Questões indígenas

Conhecimento indígena é preservado em livro de papel sintético

Conhecimento indígena é preservado em livro de papel sintético

Por Karina Toledo

Obra descreve 109 espécies de plantas medicinais e seus usos. Pajé da etnia Huni Kuĩ, no Acre, é idealizador do projeto e papel é resultado de pesquisa apoiada pela FAPESP (foto:Pascale/divulgação)

Obra descreve 109 espécies de plantas medicinais e seus usos. Pajé da etnia Huni Kuĩ, no Acre, é idealizador do projeto e papel é resultado de pesquisa apoiada pela FAPESP (foto:Pascale/divulgação)

Agência FAPESP – Um papel sintético feito de plástico reciclado – resultado de uma pesquisa desenvolvida com apoio da FAPESP – está ajudando a preservar o conhecimento sobre plantas medicinais transmitido oralmente há séculos pelos pajés do povo Huni Kuĩ do rio Jordão, no Acre.

Descrições de 109 espécies usadas na terapêutica indígena, bem como informações sobre a região de ocorrência e as formas de tratamento, foram reunidas no livro Una Isĩ Kayawa, Livro da Cura, produzido pelo Instituto de Pesquisa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (IJBRJ) e pela Editora Dantes.

A obra teve uma tiragem de 3 mil exemplares em papel comum, cuchê, voltada ao grande público e lançada recentemente no Rio de Janeiro e em São Paulo. Outros mil exemplares, destinados exclusivamente aos índios, foram feitos com papel sintético, que é impermeável e tem a textura de papel cuchê, com o intuito de aumentar a durabilidade no ambiente úmido da floresta. O lançamento foi realizado com uma grande festa em uma das aldeias dos Huni Kuĩ do rio Jordão.

O trabalho de pesquisa e organização das informações durou dois anos e meio e foi coordenado pelo botânico Alexandre Quinet, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O grande idealizador do projeto, porém, foi o pajé Agostinho Manduca Mateus Ĩka Muru, que morreu pouco tempo antes de a obra ser concluída.

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El primer canal de TV del Ecuador producido por indígenas tiene sede en Cotopaxi

El primer canal de TV producido por indígenas tiene sede en Cotopaxi

COTOPAXITV MICC empezó a transmitir en febrero de 2009. Emite la mayor parte de su programación en quichua, a través del canal 47, y tiene cobertura en la Sierra-Centro del país.

El 24 de septiembre de 2008 el Movimiento Indígena Campesino de Cotopaxi (MICC) firmó un convenio con el Consejo Nacional de Radio y Televisión (Conartel) para obtener un espacio para transmitir en señal abierta.

“Los indígenas queremos vernos en la televisión, vernos reflejados como nos vemos a nosotros mismos, no desde una mirada externa. Ya estamos cansados de ver a políticos, de ver a las estrellas extranjeras. El indígena ya no está a 4.000 metros de altura, está en las ciudades, en las plazas, en las instituciones. Queremos mostrar esa nueva realidad del indígena en la pantalla”, aseguraba José Venegas (foto), gerente de TV MICC, un canal de televisión abierta netamente manejado y producido por comunidades indígenas de Cotopaxi.

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México: Nueve de cada 10 indígenas en prisión no reciben apoyo de un intérprete traductor durante su detención y proceso penal

Falta traductor a 90% de reos indígenas

El caso de Jacinta Francisco Marcial, indígena acusada del secuestro de seis policías, tuvo diversas irregularidades, entre ellas la falta de un intérprete.

El caso de Jacinta Francisco Marcial, indígena acusada del secuestro de seis policías, tuvo diversas irregularidades, entre ellas la falta de un intérprete.

Según Javier Cedillo, director general de Asuntos Jurídicos de la Comisión Nacional para el Desarrollo de los Pueblos Indígenas (CDI), México, esto implica que la mayoría de las personas indígenas desconocen por qué fueron detenidas, de qué fueron acusadas y cuál es el proceso que llevan.

“En 2013, el 91 por ciento de los indígenas declaró en entrevista (con la CDI) que no fue asistido por interprete traductor. Esta violación al debido proceso es algo en lo que debemos trabajar”, afirmó en entrevista.

