Germania, uma história sussurrada no dialeto de Volga

A obra prima de Maximiliano Schonfeld reconstitui os conflitos de uma colônia alemã de Entre Rios (Argentina), da perda de seu lugar no mundo até o futuro incerto. “Germania”, que estreou no dia 21/03, recebeu o Prêmio Especial do Juri, no último BAFICI (Buenos Aires Festival Internacional de Cinema Independente).

Em seu filme Germania (2012), Maximiliano Schonfeld retrata suas origens, a vida dos descendentes alemães de Volga que formaram numerosas colônias na província de Entre Rios. Trata-se de um universo circular, articulado pela coesão familiar e religiosa que lhes permitiu manter intactas suas tradições e o dialeto Wolgadeutsche. “As histórias relatadas pelas famílias alemãs sempre mantém o sabor do mito distante, da história contada aos sussurros, proibida. Quis transformar aquela tradição oral em imagem cinematográfica”, afirma Schonfeld.

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As vantagens do bilinguismo na infância

Dois anos atrás, na reunião anual da Associação Americana para o Avanço das Ciências (AAAS, na sigla em inglês), Janet Werker, da Universidade de British Columbia, apresentou os resultados de um estudo que mostrava que recém-nascidos que haviam sido expostos a duas línguas diferentes enquanto ainda estavam na barriga da mãe podiam distingui-las após seu nascimento. No encontro deste ano, realizado entre 14 e 18 de fevereiro em Boston, Dra. Werker apresentou suas últimas descobertas sobre os bebês bilíngues. Dessa vez, ela observou bebês com sete meses de idade para descobrir como eles conseguem realizar a façanha de distinguir línguas antes de terem qualquer noção gramatical. Ela e Judith Gervain, sua parceira, explicam que o que os bebês distinguem é a prosódia, ou sinais relacionados ao tom e à duração das palavras faladas. E a prosódia, por sua vez, serve como um passo inicial para a aquisição da gramática.

As descobertas foram publicadas no periódico Nature Communications para coincidir com a reunião da AAAS. Elas sugerem que as crianças observam tom e duração familiares para determinar a estrutura de vocalizações não familiares. Os pais podem se confortar com o conhecimento de que seus rebentos não se tornam mentalmente confusos devido à exposição a diferentes línguas, conforme o temor de outrora.

Fonte: Opinião e Notícia. Leia o artigo original, em inglês no The Economist.

Mapa on-line mostra os idiomas mais falados pelo Twitter em Nova York

Site coletou 8,5 milhões de tuítes com geolocalização em três anos. Outra ferramenta também mostra as línguas mais faladas em Londres.

Três americanos coletaram 8,5 milhões de tuítes com geolocalização entre janeiro de 2010 e fevereiro de 2013 para construir um mapa com as nove línguas mais faladas em Nova York, com exceção do inglês (acesse aqui).

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OIT – Aplicação da Convenção 169 no Chile. Informe de Observações 2013

A Comissão de Especialistas na Aplicação de Convenções e Recomendações da Organização Internacional do Trabalho publicou seu informe de Observações/2013. O documento contém um capítulo com as observações sobre a aplicação da Convenção 169 da OIT no Chile – trata dos direitos dos povos originários. O Brasil é signatário desta Convenção desde 2002, mas isso não impediu o processo histórico de violência e desrespeito às populações indígenas e quilombolas.

Em sua avaliação sobre o Chile, a Comissão de especialistas considerou os informes oficiais do governo e diversos informes alternativos apresentados em 2010-2012: Informe CONAPAN (Confederação de Trabalhadores do Pan), elaborado por uma coalizão de organizações de povos indígenas e o Centro de Políticas Públicas; Informe CONAPACH, elaborando por ONGs e organizações indígenas; e comunicações de organizações indígenas trasmitidas através da Central Unitária de Trabalhadores.

Conforme divulgado no boletim do portal Centro de Políticas Públicas, seguem alguns destaques:

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Reconhecimento de línguas é reivindicado por povos indígenas no Chile

No último dia 21 de fevereiro, a Rede pelos Direitos Educativos e Linguísticos dos povos indígenas (Rede EIB) convocou várias organizações para uma grande comemoração do Dia Mundial da Língua Materna, embora no Chile este dia também seja considerado o Dia Internacional das Línguas Indígenas, um dia dedicado à promoção das línguas nativas.

Marchas, concentrações, fórum e outras manifestações estabeleceram uma defesa das comunidades originárias no Chile e propuseram, entre outros desafios, a aprovação de uma Lei de Direitos Linguísticos dos Povos Indígenas, o que resultaria no reconhecimento das línguas indígenas como nacionais e oficiais em cada território, a fim de promover a proliferação de espaços de ensino-aprendizagem das línguas originárias.

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O livro, eixo da educação em língua materna

Em 1999, a UNESCO decidiu criar o Dia Internacional da Língua Materna (IMLD, conforme sigla em inglês), que desde então é comemorado no dia 21 de fevereiro em todo o mundo.

O propósito da celebração é promover a diversidade linguística e a educação plurilíngue, com a intenção de fomentar a sensibilidade em torno da importância do ensino em língua materna.

A diversidade cultural e linguística é um valor universal que reforça a unidade e a coesão da sociedade. Por esse motivo, a Diretora Geral da UNESCO, ao inaugurar o IMLD/2013, insiste na importância desta fundamental mensagem, e destaca o tema deste ano, que é o acesso a livros e meios de comunicação digitais em idiomas locais.

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