Da repressão das línguas para a promoção da diversidade linguística
Uma em cada quatro línguas indígenas do Brasil corre risco de desaparecer, diz estudo. Além disso, Unesco também classifica 97 línguas indígenas como vulneráveis e 45 em situação de extremo perigo
Nacionalismo
Das 6.500 línguas do mundo, calcula-se que metade estará extinta no final do século. “Temos um processo positivo em curso, de crescimento de muitas línguas, como o mandarim, o português, o russo, e temos também um decréscimo de muitas línguas. A estrutura continua sendo desigual”, aponta Gilvan Muller de Oliveira, diretor-executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa.
Agência Pública
Uma em cada quatro línguas indígenas do Brasil corre o risco de desaparecer
“As línguas realmente minorizadas, as línguas indígenas ou de minorias de países, continuam no mesmo grau de ameaça que na estrutura anterior dos Estados-nação. Temos hoje a extinção de uma língua a cada dois meses”, completa Oliveira.
Durante o século XX, segundo o professor, prevaleceu o pensamento de que cada Estado-nação deveria ter uma só língua, mesmo que isso significasse enfiar o idioma nacional goela abaixo dos seus cidadãos. Inspirado no modelo francês, que reprimiu a pluralidade linguística em seu território, o Brasil teve muitas línguas que foram perseguidas, e não apenas as indígenas.
“O momento mais específico dessa repressão ocorreu no Estado Novo de Getúlio Vargas, num movimento político que se chamou Processo de Nacionalização do Ensino, quando as escolas em outras línguas foram fechadas, os materiais didáticos proibidos e os professores, despedidos”.
“O Brasil reprimiu e conseguiu, com sucesso, eliminar grande parte dos falantes de alemão, italiano, japonês, árabe, russo, polonês, ucraniano. Mesmo o espanhol, que foi corrente no Rio Grande do Sul no final do século XIX e começo do século XX, foi eliminado. E agora precisamos investir de novo na diversidade linguística para catapultar o país para um novo patamar de inserção internacional”, comenta. Para ele, a dificuldades em encontrar pessoas fluentes em outras línguas prejudica, por exemplo, o programa Ciência Sem Fronteiras, do governo federal.
Língua Hunsrückisch de Antônio Carlos recebe apoio e novo impulso

Prof. Altamiro A. Kretzer, SECRETÁRIO
DE EDUCAÇÃO E CULTURA
Curso de idiomas online permite que usuários ensinem novas línguas
Duolingo usa o crowdsourcing – o conhecimento da “multidão” na internet – para criar novos cursos de idiomas. Novas opções podem ir do chinês e russo até a línguas fictícias, como Klingon.
A plataforma de ensino de idiomas Duolingo lançou nesta quarta-feira o Language Incubator, uma ferramenta que permite que os próprios usuários criem cursos de línguas colaborativamente. Desta forma, na teoria, os usuários brasileiros poderão aprender qualquer idioma na plataforma, que hoje disponibiliza apenas o curso de inglês para falantes de língua portuguesa.
Criada pelo empresário e matemático guatemalteco Luis Von Ahn, o Duolingo é uma plataforma de ensino de idiomas em que o usuário não paga nada para estudar: ele só precisa usar o conhecimento adquirido no próprio serviço para ir traduzindo trechos de textos da internet durante a aprendizagem, como contrapartida pelo curso.
A ideia por trás é simples: uma pessoa ou uma empresa precisa traduzir uma página da internet ou um texto e envia o conteúdo para o Duolingo. Esse texto é colocado na plataforma de ensino para que os alunos façam a tradução para praticar o idioma que estão aprendendo. Quando o documento estiver completamente traduzido, o Duolingo devolve o conteúdo ao cliente, que paga pelo trabalho. Isso livra a plataforma de mensalidades e anúncios.
Com o Language Incubator (ou incubador de línguas), os próprios usuários poderão criar cursos de idiomas colaborativamente. Assim, das atuais seis línguas disponíveis na plataforma de ensino -espanhol, inglês, francês, alemão, português e italiano -, o número pode saltar drasticamente, com a inclusão de línguas como chinês e russo, ou até mesmo idiomas fictícios, como Dothraki, Klingon ou Na’vi.
Para participar do curso, os usuários precisam ser fluentes nos dois idiomas em que o curso é baseado (tanto na língua nativa do aluno quanto a que ele irá aprender). Além disso, o Duolingo exige que os moderadores ou colaboradores dos cursos preencham um formulário – em ambas as línguas – afirmando porque desejam contribuir no ensino do idioma.

