Na luta pela revalorização de seu idioma e cultura, os Paumari realizam primeiro Campeonato na Língua Paumari
Na luta pela revalorização de seu idioma e cultura, os Paumari realizam primeiro Campeonato na Língua Paumari
Por Oiara Bonilla
Fotos: Oiara Bonilla e Funai
Em 15 de julho de 2014, o barco Rio Purus, da Coordenação Regional (CR) da FUNAI de Lábrea, partiu rumo à aldeia São Clemente, situada na Terra Indígena Paumari do Lago Marahã, à beira do Rio Purus, no sul do estado do Amazonas. No barco viajavam umas 60 pessoas, provenientes de aldeias mais próximas à cidade, e alguns membros de instituições parceiras, como o Conselho Indigenista Missionário, as Universidades Federais do Amazonas e do Rio de Janeiro e a própria Fundação Nacional do Índio. O Campeonato na Língua Paumari, idealizado há vários anos por eles e realizado pela organização indígena regional (Federação das Organizações Indígenas do Médio Purus) e pela CR da FUNAI de Lábrea, com recursos do Museu do Índio do Rio de Janeiro, aconteceu nos dias 16 a 18 de julho, reunindo aproximadamente 300 participantes, de toda a Terra Indígena.
7mo Curso de Intérpretes y Traductores de Lenguas Indígenas
El Ministerio de Cultura realiza convocatoria para el 7mo curso de intérpretes y traductores de lenguas indígenas
El curso tiene como objetivo capacitar a hablantes de lenguas originarias como traductores e intérpretes a fin de fortalecer los derechos lingüísticos de los pueblos indígenas u originarios.
El Ministerio de Cultura a través del Viceministerio de Interculturalidad y la Dirección de Lenguas Indígenas (DLI) inicia la convocatoria para el séptimo curso de Intérpretes y Traductores en Lenguas Indígenas. Este curso tiene como objetivo capacitar a hablantes de lenguas originarias como traductores e intérpretes con el fin de fortalecer los derechos lingüísticos de la población hablante de alguna de las 47 lenguas oficiales del Perú en el marco de la implementación de la Ley de Lenguas (Ley N° 29735).
En esta ocasión se están priorizando las siguientes lenguas: Nahua (Yora), Iquitu, Jaqaru, Shiwilu, Capanahua, Sharanahua, Mastanahua, Yaminahua, Amahuaca, Kichwa (Variedad Santarosino), Aimara, Ocaina, Kakinte y Quechua (variantes: Yaro, Huanca, Chanka y sureño), debido a la demanda de traductores en servicios como salud, justicia o inclusión social. Además se está abriendo la convocatoria para contar con intérpretes en las regiones que aún no tienen personal formado para esta tarea. Entre ellas se encuentran Arequipa, Tacna, Moquegua, Ica, Pasco y Lambayeque
La convocatoria se dirige principalmente a hablantes de estas lenguas que residan en Lima, Chiclayo (*), Tacna, Arequipa, Huancayo, Cusco, Iquitos, Ciudad de Puno, Tarapoto, Puerto Maldonado, Pucallpa y otras ciudades donde se encuentre población migrante. Esta prioridad obedece a la demanda de instituciones que requieren traductores e intérpretes debidamente capacitados y con facilidad de acceso para atender emergencias. Cabe señalar que hasta la fecha han sido capacitados 178 intérpretes en 26 lenguas distintas
Los interesados en participar pueden enviar su hoja de vida a la Dirección de Lenguas Indigenas o virtualmente a cursodeinterpretes@cultura.gob.pe. La convocatoria estará abierta hasta el 13 de agosto.
Documentos
Cronograma – Convocatoria
Convocatoria – 7mo curso de intérpretes y traductores
Formato Hoja de Vida – Postulación
Fonte: Ministerio de Cultura – Perú
Funai prevê chegada em massa de índios isolados na fronteira do AC
Funai prevê chegada em massa de índios isolados na fronteira do AC
Manaus (EFE/Amazônia Real) – Uma equipe responsável pelo contato com índios desconhecidos da fronteira do Acre com o Peru enfrentou a desconfiança e o medo para convencê-los a tratar, com remédios dos “brancos”, uma gripe capaz de exterminar a tribo, que vive em local de difícil acesso no oeste da Amazônia.
Em entrevista à agência Amazônia Real, o coordenador-geral de Índios Isolados e Recém Contatados da Funai, Carlos Lisboa Travassos, explicou que os índios isolados recém contatados foram identificados como o povo do rio Xinane, pertencente ao tronco linguístico Pano.
Projeto audiovisual registra e disponibiliza gratuitamente rico acervo musical de povos indígenas amazonenses
Ritmos da Amazônia
Sofia Moutinho

Uma equipe de produtores musicais e cineastas viajou pela Amazônia ocidental registrando as danças e os ritmos indígenas.
Projeto audiovisual registra e disponibiliza gratuitamente rico acervo musical de povos indígenas amazonenses que reúne dos cantos tradicionais ao hip-hop.
