Peru: país de muitas línguas
Peru: país de muitas línguas
O Peru é um país com uma rica diversidade linguística. É o que nos mostra o cartaz “Nuestra diversidad linguistica, un tesoro que todos y todas debemos conocer, promover y difundir“, criado pelo Ministerio de Cultura peruano.
Clique na imagem ao lado e confira mais essa importante iniciativa do governo peruano.
O cartaz destaca que o Peru tem 47 línguas oficiais e que 9,6 milhões de peruanos e peruanas interagem diariamente com falantes de línguas indígenas. Estes últimos correspondem a 4 milhões de falantes, ou 13% da população do país. E 3 milhões de peruanos e peruanas falam o quechua, pouco mais que toda a população do Uruguai.
São apresentados dados de algumas províncias onde a maioria da população são falantes de línguas indígenas, ao passo que o leitor também é informado que 21 povos estão perdendo sua língua e com ela parte fundamental de sua identidade.
Também têm destaque no cartaz as várias iniciativas do Estado peruano no que diz respeito aos direitos linguísticos, além da apresentação de artigos da Ley nº 29735, Ley de Lenguas (acesse aqui pdf com o texto da Lei).
O sonho da tradução perfeita
O sonho da tradução perfeita
Virgílio Azevedo

A tradução automática do Twiter está longe da versão correta, como mostram estes exemplos de três celebridades com milhões de seguidores (clique na imagem para ampliar).
Estamos longe de uma tradução automática de qualidade, mas há projetos portugueses que querem lá chegar
Wang Ling está a fazer urna pesquisa curiosa de microblogues no L2F, o Laboratório de Sistemas de Línguas Faladas do INESC-ID, um centro de investigação ligado ao Instituto Superior Técnico (IST), em Lisboa.O estudante de doutoramento chinês trabalha, no âmbito do programa entre a Universidade Carnegie Mellon (EUA) e Portugal, com traduções de tweets em inglês de gente famosa do cinema, música, desporto e outras áreas de projeção mediática, tendo acesso a uma base de dados de três milhões de traduções manuais detetadas automaticamente por software criado para o efeito.
“O nosso objetivo é termos material de teste que possa ser usado para melhorar os sistemas de tradução automática que hoje são mais populares”, explica Wang Ling ao Expresso. Gente famosa como o cantor Justin Bieber, com 58 milhões de seguidores no Twitter, a atriz Paris Hilton (13,1 milhões) ou o rapper Snoop Dogg (11,8 milhões), fornecem matéria-prima vasta e rica para esses testes. “O problema principal que enfrentamos é que sistemas como o Google Tradutor não conseguem traduzir corretamente muita coisa.”
Como tornar a língua portuguesa mais influente no mundo
Como tornar a língua portuguesa mais influente no mundo
Virgílio Azevedo*

Brasil. Mercado em São Paulo: os 200 milhões de falantes do português na grande economia emergente da América do Sul podem aumentar o protagonismo da nossa língua na globalização – Foto: Damir Sagolj/Reuters.
O português é um gigante global no mundo das línguas graças ao Brasil, mas a sua influência cultural e preparação tecnológica estão muito abaixo do seu peso demográfico. Estudos científicos recentes explicam como resolver este paradoxo.
A língua portuguesa tem 240 milhões de falantes em quatro continentes, é a quinta mais falada no mundo e em número de utilizadores da internet, bem como a terceira no Twitter e no Facebook, mas a sua influência global não parece ser muito grande. E está pouco preparada para a era digital.
Estudos científicos recentes constatam esta realidade de forma muito precisa, mas mostram como se podem superar estes problemas de modo a que o português se transforme numa língua verdadeiramente global. Tudo passa, antes de mais, por políticas públicas e iniciativas da sociedade civil, através do sistema de ensino, que aumentem o número de estrangeiros que falam a nossa língua e que promovam a cultura portuguesa através da tradução de obras de autores nacionais para outras línguas. E, noutra frente, por investir na tecnologia da linguagem (software) em áreas cruciais como a tradução automática, a análise de texto ou o processamento da fala.
MEC define novas diretrizes para a educação indígena
MEC define novas diretrizes para a educação indígena

O Amazonas possui programas especiais voltados à formação de professores indígenas por meio da Universidade Federal do Amazonas e também da UEA.
Ministério homologou resolução que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação de professores indígenas
A formação de professores indígenas em cursos de nível médio e superior no Brasil deve respeitar a organização sociopolítica e territorial dos povos, valorizar as línguas e promover diálogos interculturais.
Esses princípios estão na resolução que instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores Indígenas, aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) em abril de 2014 (acesse o pdf aqui) e homologada pelo Ministério da Educação (MEC) no dia 31 de dezembro.
Conforme a resolução do CNE, as diretrizes curriculares têm por objetivo regulamentar os programas e cursos de formação inicial e continuada de professores junto aos sistemas estaduais e municipais de ensino, às instituições formadoras e aos órgãos normativos.
Universidade Nacional Timor Lorosa’e recruta docentes
Bolsas para ano letivo 2015
Universidade Nacional Timor Lorosa’e recruta docentes
A Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL) encontra-se a recrutar docentes de inúmeras áreas de ensino. Podem candidatar-se pessoas com o grau académico mínimo de mestrado e com experiência comprovada de ensino em instituições de ensino superior. As manifestações de interesse serão adicionadas a uma Bolsa de Docentes Aplicantes para o ano letivo de 2015.
A UNTL procura especialistas nas seguintes áreas científicas: Língua Portuguesa (via ensino), Literatura Orientada, Ensino da Escrita Científica, Estudos Literários, Metodologia do Ensino da Língua e Literatura Portuguesa, Pedagogia do Ensino, Orientação e Aconselhamento, Sociologia da Educação, Psicologia da Educação, Gestão e Administração Escolar, Estudo do Currículo, Matemática (via ensino), Metodologia do Ensino da Matemática, Biologia e Geociência Básica, Ciências Naturais (via ensino), Física e Química Básica, Educação Ambiental, Metodologia do Ensino de Ciências Naturais, Geografia Nacional e Mundial, História Nacional e Mundial, Competência para a Vida e Trabalho, Socio-Antropologia, Música e Ensino de Artes e Cultura, Tecnologia de Informação e Comunicação Educativa.
Os candidatos devem ter no mínimo mestrado e ter experiência comprovada de ensino em instituições de ensino superior. As manifestações de interesse devem ser feitas via email com envio completo da documentação solicitada.
Acesse aqui o documento com as orientações completas sobre este concurso.
Facilidade com língua e vagas de trabalho fazem angolanos virem para o Brasil
Facilidade com língua e vagas de trabalho fazem angolanos virem para o Brasil
Isabela Vieira
Bilongo Lando Domingos, 32 anos, é cabeleireiro e há 13 anos mora no Rio de Janeiro. Angelina Sissa João, 26 anos, é estudante e desembarcou há dois anos na cidade para estudar marketing. Cabingano Manuel é jornalista, com especialização em administração, e chegou há quatro anos para trabalhar como correspondente de uma emissora de TV. Todos são angolanos e escolheram o Brasil em busca de melhores condições de vida e de oportunidades profissionais.
De acordo com o Ministério da Justiça, vivem no Brasil cerca de 12,5 mil angolanos, sendo 3,7 mil residentes. Boa parte chegou ao Rio e a São Paulo durante a guerra civil naquele país, entre 1990 e o início de 2000, quando o Brasil concedia refúgio àqueles que deixavam o país. É o caso de Bilongo, que saiu de Luanda, capital de Angola, para não ser recrutado.




