Brasil e Angola firmam acordo para facilitar concessão de visto
Brasil e Angola firmam acordo para facilitar concessão de visto
Os governos brasileiro e angolano firmaram acordo para facilitar a concessão de visto entre os dois países. O protocolo foi publicado na edição do dia 5 de janeiro do Diário Oficial da União.
O acordo foi assinado no âmbito da reunião entre o presidente José Eduardo dos Santos e a presidenta Dilma Rousseff, no mês de junho, em Brasília
Pelo acordo, os vistos de negócios são válidos para múltiplas entradas em um período de dois anos, permitindo ao seu titular a permanência de até 90 dias não prorrogáveis, em cada período de um ano. Os vistos serão concedidos no prazo máximo de dez dias a contar da data do pedido.
Por meio do protocolo, são beneficiários dos vistos os cidadãos que desejem fazer prospecção de mercado, participar de reuniões de negócios, assinar contratos e atividades financeiras, de gestão e administrativas, negociar projetos de investimento, além de empresários e investidores, exceto nas situações às quais se aplicam vistos de trabalho ou permanentes, que requerem autorização específica. Os vistos concedidos nos termos do acordo não permitem o exercício de qualquer atividade remunerada.
Articulação Brasil-China: Projeto Transul como alavanca de desenvolvimento
Opinião
Articulação Brics-Unasul como alavanca do desenvolvimento brasileiro
J. Carlos de Assis*
A economia brasileira passa por uma fase de estagnação que pode prolongar-se por anos caso não se consiga mobilizar um conjunto de forças capaz de deslanchar um novo ciclo de crescimento sustentável. É nossa convicção que esse conjunto de forças pode resultar de uma articulação industrial com a China tendo em vista interesses recíprocos que devem ser contemplados a partir de iniciativas convergentes. Abaixo se expõem razões brasileiras que justificam iniciativa nesse sentido, o projeto Transul, e em seguida as razões chinesas para o mesmo projeto. Nas conclusões, volta-se ao exame das perspectivas econômicas brasileiras no sentido de esclarecer os estreitos graus de liberdade de nossa política macroeconômica atual se mantida no curso convencional, ortodoxo ou heterodoxo, e indica-se a contribuição que o projeto Transul poderá dar de forma a alargar esses graus de liberdade macroeconômica.
Países sul-americanos esperam estímulo ao crescimento no novo governo de Dilma
Países sul-americanos esperam estímulo ao crescimento no novo governo de Dilma

Presidenta Dilma Rousseff posa para foto oficial durante reunião da cúpula extraordinária de Chefes de Estado da UNASUL, em 29 de junho de 2012 em Mendoza, na Argentina – Foto: Roberto Stuckert Filho.
Não só os brasileiros vão estar atentos ao segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. O comportamento da economia brasileira terá impacto direto no desempenho econômico dos países vizinhos. Ao mesmo tempo, a prioridade que o governo brasileiro dará à sua política externa também vai marcar o rumo da integração regional.
Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires
Se a China é o motor dos emergentes de um modo global, o Brasil é o motor da América do Sul. Quando esse motor funciona, ele facilita a integração regional. Mas esse motor ficou em ponto morto durante o primeiro mandato da presidente Dilma. O crescimento econômico brasileiro desacelerou e os principais sócios comerciais no Mercosul entraram em recessão. E o projeto mais ambicioso de integração regional, o Mercosul, recuou. A expectativa em 2015 é que o Brasil faça reformas estruturais para voltar a crescer e estimular, assim, o crescimento dos países vizinhos.
Alunos da rede pública criam aplicativos de celular
Alunos da rede pública criam aplicativos de celular
Adolescentes do 8º ano apresentaram apps voltados à alimentação, saúde e combate ao bullying na final do Projeto Ismart Online, em SP
Por Filipe Prado
“Nós não apoiamos a automedicação, mas achamos importante informar sintomas e tratamentos para o paciente poder questionar o médico”, explica Gabrielli Fonseca, 13 anos, integrante da equipe Democráticos, que criou o aplicativo Médico Virtual para o Projeto Ismart Online. Ela conta que o app já teve 257 downloads e traça planos para aperfeiçoar o produto. “Queremos melhorar o app, queremos que seja útil. A gente quer pensar em uma alguma parceria ou patrocínio para essa segunda versão para alcançar mais usuários”.
Lançado livro sobre ideologias linguísticas relacionadas à internacionalização do português
Lançado livro sobre ideologias linguísticas relacionadas à internacionalização do português
Acaba de ser lançado, pela Editora Routledge, o livro Global Portuguese: Linguistic Ideologies in Late Modernity, editado por Luiz Paulo Moita-Lopes. O livro faz parte da série Routledge Critical Studies in Multilingualism, editada por Marilyn Martin-Jones.
Acesse aqui a página do livro.
Este livro tem como objetivo desconstruir e problematizar ideologias linguísticas relacionadas com o português na modernidade tardia e questionar os pressupostos teóricos que nos levaram a chamar o português como ‘uma língua’. Tal esforço é crucial quando se sabe que o português é uma língua que é cada vez mais internacionalizada, sendo usado como língua oficial em quatro continentes (em dez países), e que tem desempenhado um papel relevante no chamado mercado linguístico a partir das transformações geopolíticas em um mundo multipolar. O livro cobre uma grande variedade de contextos sociais, políticos e históricos em que o português é usado (no Brasil, Canadá, Timor-Leste, Inglaterra, Portugal, Moçambique e Uruguai), e considera diversas práticas linguísticas. Através desta crítica, os colaboradores traçam novos rumos para a pesquisa sobre ideologias linguísticas e práticas de linguagem (incluindo a investigação relacionada com português e outras línguas) e estudam formas de desenvolver novas bases conceituais que estão mais em sintonia com as realidades sociolinguísticas da era moderna tardia, em que as pessoas, textos e línguas estão cada vez mais em movimento através das fronteiras nacionais e das redes digitais de comunicação. (Traduzido a partir da divulgação na página do livro na internet.)
Opinião: “Assim (não) se vê a influência da língua portuguesa”
Opinião
Assim (não) se vê a influência da língua portuguesa
Renato Epifânio
Presidente do MIL: Movimento Internacional Lusófono
Muito poucas línguas deveriam estar acima da língua portuguesa, desde logo pela sua geográfica difusão.
Num interessante artigo publicado no dia 22 de Dezembro (“Influência de uma língua mede-se pela capacidade de ligar línguas diferentes”, [republicado no e-Ipol aqui]), o jornal Público reproduz os dados essenciais de um estudo saído na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Neste, defende-se que “ao contrário do que se poderia pensar, a influência global de uma língua mede-se principalmente pelo seu nível de ligação com outras línguas, e, em particular, pela sua capacidade de mediar a comunicação entre línguas que de outra forma não conseguiriam ‘falar’ entre si”.



