Uma nação, várias línguas
A colonização portuguesa deixou marcas profundas na história linguística do Brasil. Das 1.078 línguas indígenas faladas nos anos de 1.500, restam cerca de 180. A política monolíngue adotada pela Coroa, na qual a língua portuguesa deveria ser a única legítima nas terras tupiniquins, se perpetuou ao longo dos anos e deixou vestígio também nas línguas de imigração, africanas e de sinais. Com o objetivo de dar visibilidade à pluralidade linguística brasileira ainda existente e fomentar políticas voltadas para a manutenção dessas línguas, foi instituído o inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL). Publicado em dezembro pela presidência da República, o Decreto n° 7.387 prevê a criação de um sistema informatizado que abrigue a documentação das diversas línguas brasileiras.
Políticas Linguísticas no Brasil: o reconhecimento das línguas brasileiras e as demandas por ações articuladas e inovadoras
A implantação, pela primeira vez no Brasil, de uma política nacional de reconhecimento das línguas brasileiras através do Inventário Nacional da Diversidade Linguística, INDL (Decreto 7.387, de 09 de dezembro de 2010), aliada à crescente política de cooficialização de línguas por municípios em diferentes regiões do país – atualmente temos 09 línguas cooficiais em 11 municípios, sendo 5 indígenas e 4 de imigração, marcam um novo papel do Estado no trato de suas línguas e daqueles que as falam, e ao mesmo tempo suscita um salutar debate sobre os desafios que se colocam para a construção de políticas públicas participativas, que respeitem e promovam o direito às línguas em sua diversidade.
Considerando estes desafios, o texto A Carta de Maputo e as Políticas Linguísticas no Brasil. argumenta sobre a necessidade de se pensar iniciativas articuladas e de largo alcance, vindo a dialogar ativamente com todos os interessados em ações de promoção das línguas.
Leia o texto na íntegra:
As línguas da América Latina e sua importância no mundo: espanhol, português e línguas indígenas
Que línguas são usadas na América Latina? Quantas pessoas falam espanhol, português, aimara, quechua ou guarani? Até que ponto são importantes em um mundo globalizado? Espanhol, português e línguas indígenas têm diferentes cenários, mas sua análise e estudo são, em qualquer caso, necessários para conhecer o mundo latino-americano do passado, presente e futuro.
Tocantínia passa a ter Akwê Xerente como língua co-oficial e recebe Centro de Educação Indígena
Foi aprovado na Câmara de vereadores de Tocantínia a oficialização da língua indígena Akwen Xerente como a segunda língua oficial no município, tornando-se o quarto no Brasil a adotar essa iniciativa. Na justificativa do projeto os vereadores alegam que na prática, significa que a prestação de serviços públicos básicos na área de saúde, campanhas de prevenção de doenças e tratamentos passam a ser realizados em Akwê e em português.
Com a aprovação a prefeitura apoiará e vai incentivar o ensino da língua akwê nas escolas e nos meios de comunicação do município. Os vereadores consideraram ainda que em Tocantínia a população indígena Xerente, já chega a quase 50% da população, sendo necessário um tratamento especial no que tange ao reconhecimento e respeito a cultura e a língua Akwê Xerente.
Em solidariedade, e por justiça!
O IPOL manifesta seu profundo pesar com a tragédia na Boate Kiss, em Santa Maria, e manifesta seu apoio a todas as ações necessárias para que se cumpram medidas de punição ao ocorrido e de proteção da vida em qualquer situação.





