Dicionário e gramática de línguas indígenas são lançados em RR
Nesta sexta-feira (23), a Editora da Universidade Federal de Roraima (UFRR) promove o lançamento do livro “Paradakary Urudunaa”, um dicionário de Wapichana-Português e Português-Wapichana, e da gramática Macuxi “Senuwapainîkon Maimukanta – Vamos estudar na nossa língua Makuusi Maimu”, no Instituto Insikiran, campus Paricarana, às 15h.
As obras são resultado do programa da UFRR para valorização das línguas e culturas Macuxi e Wapichana. Os recursos são do Ministério da Educação.
No XVIII Seminário sobre bilinguismo, 400 participantes disseram “não à exclusão do Guarani”
No domingo, 30 de junho de 2013, entre as 7 e 17 horas, aconteceu o vigésimo oitavo Seminário Nacional sobre Análise do Bilinguismo Paraguaio, no Salão Multiuso da Cooperativa Multiativa Credivill, em Villeta, no Paraguai. O Seminário foi organizado pelo Ateneuda Língua e Cultura Guarani e contou com o apoio da Município de Villeta, do Governo do Departamento Central e da Cooperativa Multiativa Credivill e se constituiu como uma homenagem aos Heróis Ex-combatentes da Guerra do Chaco de Villeta.
Projeto tenta salvar língua indígena em extinção na Califórnia
Um projeto tenta resgatar um dos idiomas indígenas do Estado americano da Califórnia, o yurok. Crianças na região norte do Estado já estão tendo aulas da língua que quase desapareceu, pois apenas alguns idosos da tribo yurok eram fluentes no idioma.
As línguas indígenas estão desaparecendo

Inpa montou um acervo digital com trabalhos acadêmicos que abordem as etnias indígenas. Foto: Reprodução/ NCPAM.
O Amazonas tem 29 línguas faladas por populações indígenas e pouquíssimos trabalhos destinadas a documentar e manter essa importante diversidade cultural. “Muitas línguas ao redor do mundo estão desaparecendo, inclusive as línguas indígenas brasileiras”, alerta Ana Carla Bruno, doutora em Antropologia e Linguística pela Universidade do Arizona (EUA) sobre o problema da perda da identidade dos grupos indígenas. “É preciso enfatizar também que deixar de falar sua língua não implica anular a identidade étnica do indivíduo, você não deixa de ser índio porque não fala mais a língua”.
Reconhecimento de línguas é reivindicado por povos indígenas no Chile
No último dia 21 de fevereiro, a Rede pelos Direitos Educativos e Linguísticos dos povos indígenas (Rede EIB) convocou várias organizações para uma grande comemoração do Dia Mundial da Língua Materna, embora no Chile este dia também seja considerado o Dia Internacional das Línguas Indígenas, um dia dedicado à promoção das línguas nativas.
Marchas, concentrações, fórum e outras manifestações estabeleceram uma defesa das comunidades originárias no Chile e propuseram, entre outros desafios, a aprovação de uma Lei de Direitos Linguísticos dos Povos Indígenas, o que resultaria no reconhecimento das línguas indígenas como nacionais e oficiais em cada território, a fim de promover a proliferação de espaços de ensino-aprendizagem das línguas originárias.
III Encuentro de Lenguas Indígenas Americanas (3º ELIA)
Simpósio “Lenguas Indígenas y Educación”
Coordenadora: Dra. Beatriz Gualdieri (Universidad Nacional de Luján)
O simpósio tem como objetivo reunior diversos agente em um espaço de interação e problematização sobre a inclusão das línguas indígenas em âmbitos pedagógicos.
O foco estará sobre propostas que se enquadram na chamada “educação intercultural bilíngue”, legitimada em diversos instrumentos normativos de ordem internacional, nacional e provincial, implementada em comunidade de povos originários; além de outras situações pedagógicas, espaços educativos urbanos (formais e informais), onde os sujeitos (crianças, jovens e adultos) convivem com línguas indígenas e/ou onde se viabilizam ações de ensino de línguas como parte de processos de fortalecimento de identidade e/ou difusão.


