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Mozilla Firefox Em Guarani

Opção de navegador ajudará cerca de 40% da população que fala apenas o idioma local

A Universidade Nacional de Assunção (UNA), em parceria com a Secretaria de Políticas Linguísticas e o Mozilla Paraguai, criou um projeto inovador: o país vizinho terá o primeiro navegador de internet no idioma local, o Guarani.

O navegador foi batizado de Aguara Tata e tem como objetivo romper barreiras tecnológicas, já que cerca de 40% da população paraguaia se comunica somente através do idioma local.


A versão já está disponível. Para os interessados em obter acesso ao navegador, basta criar um perfil como usuário na página mozilla.locamotion.org e depois escolher o idioma desejado. Uma equipe da Faculdade Politécnica ficará encarregada pela revisão e correção das traduções.

Atualmente, o Paraguai possui duas línguas oficiais: o espanhol e o guarani, que foi herdado dos indígenas locais. Estima-se que quase 90% da população se comunique utilizando os dois idiomas, o que prova a importância do projeto da Universidade.

Fonte: Click Foz do Iguaçu

Um milhão de assinaturas de apoio à língua russa na Europa

Os ativistas da Aliança Russófona na Europa, que reúne a população falante da língua russa na União Europeia, estão convictos que a língua russa tem o direito legítimo de ser usada na União Europeia a nível oficial. Por sua iniciativa, nos países da UE irá ser realizada uma recolha de assinaturas de apoio à língua russa. Para a Comissão Europeia analisar essa questão é necessário recolher um milhão de assinaturas. A presidente da Aliança Tatiana Zhdanok, que é deputada do Parlamento Europeu pela Letônia, falou à Voz da Rússia sobre as perspectivas da língua russa na Europa.

O russo faz parte das cinco línguas mais faladas nos países da União Europeia tal como o inglês, o alemão, o francês e o espanhol. Cerca de sete milhões de europeus têm o russo como segunda língua estrangeira. Outros seis milhões de cidadãos da UE são falantes nativos da língua russa. A maior comunidade de língua russa, cerca de três milhões de pessoas, vive na Alemanha. Também se fala tradicionalmente o russo nas regiões orientais da Polônia e da Romênia. Na foz do rio Danúbio vivem, há já vários séculos, descendentes dos “velhos crentes” (ramo dissidente da Igreja Ortodoxa) que conservam a língua e a cultura russas. Mais de um milhão de cidadãos russófonos vive nos países bálticos.

Contudo, a língua russa não possui estatuto oficial nem em qualquer país da União Europeia, nem a nível comunitário, diz Tatiana Zhdanok:

“O caminho mais direto seria o pedido desse estatuto por parte de um dos países. Em primeiro lugar isso deveria caber à Letônia, cujos 40% da população são russófonos e onde o russo é uma língua tradicional. Mas na Letônia não existe esse estatuto. Outro caminho para o uso da língua russa no trabalho das instâncias europeias seria uma via de cima para baixo. Ou seja, através da tomada dessa decisão por parte das estruturas europeias, nomeadamente por iniciativa da Comissão Europeia. Para isso é necessário recolher um milhão de assinaturas.”

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Professor da UAlg eleito vice-presidente do Conselho Europeu das Línguas

Manuel Célio Conceição, professor da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve, foi eleito vice-presidente do Conselho Europeu das Línguas.

A UAlg tem nos próximos dois anos a vice-presidência do Conselho Europeu das Línguas. Manuel Célio Conceição foi eleito para o cargo por unanimidade, numa reunião da direção em que estavam representadas as seguintes instituições: Universidade Livre de Berlim, Universidade de Lovaina, Universidade de Trieste, Universidade de Aarhus, Universidade de Varsóvia, Universidade de Sevilha, Universidade de Cluj-Napoca, Confederação Internacional dos Tradutores e Intérpretes (CIUTI), Universidade de Southampton, Universidade de Lausanne e Universidade Livre de Bruxelas.

Esta nomeação, “além da satisfação pessoal pelo reconhecimento e pela confiança de tão numerosas e diferentes instituições, representa uma contribuição significativa para a divulgação internacional da Universidade do Algarve. Representa ainda mais responsabilidade na área das políticas linguísticas, aos níveis do ensino da investigação e da gestão política da diversidade cultural”, refere Manuel Célio Conceição.