“Para garantir a qualidade do serviço, cada curso terá dois ou três moderadores voluntários, selecionados pelo Duolingo”, afirmou Ahn ao Terra. Além disso, os algoritmos da plataforma farão testes em dicionários. Segundo a empresa, este é o primeiro curso de idiomas totalmente crowdsourced.
“Eu acredito que muitos problemas poderão ser resolvidos por meio de crowdsourcing. Nós já conseguimos usar isso na digitalização de livros, agora com o aprendizado de línguas”, disse Ahn, que além do Duolingo apostou no conhecimento da multidão da internet para a digitalização de livros e criou o reCaptcha. O sistema usa a digitação daquelas palavras distorcidas exibidas na tela para provar que o usuário é humano para entender trechos escaneados de livros e jornais que os computadores não compreendem. A empresa foi vendida para o Google em 2009.

Segundo Ahn, o Duolingo ainda não é uma empresa rentável, apesar de contar com alguns contratos de tradução de empresas que o executivo não revela. A adição de novas línguas – como o chinês, país com o maior número de internautas no mundo – pode ajudar a companhia a aumentar a oferta de traduções e se aumentar sua receita.
Fonte: http://tecnologia.terra.com.br/internet
Rádio Nacional de Angola transmite em línguas nacionais
“O uso das línguas nacionais nesta Rádio é de grande importância” 06-10-2013
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A afirmação é do embaixador Luís Neto Kiambata, que salientou que o uso das línguas nacionais através dos meios de comunicação social consolida a unidade, amizade, solidariedade e bem-estar.
“Creio que as informações que vêm do desempenho da rádio, são a prova mais evidente de que o público está bem servido. Melhoramos os serviços e levamos a todos as províncias, municípios, o fruto nas línguas nacionais, o que interessa, porque Angola é um país com 7 ou 8 línguas principais, 72 dialectos, 15 grupos étnicos e todos têm que conhecer a realidade do país. O uso das línguas nacionais nesta Rádio é de grande importância, para manter a unidade nacional, a amizade, a solidariedade e o bem-estar social”, afirmou.
Fonte: RNA-AO/Canal-A
UP POMERISCH SRIJWE UN LEESE LEIRE: viva o pomerano!
MILITANTES ENGAJADOS EM PRESERVAR A LÍNGUA POMERANA PROMOVEM APRENDIZAGEM DA LÍNGUA ORAL E ESCRITA POMERANA ATRAVÉS DE REDE SOCIAL.
UP POMERISCH SRIJWE UN LEESE LEIRE, grupo criado em janeiro de 2013 no FACEBOOK, já possui mais de 300 membros que compartilham assuntos diversos sobre a cultura e a língua, e principalmente se propõe a aprender a ler e escrever na língua.
Imigração do Hunsrück para o Brasil é tema de filme na Alemanha
Edgar Reitz retrata em seu novo filme uma história de amor comovente. O pano de fundo para o filme é a Alemanha rural, em meados do século 19, quando aldeias inteiras, impulsionadas pela fome e pela pobreza, emigraram para a distante América do Sul. No centro da trama, dois irmãos que um dia são colocados de frente com uma importante questão: sair ou ficar em seu país?
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http://forlibi.blogspot.com.br/2013/09/imigracao-do-hunsruck-para-o-brasil-e.html





