Diversidade linguística

Google busca fim da barreira da língua

Quando escritores de ficção científica vislumbram o futuro da humanidade, algumas ideias para melhorar o mundo pipocam repetidamente. Elas incluem energia gratuita e ilimitada e espaçonaves que viajam à velocidade da luz. E incluem também a criação de computadores miniaturizados que servem como tradutores universais, eliminando todas as barreiras de língua.

 O último destes sonhos, pelo menos, é algo que o Google pretende tornar realidade. A pessoa encarregada do projeto é um cientista da computação de um vilarejo perto de Erlangen, no sudoeste da Alemanha.

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China diz que 30% da população não fala idioma oficial

O ministro da Educação da China disse na quinta-feira que cerca de 400 milhões de pessoas – ou 30% da população do país – não falam mandarim, o idioma nacional.

Das 70% que falam mandarim, muitos não falam bem o suficiente, disse uma porta-voz do ministério à agência de notícias estatal Xingua.

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Índia perdeu 250 línguas nos últimos 50 anos

A diversidade da Índia é bem evidente a partir de suas 850 línguas vivas identificadas, quatro vezes mais do que a Europa, no entanto, o país perdeu 250 línguas nos últimos 50 anos, segundo uma pesquisa recente.

“Na Índia, temos várias centenas de línguas vivas. Poderia ser mais de 850, das quais fomos capazes de estudar 780. E, se o ponto de referência for o censo de 1961, perdemos 250 línguas nos últimos 50 anos”, disse Ganesh Devy, um notável linguista e presidente da Pesquisa Linguística do Povo Indiano (PLSI), segundo um artigo da Press Trust da Índia.

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Belém e Manaus são cemitérios de línguas extintas na Amazônia

Paca, tatu, cotia sim. Esses e outros bichos desconhecidos na Europa foram encontrados no litoral brasileiro e na Amazônia pelos portugueses, que tomaram emprestado das línguas indígenas os nomes de animais, peixes, plantas, práticas culinárias, tecnologias tradicionais e formas de fazer as coisas.

Mas, por outro lado, os portugas trouxeram um mundo de coisas novas que não existiam aqui: enxada, machado de ferro, papel, catecismo, bíblia, pecado, cupidez, padre, soldado, pólvora, canhão e até animais como vaca, cavalo, cachorro, galinha. Com as coisas, trouxeram os nomes das coisas.

A língua portuguesa e as línguas indígenas, através de seus falantes, ficaram se esfregando e se roçando uma nas outras, num intenso troca-troca. Esse atrito, que a sociolinguística chama de línguas em contato, configurou o português regional e marcou os idiomas indígenas, um dos quais serviu de base para o Nheengatu, a língua que durante séculos organizou a comunicação entre todos.

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No sul do Pacífico, única língua crioula com base no alemão pode desaparecer

Em 1900, alunos de uma missão em Papua-Nova Guiné criaram dialeto que mistura alemão e idioma local. Hoje, os poucos falantes do chamado Nosso Alemão são prova viva de um capítulo pouco conhecido da história colonial.

Era o ano de 1900 na colônia de Nova Guiné Alemã, no Pacífico Sul. Em uma aula de alemão, freiras missionárias mal podiam acreditar no que ouviam. De repente, seus alunos começaram a balbuciar algumas palavras e frases truncadas. As irmãs tentaram corrigi-los, mas as crianças insistiam em falar sua própria versão do idioma – o dialeto que logo passou a ser chamado de Nosso Alemão.

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A utopia do esperanto falado num castelo francês por jovens de todo o mundo

Masko farado” ou “banado ce la lageto”? No parque de um castelo no coração da França, a chinesa Yuan-Yuan, de dez anos, e o francês Anaïs, com 14, discutem em esperanto qual será o programa que vão fazer à tarde, entoando naturalmente uma língua nascida para ser universal mas que continua pouco utilizada.

De forma unânime, as 20 crianças que estão reunidas no castelo neo-renascentista Grésillon em Saint-Martin d’Arce, na comuna francesa Baugé-en-Anjou no centro do país, e que ali estão para o encontro internacional de jovens utilizadores de esperanto, finalmente optam pelo workshop de “fazer máscaras” em vez de “nadarem no lago”. O tempo fresco impôs a escolha.

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