Melhor aplicativo social do mundo ajuda na comunicação com surdos
Um aplicativo criado por três amigos brasileiros, do Estado de Alagoas, venceu o Oscar dos apps, o prêmio de melhor aplicativo social do mundo em 2013 promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU), com mais de 15 mil inscritos de mais de 100 países.
O Hand Talk (A Fala das Mãos, em tradução livre) faz, gratuitamente, a tradução automática do português para a Língua Brasileira dos Sinais (Libras). Lançado em julho deste ano, ele funciona em celulares e tablets com sistemas Android e iOS. Já teve mais de 80 mil downloads e fez mais de 3 milhões de traduções de áudio, texto e imagem.
As traduções para Libras são feitas pelo Hugo, um simpático intérprete virtual em animação 3D. A empresa, sediada em Maceió (AL), emprega 17 pessoas, sendo 2 deficientes auditivos e 3 intérpretes especializados na linguagem dos sinais.
O Brasil tem quase 10 milhões de surdos, de acordo com o último censo do IBGE, com diferentes graus de deficiência e necessidades. Só uma parte consegue se comunicar com a Libras. “É um outro idioma, que segue um contexto diferente do português, com morfologia, sintática e semântica próprias”, explica Ronaldo Tenório, 28 anos, um dos sócios e idealizador do aplicativo.
Para converter satisfatoriamente arquivos digitais em português para a Libras, a empresa teve o apoio da Universidade Federal de Alagoas, que pesquisa o idioma há mais de dez anos.
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MEC anuncia medidas para garantir direitos dos povos indígenas à educação
O programa nacional foi oficialmente pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, mas a portaria ministerial que instituiu o Pntee foi publicada em outubro
O Ministério da Educação (MEC) planeja contratar a ampliação, reforma ou a construção de ao menos 120 escolas indígenas até o final 2014. A iniciativa é uma das ações previstas no Programa Nacional dos Territórios Etnoeducacionais (Pntee) que, entre outras coisas, visa a ampliar e qualificar as formas de acesso dos índios à educação básica e superior. Os 120 projetos já foram aprovados, mas o prazo de execução pode variar de acordo com a localidade.
O programa nacional foi oficialmente apresentado nesta segunda-feira (25/11) pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, mas a portaria ministerial que instituiu o Pntee foi publicada no Diário Oficial da União do dia 31 de outubro.
O programa consiste no planejamento de um conjunto de ações ministeriais de apoio técnico e financeiro à educação escolar indígena. Cada iniciativa será articulada com governos estaduais e municipais, instituições de ensino superior, organizações indígenas e indigenistas e órgãos de governo, como a Fundação Nacional do Índio (Funai). A evolução e os resultados deverão ser acompanhadas pela Comissão Nacional de Educação Escolar, instituída pelo MEC.
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Lançado livro do VI Encontro Internacional de Investigadores de Políticas Linguísticas
Livro organizado a partir das conclusões dos trabalhos do VI Encontro Internacional de Investigadores de Políticas Linguísticas (VI EIIPL), realizado em Porto Alegre nos dias de 23 a 25 de setembro de 2013, acaba de ser lançado e é um importante estudo sobre as políticas Linguísticas na América do Sul.
O VI Encontro Internacional de Investigadores de Políticas Linguísticas (VI EIIPL), realizado em Porto Alegre, foi organizado pelo Programa de Políticas Linguísticas (PPL) do Núcleo Educação para a Integração (NEPI) da Associação de Universidades Grupo Montevidéu (AUGM). O evento reúne pesquisadores de temáticas de políticas linguísticas de universidades membros da AUGM. Dá continuidade ao intercâmbio científico promovido por encontros similares anteriores, realizados em Curitiba (1995), Montevidéu (1997), Córdoba (2007), Santa Maria (2009) e Montevidéu (2011).
São objetivos do VI EIIPL: reunir pesquisadores de temáticas de Políticas Linguísticas das universidades da AUGM; possibilitar a difusão coletiva dos diversos programas, projetos ou linhas de investigação em temáticas de Políticas Linguísticas implementados pelos pesquisadores, fomentando o intercâmbio; estabelecer ou consolidar conexões e vínculos para empreendimentos conjuntos entre pesquisadores e universidades, sobre a base de um planejamento de programa consensuado entre os participantes.
Língua russa está entre as dez mais populares no Reino Unido
Especialistas analisaram uma série de fatores econômicos, políticos e culturais e determinaram os idiomas que desempenharão um papel crucial na prosperidade do Reino Unido.
O top 5 das línguas mais populares incluiu espanhol, árabe, francês, chinês e alemão. Português, italiano, russo, turco e japonês ocupam os restantes lugares.
De acordo com uma pesquisa, realizada por um grupo de pesquisa YouGov, 75% dos adultos no Reino Unido não são capazes de manter um diálogo em qualquer uma dessas línguas. Ao mesmo tempo, 15% afirmaram que falam francês e alemão, espanhol e italiano.
Brasil é 3º país em número de línguas em risco de extinção
O Brasil é o terceiro país do mundo com o maior número de línguas ameaçadas de extinção, segundo a nova edição do Atlas Interativo de Línguas em Perigo no Mundo, apresentado pela Unesco.
O Atlas, acessível a partir no site da Unesco, reúne 2,5 mil línguas ameaçadas no mundo, que podem desaparecer até o final deste século.
Segundo o levantamento, feito por 25 linguistas, 190 línguas indígenas correm risco de desaparecer no Brasil, sendo que 45 delas foram classificadas na categoria de risco mais elevado.
Dois exemplos são o kaixána, falado por apenas 1 pessoa em Japurá, no Amazonas, e o mawayana, preservado por somente 10 indígenas, na fronteira com a Guiana. 
O ensino do português em áreas de fronteira
É realmente uma empreitada das mais complexas o ensino do português nas áreas de fronteira, sejam elas étnicas ( no caso de povoamentos indígenas) ou entre países ( como no caso da fronteiras do MERCOSUL, coma relação entre a língua portuguesa e a espanhola). Resolver os problemas de lecionar o português neste tipo de situação e passar o conhecimento da língua para as populações inseridas neste contexto torna-se mais do que nunca vital para uma melhor inclusão destes povos num mundo cada vez mais globalizado e reforçar os laços de cooperação mutua.
De fato vivemos num pais monolinguista (a língua do estado brasileiro oficialmente é o português). Mas nestas áreas de fronteira as línguas minoritárias fazem parte do cotidiano da população, são heranças e traços culturais enraizados em seu modo de viver. O ensino da língua portuguesa é necessário para a inclusão desta camada da população para o acesso a educação, saúde, emprego e tantos outros bens essências a vida. Cabe então que a política aplicada no ensino nesta situação referida seja comprometida tanto quanto ao aprendizado eficaz e produtivo do português, sem, no entanto esquecer-se da importância que a língua herdada das tradições dos povos em situação de risco perante a opressão e opulência cultural da língua oficial do estado nacional.



