ensino-aprendizagem da comunidade surda. Os resultados mostram que na maioria das escolas não tem intérprete de Libras, causando uma total exclusão do surdo ao invés de inclusão. No contexto escolar brasileiro, grande parte dos alunos surdos, incluídos na escola regular, não consegue aprender devido à falta de metodologia adequada nos processos de ensino-aprendizagem da comunidade surda. O estudo mostra o bilinguismo como uma conquista da comunidade surda na busca por uma educação autônoma, diferenciada e bilíngue; e o reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais como língua materna na constituição da identidade cultural da comunidade surda. O estudo revela o olhar do multiculturalismo dos pesquisadores envolvidos numa produção literária crítica sobre a educação escolar inclusiva e a sua relação com os processos de ensino-aprendizagem da comunidade surda.

Leia o artigo na íntegra

Políticas para as Línguas Minorizadas na França

Diante da dificuldade de mudar a Constituição, o governo cria um comitê consultivo para impulsionar o plurilinguismo. O Partido Occitano acredita que as medidas da Carta Europeia das Línguas poderiam ser aplicadas por via legislativa sem ter que se ratificar. É reaberta a porta para a introdução das línguas minorizadas à nova lei educativa da França.

Continua o tira-puxa político ao redor do alcance do reconhecimento que têm de ter as línguas minorizadas na França. O Partido Occitano (POC) anunciou que hoje mesmo o ministério de Cultura francês criará o Comité Consultivo para a Promoção das Línguas Regionais e a Pluralidade Linguística Interna.

Continue lendo

Pela memória política, contra o apagamento da história

O documentário “1964 – Um Golpe contra o Brasil” de Alipio Freire tomou lugar no último dia 2 de março, no Memorial da Resistência de São Paulo, às 14 horas. O filme é uma realização do Núcleo de Preservação da Memória Política e da TVT (TV dos Trabalhadores), apoiados pelo Memorial da Resistência de São Paulo e da Secretaria de Cultura. Esta obra é mais um marco da necessidade da preservação histórica contra o apagamento da memória brasileira do fatídico episódio da ditadura militar e todas as suas implicações.

Também vale a pena conferir a entrevista de Alipio Freire para a Revista Caros Amigos.

Receba o Boletim

Facebook

Revista Platô

Revistas – SIPLE

Revista Njinga & Sepé

REVISTA NJINGA & SEPÉ

Visite nossos blogs

Forlibi

Forlibi - Fórum Permanente das Línguas Brasileiras de Imigração

Forlibi – Fórum Permanente das Línguas Brasileiras de Imigração

GELF

I Seminário de Gestão em Educação Linguística da Fronteira do MERCOSUL

I Seminário de Gestão em Educação Linguística da Fronteira do MERCOSUL

Clique na imagem

Arquivo

Visitantes