Tradição e cultura contemporânea convivem nos sons dos grupos musicais de raiz indígena na Amazônia. De um lado, instrumentos típicos, como a flauta jupurutu e o pau-de-chuva, belissimamente combinados com cantos coletivos chorosos – pura tradição. De outro, guitarras distorcidas, sanfonas e teclados com canções em português e línguas indígenas embaladas até pelo estrangeiro ritmo do hip-hop americano. Toda essa variedade musical pode ser ouvida e vista na página do projeto Música das Cachoeiras.
Com um acervo aberto de 4 horas de músicas e 10 vídeos, o site é fruto de uma viagem que refez os passos da expedição do etnógrafo alemão Koch-Grünberg, que há mais de 100 anos, entre 1903 e 1913, fez o primeiro registro audiovisual da vida cotidiana e das manifestações artísticas e culturais dos povos indígenas da Amazônia Ocidental.
II Seminário Infância Criança Indígena
II Seminário Infância Criança Indígena
O II Seminário Infância Criança Indígena está sendo organizado pela Universidade Federal de São Carlos, sob coordenação da Prof.ª Drª Clarice Cohn, em continuidade à 1ª edição, organizada pela Universidade Católica Dom Bosco, (UCDB), Mato Grosso do Sul, no ano de 2011.
Nesta edição, o evento ocorrerá entre os dias 18 e 22 de agosto de 2014.
Para maiores informações, como prazos de inscrição e programação completa, visite o site do evento.
Língua e Política: dialogando com os Guarani do Chaco Boliviano
Língua e Política: dialogando com os Guarani do Chaco Boliviano
A coordenadora do IPOL, Rosangela Morello, juntamente com a professora Marci Fileti Martins, da Universidade Federal de Rondônia – UNIR, estiveram, entre os dias 28 de junho a 09 de julho, na Bolívia, precisamente, na região do Gran Chaco Boliviano, para um trabalho de pesquisa junto às comunidades falantes do Guarani.
O trabalho faz parte do projeto “As Línguas Tupi faladas dentro e fora da Amazônia: do Vale do Guaporé à Bacia Platina”, coordenado pela professora Marci Fileti Martins e que pretende fornecer subsídios para documentação, descrição e análise das línguas indígenas, com ênfase nas línguas Tupi distribuídas a oeste da bacia hidrográfica do rio Amazonas, especificamente na bacia do Madeira, nos vales do Guaporé e Mamoré (Estado de Rondônia, no Brasil e Departamentos de Santa Cruz, Chuquisaca e Tarija, na Bolívia), e aquelas situadas fora da Amazônia, as variedades modernas da língua Guarani faladas tanto em território brasileiro (Estados de Mato Grosso do Sul-MS, Santa Catarina-SC, Paraná-PR e Rio Grande do Sul-RS, Rio de Janeiro-RJ e Espírito Santo-ES), quanto as faladas no Paraguai e na Argentina.
Com objetivos diferenciados, mas complementares, as professoras visitaram a cidade de Camiri, na Província de Cordillera, no Departamento de Santa Cruz, que é a sede das organizações Guarani e uma das regiões com maior número de comunidades e falantes. Enquanto Marci Fileti Martins está interessada no estudo comparativo entre o Guarani do Chaco boliviano e o Guarani Mbya, Rosangela Morello está preocupada com as questões de política linguística para ensino bilíngue e para valorização da língua de modo mais amplo. Segundo as pesquisadoras, essas duas questões são importantes para o estudo e a instrumentalização do Guarani falado hoje, no continente sul americano. O Guarani, língua oficial do Paraguai juntamente com o Espanhol, é uma das línguas nacionais da Bolívia, dentre outras 34 línguas, é língua de trabalho do Mercosul e no Brasil, foi inventariada e deverá ser reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Nação.
Segundo as pesquisadoras, a experiência boliviana, especialmente Guarani, no que diz respeito à educação bilíngue e sua implementação pelas políticas públicas, possui especificidades que podem contribuir para os trabalhos que estão sendo desenvolvidos no Brasil, um país tão plurilíngue quanto a Bolívia.
O estudo comparativo, por sua vez, mostra-se importante para a pesquisa linguística seja do ponto de vista da classificação (tipológica ou genética) das línguas Tupi Guarani (TG) quanto para os estudos teóricos. “Argumento em favor da singularidade das relações de parentesco entre o Guarani Mbya e Guarani do Chaco Boliviano, pois acredito ser um caso exemplar envolvendo os processos migratórios das línguas e a(s) cultura(s) TG e, portanto, reveladoras para os estudos dos complexos Guarani e Boliviano”, afirma Marci Fileti Martins.
De acordo com Rosangela Morello, “o recente reconhecimento do pluri e do multilinguismo no Brasil, atrelado à cooficialização de línguas e à política do Inventário Nacional da Diversidade Linguística no qual se insere o Inventário da Língua Guarani Mbya, exige que aprimoremos as políticas de fomento e valorização das línguas, o que torna muito significativo o conhecimento das experiências em educação e gestão linguística por um país assumidamente plurinacional como a Bolívia”.