Por fim, conclui o Professor, “é a confirmação da consistência do que temos vindo a fazer nesta área e de que também são testemunhos o facto de termos recebido a confirmação da aprovação de um projeto de investigação financiado no âmbito do 7º programa quadro, cujo título é ” Mobilidade e inclusão na Europa Multilíngue, e o termos sido convidados pela Direção Geral de Educação e Cultura da Comissão Europeia para integrar um grupo de trabalho de acompanhamento e avaliação de atividades no quadro da estratégia 2020”.

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Poder e preconceito

Valorização da diversidade linguística brasileira também passa pelo combate ao preconceito às variações no português criadas no país

Línguas indígenas. Línguas de origem africana faladas nos terreiros de candomblé e umbanda. Diversas comunidades de descendentes de imigrantes japoneses, alemães, italianos. O Brasil possui um rico cenário lingüístico e não é um país de uma única língua: os brasileiros não falam somente o português, como muitos gostam de imaginar. A polêmica é que, para muitos lingüistas, é preciso reconhecer e valorizar não só essas diversas línguas, além do português, faladas no Brasil, mas também as variações no próprio idioma, um patrimônio menosprezado.“Nossa identidade enquanto brasileiros passa pela valorização das variedades geográficas do português e também pelo reconhecimento das variedades sociais”, afirma Marta Scherre, linguista e professora adjunta da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Os sotaques regionais. As gírias e expressões criadas por jovens e outros grupos. Os empréstimos e as recriações de outras línguas no interior da “língua de Camões”. O “você” que vira somente “cê”, dentre milhares de outras palavras e expressões criadas pelos brasileiros no seus falares cotidianos. Língua é identidade e cultura e a valorização desses diferentes modos de se falar o português depende do combate a um fenômeno pouco debatido na sociedade brasileira: o preconceito linguístico.

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CAPES lança o Portal Comunidades

É com alegria que a Diretoria de Formação de Professores da Educação Básica – DEB/CAPES informa o lançamento do Portal Comunidades. O Portal é uma iniciativa da DEB com o intuito de ser um repositório das produções geradas no âmbito dos nossos programas.

 Este ambiente possibilitará o compartilhamento de materiais em vários recursos – animação/simulação,  áudio, experimentos práticos, teses, dissertações, livros, aulas, imagens, mapas, softwares educacionais e vídeos, em cinco categorias de produções: didático-pedagógicas, bibliográficas, artístico-culturais, desportivas e lúdicas e   produções técnicas, de manutenção e de infraestruturas.

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 Além do repositório, o Portal Comunidades oferecerá um espaço chamado Agenda de Eventos, para a divulgação de eventos dos projetos organizados pelas IES parceiras que ocorrem em todo o País.

 O OBEDUC será o primeiro Programa a ingressar no Portal.  Com parte do OBEDUC, o Observatório da Educação na Fronteira – OBEDF tomará parte dessa bela iniciativa.

 

Preconceito linguístico

O que seria? Ele existe? Se sim, qual a sua natureza? Na sua coluna de dezembro, o linguista Sírio Possenti caracteriza o preconceito linguístico, apresenta elementos factuais para desqualificar suas bases e questiona o sentido de ‘falar bem’.

Um dos debates mais quentes do ano foi sobre um livro didático acusado de ensinar regras de português erradas (na verdade, ninguém leu o livro; foram lidas algumas frases soltas de uma das páginas de um dos capítulos). A acusação mereceu diversas manifestações de especialistas, que tentaram mostrar que uma língua é um fenômeno mais complexo do que parece ser quando apresentada apenas em termos prescritivos.

 Fonte: Ciencia hoje

Um dos pequenos avanços da mídia (que, no quesito, representa grande parte da sociedade instruída) foi reconhecer que as teorias e as pesquisas linguísticas têm legitimidade. Mas acha que devem restringir-se à universidade. Para um linguista, tal posição equivale a sustentar que só se deve ensinar reprodução na universidade. Até o fim do colegial, deve-se ensinar aos alunos que as crianças são trazidas pela cegonha.

Um dos itens do debate foi o preconceito linguístico; questionou-se sua existência. Chegou-se a afirmar que a ‘defesa’ de traços da fala popular produziria como um dos efeitos um preconceito às avessas, contra os que falam corretamente. Foi uma das leituras mais desastrosas que a mídia conseguiu fazer da questão.

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