Datos de la Comisión Nacional de Derechos Humanos (CNDH) indican que la mayoría de los presos también han sido víctimas de detención arbitraria, incomunicación y de tratos crueles o degradantes.

En dicho sentido, Cedillo advirtió que las prisiones están llenas de indígenas sin recursos económicos para pagar las fianzas. Continue lendo

Indígenas criticam cobertura tendenciosa da mídia catarinense

Índios dão versão sobre as terras no Morro dos Cavalos, em Palhoça

Coletiva foi realizada na sede da Funai em São José (Foto: Karina Schaefer / Tudo Sobre Floripa)

Coletiva foi realizada na sede da Funai em São José (Foto: Karina Schaefer / Tudo Sobre Floripa)

Junto com representante da Funai, Caciques falaram com a imprensa nesta terça-feira

A pedido do Cacique Marco Guarani, da Terra Indígena do Maciambu, uma coletiva de imprensa foi organizada nesta terça-feira (12/08), na sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) em São José, para dar resposta a algumas afirmações feitas em uma matéria divulgada na última semana. No encontro, os índios demostraram indignação e rebateram acusações que encararam como racismo midiático.

Entre os presentes estavam, além do Cacique Marco e do coordenador da Funai Regional Litoral Sul, João Maurício Farias, o Cacique Hyral Moreira, do território indígena de Biguaçu; a Cacica Eunice Antunes, do Morro dos Cavalos; e Leonardo da Silva Gonçalves, índio Guarani e funcionário da Funai. Eles defenderam a área do Morro dos Cavalos como legitimamente indígena, e argumentaram que nunca deixaram de dialogar com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

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Dia Internacional dos Povos Indígenas é celebrado neste sábado, 9 de agosto

Dia Internacional dos Povos Indígenas é celebrado neste sábado (9)

Indígenas lutam para manter cultura e costumes de seus povos - Foto: Mayke Toscano/GEMT

Indígenas lutam para manter cultura e costumes de seus povos – Foto: Mayke Toscano/GEMT

Censo Demográfico 2010 revelou que o Brasil possui 817.963 mil indígenas, representando 305 diferentes etnias. Foram registradas 274 línguas indígenas

Neste dia 9 de agosto, o mundo celebra o Dia Internacional dos Povos Indígenas, instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Comemorada há 15 anos, a data, criada com o empenho e a participação de indígenas de várias partes do mundo, é fruto de uma conquista para a visibilidade internacional necessária para a defesa da integridade física e cultural que circundam esses povos.

Em mensagem por ocasião do Dia em 2014, a Diretora-Geral da Unesco Irina Bokova lembra que a data é uma oportunidade para que todos se mobilizem para acabar com as desigualdades que ainda existem na realização efetiva dos direitos dos povos indígenas. “Esta questão é fundamental hoje e no futuro, com vistas à configuração da agenda para o desenvolvimento pós-2015”, afirma Bokova.

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Na luta pela revalorização de seu idioma e cultura, os Paumari realizam primeiro Campeonato na Língua Paumari

Na luta pela revalorização de seu idioma e cultura, os Paumari realizam primeiro Campeonato na Língua Paumari

Por Oiara Bonilla
Fotos: Oiara Bonilla e Funai

Cartaz-do-Campaonato-PaumariEm 15 de julho de 2014, o barco Rio Purus, da Coordenação Regional (CR) da FUNAI de Lábrea, partiu rumo à aldeia São Clemente, situada na Terra Indígena Paumari do Lago Marahã, à beira do Rio Purus, no sul do estado do Amazonas. No barco viajavam umas 60 pessoas, provenientes de aldeias mais próximas à cidade, e alguns membros de instituições parceiras, como o Conselho Indigenista Missionário, as Universidades Federais do Amazonas e do Rio de Janeiro e a própria Fundação Nacional do Índio. O Campeonato na Língua Paumari, idealizado há vários anos por eles e realizado pela organização indígena regional (Federação das Organizações Indígenas do Médio Purus) e pela CR da FUNAI de Lábrea, com recursos do Museu do Índio do Rio de Janeiro, aconteceu nos dias 16 a 18 de julho, reunindo aproximadamente 300 participantes, de toda a Terra Indígena.

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