Estudos sobre a relação entre bilinguismo e cognição: o controle inibitório e a memória de trabalho
Por Bernardo Limberger e Augusto Buchweitz
A relação entre bilinguismo e cognição tem sido investigada por vários pesquisadores, tanto no Canadá, quanto mais recentemente no Brasil. Os estudos mostram que o bilinguismo pode ser um fator protetivo contra doenças degenerativas, como o Alzheimer, e estar positivamente associado a um melhor desempenho em tarefas que envolvem controle inibitório e resolução de conflitos (BIALYSTOK, 2009). Neste trabalho, temos como objetivo traçar um panorama das pesquisas brasileiras, em comparação com as canadenses. Resultados dos estudos discutidos mostram que os benefícios encontrados em bilíngues canadenses não têm sempre sido encontrados nos bilíngues do sul do Brasil falantes de português e da variedade da língua alemã denominada Hunsrückisch. É possível que a ausência da identificação do fator protetivo e das vantagens em bilíngues brasileiros esteja relacionada com as tarefas utilizadas nos estudos brasileiros e a fatores múltiplos como realidade socioeconômica distinta, escolaridade, bilinguismo não “balanceado” entre outros fatores que discutimos neste artigo.
O português na encruzilhada
Os entraves, supostamente linguísticos e técnicos, tantas vezes invocados para contrariar a aplicação do Acordo Ortográfico são sobretudo subterfúgios que visam opacificar uma discussão que se desejaria transparente», escreve a vice-presidente do ILTEC, em artigo saído em 2 de março de 2013, no semanário Expresso , o qual a seguir se transcreve na sua versão mais desenvolvida.
Obra sobre línguas étnicas na China é publicada
Uma coleção de livros sobre o estudo das línguas étnicas na China foi publicada para promover a diversidade linguística do país, declarou a Academia Chinesa das Ciências Sociais (ACCS). O livro de três volumes, o primeiro do tipo, abrange os frutos da pesquisa de línguas étnicas chinesas que foram introduzidos desde a fundação da Nova China em 1949, segundo a academia.
Educação bilíngue para surdos com LIBRAS como primeira opção de língua
Está marcada para março a inauguração da primeira Escola Bilíngue Libras e Português para surdos de Porto Velho. A unidade educacional terá que adotar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeiro opção do sistema de ensino, utilizando o português como segunda língua, conforme o projeto de lei que estabelece diretrizes e parâmetros para a criação da escola.
Educação estende implementação do ensino do umbundu nas escolas da Baía Farta, em Angola
A implementação do ensino da língua nacional umbumdu será extensivo, no presente ano letivo 2013, a todas escolas do município da Baía Farta (Benguela), afirmou o chefe da Seção de ensino da Direção Municipal da Educação, João Carlos.
Em declarações à Angop, o responsável disse que a língua nacional será dirigida aos alunos da primeira classe das 57 escolas do ensino primário existentes no município.
Manifesto da APEERJ sobre a situação do ensino de espanhol no Rio de Janeiro
Na qualidade de diretores da Associação de Professores de Espanhol do Estado do Rio de Janeiro (APEERJ), manifestamos a nossa preocupação decorrente do recebimento de notícias referentes ao ensino de espanhol nos sistemas públicos de ensino do nosso Estado, especialmente, na rede estadual e na rede municipal da cidade do Rio de Janeiro.
Em primeiro lugar, é importante recordar o pioneirismo do Rio de Janeiro no que diz respeito ao ensino de espanhol, inclusive no plano legal. Após o processo de redemocratização do país, o nosso estado foi o primeiro a incluir a língua espanhola na grade curricular das escolas da rede, ainda em 1984. A partir de então, foram aprovadas algumas leis sobre a obrigatoriedade do ensino de espanhol na Educação Básica. Em 1989, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou a Proposta Popular de Emenda ao Projeto de Constituição do Estado do Rio de Janeiro que determina o ensino obrigatório de língua espanhola na Rede Estadual. Tal determinação foi reforçada pela Lei nº. 2447/1995, que tornou obrigatório o espanhol em todas as escolas públicas de ensino fundamental e médio do estado, ou seja, ficou configurado que tanto as escolas públicas municipais quanto as estaduais, seja de ensino médio ou fundamental, deveriam incluir na grade referida disciplina.



