Vídeos vencedores do Imagine-PanGea agora têm legendas em guarani

Tradutora/translator: Joana Mongelo (é ela na foto: 1ª Mestre Guarani do Sul do Brasil) / Legendas: Eike Hirsch
O Projeto Imagine comunica que os vídeos vencedores do Imagine-PanGea agora têm legendas em guarani!
Não esqueça de selecionar o idioma desejado na própria tela do vídeo.
Assista:
El guaraní antiguo: de la historia a la lengua
Curso libre. El guaraní antiguo. De la historia a la lengua.
Docente. Dr. Leonardo Cerno (CONICET, Argentina)
Fechas: 27 a 31 de agosto
Organización: Cuatro encuentros de 4 h.
Inscrições gratuitas e poderão ser feitas no primeiro dia.
Local: Auditório Celso Pedro Luft do Instituto de Letras – Campus do Vale. Continue lendo
SEJEL/AM prestigia Jogos Indígenas do Alto Solimões, em Benjamin Constant
O secretário da Sejel, Manoel Almeida, esteve presente da abertura dos jogos e disse que o esporte ajuda a diminuir a violência nas comunidades
Cerca mil pessoas participaram da abertura da 2ª Copa Indígena do Alto Solimões, em Benjamin Constant, município distante 1.100 quilômetros de Manaus. O evento, que conta com o apoio do Governo do Amazonas, e está sendo realizado na comunidade Filadélfia, área indígena da cidade de Benjamin Constant, e foi inteiramente traduzido para a língua materna dos Tikunas.
Participaram da cerimônia o secretário de Estado de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), Manoel Almeida; o diretor de Política Intersetorial do Ministério do Esporte, Rafael Azevedo; a gerente de Política de Esporte para a população indígena do Ministério do Esporte, Débora Nascimento; o prefeito de Benjamin Constant, David Nunes; o vice- prefeito de Tabatinga, Plínio Cruz; lideranças indígenas; parlamentares da região; representantes das Forças Armadas; e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Continue lendo
Pesquisa de Aluno do Uniaraxá é destaque em eventos nacionais

O Encontro Nacional de Engenharia de Produção (Enegep) acontece, anualmente, desde 1981. A partir de 1986, passou a ser organizado pela Associação Brasileira de Engenharia de Produção (Abepro); Entidade que agrega profissionais, pesquisadores, estudantes e professores interessados no desenvolvimento da Engenharia de Produção no país. Continue lendo
Como amansar a escola? O barro, o jenipapo, o giz
Duas mestras Xakriabá que trabalham com barro – dona Libertina Ferro e dona Lurdes Evaristo – foram convidadas pela Faculdade de Arquitetura da UFMG para serem professoras da disciplinaArquitetura e Cosmociência. Elas moram na terra indígena de São João das Missões, norte de Minas, e viajaram pela primeira vez a Belo Horizonte. Encerraram o Programa Saberes Tradicionaiscom aulas práticas, construindo no campus Pampulha da Universidade Federal uma casa tradicional de pau-a-pique com pinturas artísticas de pigmentos de toá e telhas de barro. Foi quando um aluno, com calculadora à mão, perguntou:
– Como é que se mede o espaçamento da madeira? Qual a quantidade de barro?
– São três mãos cheias de barro para cada quadrado – foi a resposta de uma das mestras, que encheu a mão e mostrou na hora como se fazia.
Os futuros arquitetos indagaram quanto tempo durava uma casa xakriabá e foram informados que entre quatro a seis anos, dependendo da fase da lua no momento de retirar o barro. Um deles, então, ofereceu uma técnica capaz de manter em pé durante a vida toda casas tão bonitas como aquela.
– Não, meu filho. Obrigado, mas isso é perigoso. Se aceito sua oferta, como é que vou ensinar meus filhos e netos a construir? Não é a casa que tem que durar, mas o conhecimento. A casa usada se desfaz justamente para que eles observem como se faz uma nova. A casa cai, mas se fica a forma de aprender, a gente levanta outras e é assim que o conhecimento permanece, circula e se renova.
A construção da casa, em 2015, foi narrada por Célia Xakriabá Mīndã Nynthê nesta terça-feira (31), na Universidade de Brasília (UnB) durante a defesa de sua dissertação de mestrado, que discute a reativação da memória e a lógica territorializada, com reflexões epistemológicas sobre os caminhos da educação numa temporalidade marcada pelo barro, o jenipapo e o giz. Continue lendo



