Lei gera polêmica ao autorizar o uso de inglês nas universidades francesas
Um projeto de lei, que autoriza as universidades da França a darem aulas em inglês, discutido atualmente pelo Parlamento do país, está causando grande polêmica. A França é um país historicamente apegado à sua língua. Além disso, o país teve muitas rixas no século XX (e em períodos ainda mais antigos) com a vizinha europeia, Inglaterra, sua rival em algumas guerras. Só as gerações francesas mais novas começaram a interessar pela cultura de outros países e a aprender outros idiomas, como o inglês.
Pluralidade linguística e acessibilidade
Nesta terça-feira, dia 28, das 16h às 18h, no Auditório Henrique Fontes, CCE, será promovida a mesa-redonda “Plurilinguismo e Acessibilidade”, com a presença de linguistas e membros de entidades representativas de cegos e surdos de Santa Catarina. Informações: (48) 9963-8622 ou laubpi@gmail.com.
Promoção de línguas brasileiras de imigração: em pauta na mídia e nos municípios brasileiros
Em destaque no Jornal A Gazeta de São Bento do Sul (SC), esteve a presença e a promoção das línguas brasileiras de imigração faladas naquele município, a saber: Hochdeutsch, Bayerisch, italiano, polonês e ucraniano. A pesquisadora do Ipol, Ana Paula Seiffert, que realizou um diagnóstico sociolinguístico em São Bento do Sul em sua dissertação de mestrado (UFSC/2009), participou da matéria com alguns esclarecimentos sobre os usos e representações de cada uma dessas línguas de imigração na localidade, sinalizando, inclusive, para a necessidade de ações de promoção dessas línguas que estão em processo de perda (em diferentes estágios) na localidade. No referido estudo, a pesquisadora defende que as ações para revitalização e manutenção dos idiomas minoritários na localidade precisam passar pela recuperação do prestígio, do status das línguas de imigração e, para isso, sugere o envolvimento da comunidade na elaboração de estratégias que garantam a preservação do patrimônio linguístico da cidade. Conhecendo-se detalhadamente a realidade linguística do município e através de ações discutidas e elaboradas com a participação dos falantes, como a criação de um Conselho de Línguas (a exemplo de outras cidades) e a inclusão dos idiomas minoritários nas grades curriculares das escolas municipais, a pesquisa aponta para a possibilidade de reverter o quadro de desaparecimento dessas línguas brasileiras de imigração.
As línguas brasileiras de imigração e sua promoção, atualmente, tem despertado maior interesse dos meios de comunicação e do público em geral mas também dos governos, sobretudo nos municípios que passam a perceber e a valorizar a diversidade e o patrimônio linguístico que possuem. Isso fica evidente quando se observa, por exemplo, a quantidade de municípios brasileiros que cooficializaram línguas brasileiras de imigração: Santa Maria de Jetibá, Domingos Martins, Pancas, Laranja da Terra e Vila Pavão no Espírito Santo e Canguçu no Rio Grande do Sul cooficializaram o Pomerano; Serafina Corrêa no Rio Grande do Sul cooficializou o Talian; Antônio Carlos em Santa Catarina o Hunsrükisch e Pomerode, Santa Catarina, o Alemão.
Ações de promoção como a cooficialização estão em pauta no Forlibi, o Fórum Permanente das Línguas Brasileiras de Imigração. Fundado pelo Ipol, pela FIBRA-RS (Federação das Associações Ítalo-Brasileiras do Rio Grande do Sul), pela Prefeitura Municipal de Santa Maria de Jetibá (ES) e pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), o Fórum reúne e promove o diálogo sobre as iniciativas de promoção das línguas brasileiras de imigração entre falantes, pesquisadores e instituições parceiras, propondo-se a ser um “espaço de pesquisa, mediação e articulação política em variadas frentes para o fortalecimento das mesmas”.
Na promoção das línguas de imigração, além de integrar o Forlibi, atualmente o Ipol participa do Conselho da Língua Alemã de Blumenau (SC) e e também está executando o Projeto Receitas da Imigração – Língua e Memória na Preservação da Arte Culinária (IPHAN/PNPI 2012). Esse projeto está produzindo uma publicação plurilíngue (línguas de imigração/português) com as histórias das imigrações tais como contadas nas línguas das comunidades linguísticas da região do Vale do Itajaí através das tradições culinárias desses grupos.
41 indígenas Guarani Kaiowá se formam pela UFGD
Se para estudantes do centro urbano já é uma vitoria entrar e concluir uma faculdade, quando chega o seu dia de formatura, o que dizer de um numero significativo de 41 indígenas que passaram pela UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) e nesta sexta-feira fazem sua colação de grau em nível superior de diversas áreas para atuarem como professores.
Estímulo ao ensino da língua portuguesa
O Governo de Macau deve estimular a aprendizagem do português nas escolas e “pensar” em acrescentar uma disciplina de língua portuguesa no ensino secundário complementar, defenderam ontem três deputados à Assembleia Legislativa.
Inquérito Nacional dos Lares revela estado das línguas no Canadá
Conforme o Inquérito Nacional dos Lares, cujos dados só começam a ser conhecidos agora, as línguas aborígenes no Canadá têm 240 mil falantes; 50% da população canadiana é monolíngue inglesa e 11%, monolíngue francesa; e até 58% dos imigrantes no Quebeque aprendem o francês antes do inglês.


