Para linguista angolano, afirmação da identidade cultural passa pela valorização das línguas nacionais
Cunene, Angola: Afirmação da identidade cultural passa pela valorização das línguas nacionais
Ondjiva – O linguista angolano António Ngula Chivinga disse hoje, terça-feira, 29/09, em Ondjiva, província do Cunene, que a afirmação da identidade cultural de um povo passa também pela valorização das línguas nacionais, daí a importância de ser falada em locais públicos.
A importância das línguas para o mundo moderno

Kung – Foto: Henrique Gobbi.
A importância das línguas para o mundo moderno
Henrique Gobbi*
Existem cerca de 7.000 línguas faladas no mundo e quase a metade enfrentam o risco de desaparecer até o final deste século. Entre os motivos estão a integração dos povos tradicionais a culturas dominantes e a globalização, segundo a UNESCO. Mas o que acontecerá quando centenas de idiomas deixarem de existir? Afinal, qual é a importância da diversidade linguística para o mundo moderno?
Museu Afro Brasil recebe exposição ‘Gullah, Bahia, África’

Dois entrevistados sorridentes, Nigéria, 1951 Créditos: Coleção Lorenzo Dow Turner, arquivos do Anacostia Community Museum, Smithsonian Institution, doação de Lois Turner Williams.
Museu Afro Brasil recebe exposição ‘Gullah, Bahia, África’
Mostra exibirá vida e pesquisa de Lorenzo Dow Turner, primeiro linguista afro-americano, que descobriu o dialeto “gullah” nos EUA, com ramificações no Brasil
O Museu Afro Brasil recebe, até o dia 18 de outubro, a exposição “Gullah, Bahia, África”, mostra que apresenta ao público a vida e a pesquisa pioneira desenvolvida pelo primeiro linguista afro-americano, Lorenzo Dow Turner, expoente acadêmico da comunidade negra americana nos anos 1930. O museu tem entrada Catraca Livre e a expo pode ser visitada de terça a domingo, das 10h às 17h.
Ensinar a ler e a escrever na língua que o aluno fala é o lema de organização de sociedade civil moçambicana
A melhor maneira de alfabetizar alguém é ensinar a ler e a escrever na língua que ele fala, afirmam fundadoras da Associação Progresso, laureada pela UNESCO
Adérito Caldeira
Oficialmente quase metade dos moçambicanos ainda é analfabeta, e nas zonas rurais o número é muito maior, particularmente entre as mulheres adultas e jovens. No Moçambique real, esses números poderão ser maiores pois a alfabetização em língua portuguesa tem tido resultados pouco positivos e há jovens que saem da 7ª classe sem ainda saberem ler nem escrever. “A melhor maneira para alfabetizar alguém, seja criança ou adulto, é ensina-los a ler e a escrever, ensinar as letras na língua que ele fala”, foi a solução encontrada por uma das fundadoras da Associação Progresso que trabalha nesta área há cerca de duas décadas.
Escritor angolano lançará Dicionário Português Kikongo no ILABANTU
Escritor angolano lançará Dicionário Português Kikongo no ILABANTU
V Conversa de Terreiro deste ano pretende trazer ao Brasil importantes personalidades do mundo acadêmico e autoridades tradicionais do universo bantu
O escritor angolano Francisco Narciso Cobe estará na cidade de Itapecerica da Serra, região metropolitana da Grande São Paulo dias 22 e 23 de agosto deste ano para lançamento do seu mais recente trabalho, o novo Dicionário Português-Kikongo, concretizando um sonho em uma das duas áreas da sua formação científica – ciências da linguagem.
Aprovado uso de línguas moçambicanas nas assembleias provinciais
Aprovado uso de línguas moçambicanas nas assembleias provinciais
Pela primeira vez, as línguas moçambicanas serão usadas como instrumento de trabalho nas assembleias provinciais do país, pondo fim ao exclusivo que era reservado ao português, a língua oficial. A decisão foi tomada em julho passado (14) pelo Conselho de Ministros.
Moçambique é um dos países onde o português tem o estatuto de língua oficial, mas é falada essencialmente como segunda língua pela maioria da população, que se comunica nas línguas locais. É “um grande avanço quando se diz que um membro da Assembleia Provincial está autorizado a usar a sua língua e que o órgão tem de criar condições de tradução e interpretação nas línguas que ele usar naquele local”, considera o docente e investigador de línguas moçambicanas Armindo Ngunga. “Se estamos a falar de democracia, não pode haver participação se as pessoas não usarem a língua que melhor dominam”, acrescenta Armindo.


