Arquivo do mês: março 2014

Guarani se torna idioma de trabalho no Parlasul

Tomando em consideração os antecedentes normativos do Conselho do Mercado Comum, que declara o guaraní como língua oficial do Mercosul, a Mesa Diretora do Parlasul nesses termos tomou a decisão que desde agora se realizarão as traduções simultâneas em guaraní durante o desenvolvimento das sessões plenárias do corpo legislativo, além do español e do português.

Para a incorporação plena da escritura e a oralidade em guaraní durante as sessões e documentações do Parlasur, seu Presidente, Rubén Martínez Huelmo visitará o Paraguay esta quinta e sexta-feiras, com o objeto de assinar um convênio marco de cooperação com a Secretaría de Políticas Lingüísticas (SPL) que como órgão do estado paraguaio, será o encarregado de assessorar nos procedimentos de seleção de tradutores da língua guaraní a outros idiomas e viceversa.

O convenio entre o Parlasul e a Secretaría de Políticas Lingüísticas será assinado pela ministra, Ladislaa Alcaraz de Silvero, nesta sexta-feira às 9h30m, na sede do Centro Cultural da República “El Cabildo”.

Os tradutores a ser contratados pelo Parlasul com assessoramento da SPL operarão nas sessões com as versões orais guaraní-portugués, guaraní-español e viceversa, o qual permitiria possuir um archivo oral em guaraní junto aos outros idiomas do Mercosul.

Fonte: Parlamento do Mercosul.

Conheça 4 das línguas mais interessantes do mundo

O mundo fala mais idiomas do que podemos imaginar, então não deixe de conferir esse artigo para saber mais sobre algumas das línguas mais fascinantes do planeta: Esperanto, línguas khoisan, Pirahã e Taushiro.
Leia e ouça Línguas
Por Fabrízia Ribeiro em 26/02/2014

Armindo Ngunga fala sobre a importância das línguas moçambicanas

O linguista moçambicano Armindo Ngunga dispensa qualquer apresentação. Recentemente, o @Verdade encontrou-o na Escola Superior de Jornalismo onde ia ministrar a aula inaugural sobre as línguas Bantu e aproveitou a ocasião para lhe formular três perguntas.

 @Verdade: Que a importância possui a língua materna numa sociedade como a moçambicana, por exemplo?

Armindo Ngunga: A língua materna é a coisa mais importante que todos nós temos, em qualquer sociedade. Ela confunde-se com o que cada um de nós é. O que seria de mim sem a minha língua? O mundo estaria fechado e, em resultado disso, eu não poderia comunicar-me com ninguém. As pessoas não se abririam para mim – o sentido inverso é válido – o que seria um autêntico sufoco. A língua materna faz parte da identidade de cada cidadão e de cada sociedade. E como partilhamos a língua materna com os outros, ela mantém os nossos laços de relacionamento, daí que ela se reveste de grande importância.

@Verdade: Que contributo o uso da língua materna pode trazer nas repartições públicas como os hospitais, os tribunais e as academias, por exemplo?

Armindo Ngunga: Eu não sei como é que uma pessoa se sente quando é julgada numa língua que não percebe. De repente, sucede que ela se encontra numa cela sem saber as razões, porque o juiz o julgou utilizando um idioma estranho e, nesse caso, ele nem percebeu o que aconteceu. Portanto, a língua é um instrumento muito importante na nossa vida como pessoas que vivem numa sociedade. Penso que cada pessoa devia respeitar a língua materna do outro, enquanto direito humano de se comunicar e de se defender, porque é a partir dela que isso se faz da melhor forma.

Em Moçambique, a língua materna de determinadas pessoas – 10 porcento – é o português. No entanto, há pessoas que, não falando o português, é-lhes recusada a possibilidade de sobreviver porque os médicos, por exemplo, não se comunicam com elas nas suas línguas. Por essa razão, invariavelmente, os doentes não explicam devidamente de que padecem. Quando o paciente e o médico não partilham a mesma língua, o doente corre sérios riscos de vida. A língua é um meio importante que, se bem utilizado, pode salvar a nossa vida, mas também nos pode matar.

@Verdade: Que contributo a língua materna pode trazer no acesso às fontes de informação, em Moçambique, tendo em conta as várias áreas do saber?

Armindo Ngunga: Se a comunicação social, por exemplo, usasse as línguas maternas moçambicanas nós teríamos uma vasta área de conhecimento a gerar algum tipo de interacção no nosso seio. Qualquer língua é sempre um meio activo para o acesso ao intelecto. Por isso, acredito que se nós utilizássemos as nossas línguas maternas nos estabelecimentos de ensino, como meio de acesso à informação universal – e porque ao longo do tempo, os seres humanos aperfeiçoaram os conhecimentos veiculados em determinadas línguas pré-seleccionadas – resolveríamos facilmente e melhor os nossos problemas, na academia, do que agora que utilizamos as línguas estrangeiras.

As línguas maternas permitem que as crianças se sintam confortáveis na escola. A sua não utilização provoca um sufoco aos petizes, porque eles não compreendem o que o professor diz e nem podem reagir porque não têm como fazê-lo. Até podem reprovar nos exames porque não conseguem dizer aquilo que sabem na língua que a norma lhes obriga a fazê-lo.

Fonte: http://www.verdade.co.mz/

Receba o Boletim

Facebook

Revista Platô

Revistas – SIPLE

Revista Njinga & Sepé

REVISTA NJINGA & SEPÉ

Visite nossos blogs

Forlibi

Forlibi - Fórum Permanente das Línguas Brasileiras de Imigração

Forlibi – Fórum Permanente das Línguas Brasileiras de Imigração

GELF

I Seminário de Gestão em Educação Linguística da Fronteira do MERCOSUL

I Seminário de Gestão em Educação Linguística da Fronteira do MERCOSUL

Clique na imagem

Arquivo

Visitantes